domingo, 21 de abril de 2019

Setenário das Dores e Ramos!





A Semana Santa em Belo Horizonte teve seu início de forma magnífica, reeditando toda a sua religiosidade tradicional.

 

Bratz Elian
enfim, é o que tem pra hoje ...

domingo, 14 de abril de 2019

Semana Santa e o Barroco Mineiro!



O Barroco, foi uma das formas de expressão artística mais visíveis entre o século XVII e a primeira metade do século XVIII, no Brasil.
O enriquecimento provocado pela mineração e a forte religiosidade dos povos das minas, favoreceram o desenvolvimento das artes em Minas Gerais.
O barroco desenvolveu-se no Brasil ao lado dos primeiros núcleos urbanos. As principais manifestações dessa arte foram as construções religiosas levantadas nas cidades mineiras do Ciclo do Ouro, como Ouro Preto e Mariana.
A riqueza resultante da exploração do ouro na região de Minas Gerais estimulou, em Ouro Preto, o surgimento do maior conjunto de arquitetura barroca do mundo e justificou o tombamento da cidade como patrimônio nacional, em 1933, e em patrimônio mundial, em 1980.
Apesar da influência inicial do Barroco europeu, a arte barroca no Brasil assumiu características próprias.
A arte barroca evoca a religião em cada detalhe: altares, geralmente em madeira, expõe ricos ornamentos espirais ou florais e é todo entalhado com figuras de anjos e imagens revestidas de uma fina película de ouro. Santos em relevo se espalham pelas capelas da nave central, e o teto, representando geralmente um céu em perspectiva, que aumenta a sensação de profundidade no ambiente.
A vida cultural nas Minas Gerais desenvolveu-se principalmente em torno das Igrejas e confrarias. Por essa razão, a arquitetura, a escultura sacra e a música se desenvolveram na região e deixaram importantes registros do barroco brasileiro.
Na arquitetura, temos importantes construções no estilo barroco, como a Igreja do Carmo, em São João Del Rei e a Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto.
Na escultura, as obras eram feitas geralmente em madeira ou pedra-sabão, estavam ligadas à religiosidade. Destaque para Aleijadinho, um dos principais representantes do barroco brasileiro. Escultor e arquiteto, Antônio Francisco Lisboa, chamado de Aleijadinho.
Na pintura, destacou-se Manuel da Costa Ataíde. Ataíde criou seu próprio estilo, utilizando-se de cores vivas, tropicais. Pintou em suas obras figuras cordiais, mas um tanto irreverentes. Sua obra de maior destaque está no teto da nave da Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto. Obra realizada entre 1800 e 1809.
Na música barroca destaque para José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita e Manoel Dias de Oliveira

Próxima semana, estarei em Ouro Preto durante o tríduo pascal, para reviver e desfrutar de toda esta riqueza artística ao vivo.

Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

domingo, 7 de abril de 2019

O que ninguém deve fazer!





