segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Orange Sky


Mais uma preciosidade do Blog BHY. 

Vou trocar você pelo vício. Te fumar ouvindo “Orange Sky”, quando estiver sozinho e depois do cafezinho. Querer parar e não conseguir, tentar te abandonar porque me faz mal, gasta minha grana e me faz companhia. Vou trocar você pela bebida, derramar um pouco pro santo, te erguer, te brindar e te sorver. Vou ficar bêbado de você até de manhã, falar enrolado pra dos sóbrios encher o saco e depois dormir como se nada tivesse acontecido e eu me chamasse Baco. Vou te trocar pelo jogo, te enganar com as caras que faço, apostar tudo mesmo sabendo que arrisco te perder e ainda assim continuar. Vou te trocar pelas mulheres, pelas damas das salas e as putas nas camas, e ainda que você seja sacana, que me envenene, que me embriague, que me quebre e que dê bola pra qualquer um na rua, incensurável, só vou ser seu, virtuoso, sendo só sua.


by BHY




Paulo Braccini
enfim! é o que tem pra hoje...

domingo, 23 de janeiro de 2011

Selos


Selo de Qualidade . Este Blog é Recomendadíssimo

Mais um carinho que o "enfim! é o que tem pra hoje..." recebe dos amigos Lady's e Ro Fers:

Nome: Bratz
Uma música: Proud - Heather Small. 
Humor: quando não me irritam, sou extremamente bem humorado.
Uma cor: azul.
Uma estação: sempre o inverno.
Como prefere viajar: viajar é a melhor coisa da vida ... de qualquer maneira ...
Um seriado: Queer as Folk.
Frase e/ou palavra mais dita por você: imagina! hummm! uai!
O que achou do selo: esteticamente um dos mais bonitos.
Indico: a todos os amigos do meu side bar.

Obrigado aos amigos ...

Paulo Braccini
enfim! é o que tem pra hoje...

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Por mim


Quando a minha hora chegar
Ninguém vai chorar por mim,
E tu também não 

Malditas sejam todas essas lágrimas!

Eu sou uma fera furiosa
Expulsa do rebanho

As balas podem furar-me a pele
Mas eu continuarei sem parar,

Arrastando para a frente as minhas chagas e a minha dor,
Atacando
Atacando
Até o sofrimento desaparecer

E não me vai custar nada

Eu quero viver mais mil anos

Chairil Anwar

Paulo Braccini
enfim, é o que tem pra hoje...

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Amargo Pesadelo



Título Original: Deliverance
Título no Brasil: Amargo Pesadelo
País de Origem: EUA
Gênero: Drama
Ano de Lançamento: 1972
Direção: John Boorman 
Sinopse: O Rio Chatooga nos montes Apalaches vai ser represado e com isso um lindo vale será destruído. Como última aventura, quatro amigos: Lewis Medlock (Burt Reynolds), Ed Gentry (Jon Voight), Drew Ballinger (Ronny Cox) e Bobby Trippe (Ned Beatty), homens extremamente urbanos resolvem fazer uma última aventura descendo as corredeiras do rio, em busca de adrenalina, emoção e maior contato com a natureza. Essa aventura começa a se complicar quando dois desses amigos tomam a dianteira no rio, distanciando-se dos outros. Uma série de ameaças as suas vidas estão aparecendo... difícil vai ser escapar delas...

Destaco aqui uma cena antológica em que há um duelo de banjo e violão, entre um forasteiro e um menino autista do posto de combustÍvel, onde pararam para abastecer, descarregar as canoas e a tralha para descerem o rio, e contratar motoristas, HillBillys locais, para levar os veiculos rio abaixo, para onde eles iriam desembarcar .
De todas as pessoas que aparecem no filme, o único que não é ator é o menino.
Ele é um autista, que o diretor teve a felicidade de encaixar na cena do filme.
E se não é o primeiro, é um dos primeiros filmes do Burt Reynolds, ai ainda em papel secundario .
Vale muito a pena apreciar a cena, em si, e sua excepcional qualidade musical.



Paulo Braccini
enfim! é o que tem pra hoje...

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Milágrimas




em caso de dor ponha gelo
mude o corte de cabelo
mude como modelo
vá ao cinema dê um sorriso
ainda que amarelo, esqueça seu cotovelo 

se amargo foi já ter sido
troque já esse vestido
troque o padrão do tecido
saia do sério deixe os critérios
siga todos os sentidos
faça fazer sentido
a cada mil lágrimas sai um milagre 

caso de tristeza vire a mesa
coma só a sobremesa coma somente a cereja
jogue para cima faça cena
cante as rimas de um poema
sofra penas viva apenas
sendo só fissura ou loucura
quem sabe casando cura ninguém sabe o que procura
faça uma novena reze um terço
caia fora do contexto invente seu endereço
a cada mil lágrimas sai um milagre 

mas se apesar de banal
chorar for inevitável sinta o gosto do sal do sal do sal
sinta o gosto do sal
gota a gota, uma a uma
duas três dez cem mil lágrimas
sinta o milagre
a cada mil lágrimas sai um milagre
cante as rimas de um poema
sofra penas viva apenas
sendo só fissura ou loucura
quem sabe casando cura ninguém sabe o que procura
faça uma novena reze um terço
caia fora do contexto invente seu endereço
a cada mil lágrimas sai um milagre

Alice Ruiz e Itamar Assumpção




Paulo Braccini
enfim! é o que tem pra hoje...