O mistério do nascimento é mais profundo, escreveu em algum lugar Simone Weil, e mais rico para meditar que o mistério da morte. É que ele nos confronta com o acaso, que é a verdadeira necessidade, ao passo que a morte nos entrega apenas ao destino, que é uma necessidade programada ou retrospectiva. Quer eu morra totalmente ou não, ou melhor, quer eu ressuscite ou não, minha vida nesta terra nem por isso deixará de ter sido a mesma. Mas, e se eu não tivesse nascido? Ou se tivesse nascido de pais diferentes? Ou simplesmente, com os mesmos pais, se tivesse sido recebido a partir de um outro óvulo, de um outro espermatozoide? Seria outra pessoa, ou melhor, não seria. Toda morte é inevitável (mesmo que ocorra por acaso: de qualquer modo é preciso morrer). Nenhum nascimento o é, mesmo que tenha sido desejado ou programado pelos pais. Morrer é um destino. Nascer, uma sorte.
Se nossos pais não tivessem feito amor naquele dia, ou se o tivessem feito algumas horas depois, ou antes, ou talvez simplesmente em uma outra posição, não estaríamos aqui hoje para pensar a respeito. Acasos do desejo. Loteria da vida. Nascer é para cada um a primeira grande sorte, necessariamente a mais importante, pois condiciona todas as outras. Mas isso não é tudo. A mesma improbabilidade extrema valeu também para a concepção de nosso pai e de nossa mãe, para cada um de nossos quatro avós, para cada um de nossos oito bisavós…Essas sucessivas improbabilidades, cada uma delas condicionada pelas que as precedem, multiplicam-se uma à outra. Ao fim de algumas gerações, a probabilidade de cada nascimento, embora não nula, é tão ínfima que nenhum estatístico sério aceitaria prevê-la de antemão. Ganhar na loto é, ao lado disso, brincadeira de criança.
É isso que nos deve tornar exigentes. Essa vida tão improvável que nos é dada, cabe a nós não a desperdiçar. A vida não é um destino, é uma aventura. Ninguém escolheu nascer; ninguém vive sem escolher. Cada qual é inocente de si, mas responsável por seus atos. E responsável, portanto, ao menos em parte, por aquilo que se tornou. Aristóteles mais profundo que Sartre. É forjando que alguém se torna forjador. É realizando ações virtuosas que alguém se torna virtuoso. “Fazer”, dizia Lequier, “e, fazendo, fazer-se”. Isso não fará de nós outra pessoa, o que ninguém consegue. Mas impede de nos resignarmos rápido demais ao que somos, o que ninguém deve fazer.

André Comte-Sponville - A vida humana

Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

domingo, 31 de março de 2019

O Coruja Artesão!




Outubro 2019, primavera e a vida vai seguindo seu curso e contando história.
Bratz será Tio-Avô, ao que tudo indica do Francisco ou, quem sabe, da Isadora. 
Não importa, que seja bem vindo e seja feliz.

Francisco ou Isadora, 

Vem, pequeno artista, vem pintar o sete deste lado de cá. Vem que o rumo certinho das coisas carece de desarranjo. Vem mudar os prazos, acelerar o ritmo, parar o tempo. Vem que a vida é agora, e é hora de viver entre nós. 
Vem encher a casa de visitas e presentes e conversas em voz baixinha para não lhe atrapalhar o sono. Vem lembrar o que de fato importa, que na vida somos todos visitantes afoitos. Vem acordar o mundo em meio à noite e despertar a ternura que resta lá fora. Vem chorar aos berros com a força da vida mesma, vem que precisamos reaprender a conquista de um silêncio bom. Vem e ocupa seu lugar na vida, que é a vida inteira. 
Vem condensar nossas esperanças honestas em suspiros mansos de satisfação e alegria! Vem que há tantos sonhos à espera do seu sono. Vem sorrir das expectativas alheias, vai ser poeta, publicitário, goleiro, atacante, Atlético, Anápolis, ator, astronauta, ginasta olímpico, doutor, direita, esquerda, vai ser isso e aquilo. Vem gargalhar disso tudo. 
Vem, gracioso Erê, irmana as religiões todas, amanhece a nossa gratidão, borrifa descarado na vizinhança o perfume dos anjos, e assina com os calcanhares rosados a sua certidão de fiel beneficiário de todo o amor que lhe cabe. 
Vem, criança abençoada de saúde e festa, atrair os olhos de quem passa. Vem aprender a caminhar, um pé depois do outro, e a cair e a levantar. Aproveita e nos ensina também um pouco disso, que vira e mexe nós esquecemos. 
Vem sujeito a chuvas e trovoadas. Vem sorrindo a vida. Vem conhecer a luz desse mundo sob a forma do amor luminoso de seus pais. 
Vem ganhar e vem perder e ganhar de novo. Vem crescer a olhos vistos, tomar posse de tudo, como do amor que aguardava ansioso por nascer. O amor que começa e termina em você. Vem, menino, fazer das suas. Vem com a vida em todo o seu maravilhoso milagre. 
E vem, sobretudo, porque o mundo anda precisando olhar mais para o alto. Porque é em você que moram o sol e a lua e as estrelas e o arco-íris e as nuvens, as nuvens que ora chovem pragmáticas, ora existem para nada senão para acarinhar os olhos de imaginação da gente. 
Vem, pequenino homem, provar que antes, muito antes de estar aqui, você já vivia no coração dos seus. 
E que Deus o abençoe sempre. 
Amém.

by André J. Gomes 

E o Tio-Avô artesão preparou estes mimos para recepcioná-lo:



Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...


domingo, 24 de março de 2019

As Nuvens!