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Lixo Extraordinário



A trajetória do lixo dispensado no Jardim Gramacho, maior aterro sanitário da América Latina localizado na periferia de Duque de Caxias, Rio de Janeiro, até ser transformado em arte pelas mãos do artista plástico Vik Muniz e seguir para prestigiadas casas de leilões internacionais. Obras que, muitas vezes, retornam ao Rio para compor as paredes da alta sociedade carioca. 

Era janeiro de 2008 quando Sebastião Carlos dos Santos, presidente da Associação dos Catadores do Aterro Sanitário de Jardim Gramacho, conheceu o artista plástico Vik Muniz. 
A impressão não foi das melhores. "O Vik explicou que a obra dele era quadro e não era quadro, era foto e não era foto. Parecia que falava javanês", contou Tião, como é conhecido. 
Muniz chegara ao aterro --que recebe todo o lixo descartado na cidade do Rio de Janeiro-- com um objetivo triplo: montar uma série de quadros a partir dos dejetos, colocar os catadores para trabalhar no feitio dos quadros e, jogada de mestre, filmar tudo, para o documentário "Lixo Extraordinário", que estreia nesta sexta. 
O filme foi dirigido por Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley. Venceu como melhor documentário do Festival de Berlim, em 2010. 
Após dois meses retratando o aterro sanitário, Muniz contratou cerca de dez catadores para montar as imagens, num galpão em Parada de Lucas, subúrbio carioca. "Pagava R$ 75 por dia, igual ao que receberiam com o lixo", contou. O meio de campo era feito por Tião Santos. "Ele é o embaixador de Gramacho", explicou Muniz. 
Tião começou a frequentar o aterro na infância, quando o pai, estivador, teve o trabalho substituído pelo de guindastes que chegavam ao porto do Rio. "Minha família se viu obrigada a ir para o lixão, que era perto de casa", contou. Aos 8 anos, levava comida à mãe e dois irmãos, que trabalhavam no aterro. "Não me deixavam catar. Eu ficava brincado com os outros meninos", lembra. 

Maquiavélico 

Aos 18 anos, após um hiato de três anos distante, resolveu voltar a Gramacho, para trabalhar em uma cooperativa que recebia o material coletado. Nas noites de sábado, quando não estudava, ia para o aterro "dar um complemento na renda". 
Numa incursão noturna, encontrou "O Príncipe", de Maquiavel. "Eu conhecia a palavra 'maquiavélico'. Me deu uma neurose de ler aquilo. Levei pra casa, sequei atrás da geladeira e, partir daí, passei a pegar todo livro que encontrava." Já leu Schopenhauer e Nietzsche, que encontrou no lixo. 
Em 2007, dois anos após comandar um protesto contra a prefeitura, foi eleito presidente da Associação dos Catadores. "Logo depois, me ligaram para dizer que um artista brasileiro queria fazer um trabalho com a gente." 
Tião diz que, em princípio, não seria fotografado. "Meu trabalho era acompanhar o Vik no aterro, para apresentá-lo aos catadores." Isso até o dia em que Zumbi, seu amigo, surgiu do lixo, carregando uma banheira. "O Vik teve um estalo e disse, na hora: 'Vamos fazer o Tião de Marat? Ele morreu no banho'." Após ouvir que Jean-Paul Marat (1743-1793) havia sido um dos líderes da Revolução Francesa, Tião sentenciou: "Combina comigo". 
O quadro foi vendido em 2009, num leilão da Phillips de Pury, em Londres, por 28 mil libras (R$ 74 mil). O dinheiro foi revertido para a Associação. Tião diz que, mais do que o dinheiro, o retorno profissional foi positivo. "Hoje vou receber a visita de 21 alunos de uma universidade de Nova York que viram o documentário. Daqui a três dias, tenho um encontro no BNDES, para falar sobre o futuro do aterro, que deve ser desativado em 2012." 
Conta que a amizade com Vik Muniz permanece: "Outro dia a gente se encontrou, no aniversário da filha dele. Às vezes, fico pensando quando vai dar meia-noite, e a carruagem vai voltar a ser abóbora. Mas não dá. Já faz três anos que esse meu conto de fadas não termina". 

Assista ao trailer:


fonte: UolMais


Paulo Braccini
enfim! é o que tem pra hoje...

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