De quem gostas mais?, diz lá, estrangeiro.
De teu pai, de tua mãe, de tua irmã ou do teu irmão?
Não tenho pai, nem mãe, nem irmãos.
Dos teus amigos?
Eis uma palavra cujo sentido sempre ignorei.
Da tua pátria?
Não sei onde está situada.
Da beleza?
Amá-la-ia de boa vontade se a encontrasse.
Do ouro?
Odeio-o tanto quanto vós a Deus.
Então que amas tu singular estrangeiro?
Amo as nuvens… as nuvens que passam …
lá, ao longe…as maravilhosas nuvens!

Charles Baudelaire, O Estrangeiro

Pensando …

Eu também amo a transitoriedade das coisas passageiras, sua finitude, sua fragilidade de bolha de sabão. Nada do que permanece sobrevive a erosão do tempo, tudo o que há são os pequenos momentos – como nuvens! – belos e morredouros. É uma outra forma de se relacionar com o que há de essencial em nossas vidas. Afinal, como seres tão suscetíveis ao tempo foram aspirar as coisas eternas? Por imaginação e tédio, e também um evidente temor. A única eternidade possível é a deste momento, por exemplo, em que sozinho, explico-me a mim mesmo. Há o silêncio e ele há de passar, o silêncio deste momento; há esta aflição que sinto, e ela também passará; há esta minha perplexidade só compreensível aqui, comigo, em mim. E não há nada mais simples e evidente do que este momento que já nasceu com os minutos contados. Quanto tempo terá, enfim? Por quanto tempo poderei segurá-lo, prendê-lo, antes que se dilua em esquecimento e passado? A vida talvez não passe desta imagem figurativa da bolha de sabão feita com o sopro de uma divindade aborrecida consigo mesma. E por sermos fruto da imperfeição de uma criatura original, somos todos tão insatisfeitos e imperfeitos, apesar de nossa beleza evidente e cristalina. Eis o fim deste instante.

Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

domingo, 17 de março de 2019

A primeira foto do primeiro sobrinho[a] neto[a]!



O tempo passa e o Bratz, como todos os mortais, vai ficando cada vez mais idoso. 
Não é que finalmente serei Tio Avô!
Sim serei, de um netinho ou netinha, isto não importa.
Estou feliz com a notícia e, mais ainda agora quando vi o seu primeiro pulsar de vida real.
Parabéns Bruna e Guilherme.




Na véspera desta notícia, fui a uma exposição super bacana no Centro Cultural do Banco do Brasil na Praça da Liberdade.
Uma tarde deliciosa que se tornou completa quando a noite começou a se fazer presente e Belo Horizonte se tornou uma casa portuguesa com certeza!







Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

domingo, 10 de março de 2019

Uma brincadeira com o Smartphone!



Quando não se tem nada de útil para fazer na vida, nem mesmo as fantasias sexuais do amigo lusitano Francisco, dá nisto.
Eita carência!




Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

domingo, 3 de março de 2019

Então é Carnaval!



Desde criança gostava e muito de Carnaval. Por toda a minha vida fui de ir assistir desfiles, bailes infantis, depois bailes juvenis e por fim bailes de adultos. 
Até desfilar em Escola de Samba já desfilei.
Já fui ver o Carnaval do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Carnaval no interior de Minas também teve sua fase.
Fui piolho da Banda Mole em BH nos seus áureos tempos das décadas de 80 e 90.
Tudo passa e tudo acaba.
Hoje não suporto mais nada relativo a Carnaval que perdeu e se desfigurou por completo de suas origens.
Hoje só abro exceção para o Bloco Padecendo no Paraíso [as Padês]. 
Um bloco criado, organizado e comandado por mulheres, mães, voltado para o público infantil mas onde a galera adulta se esbalda com segurança, respeito, sem bebedeiras, drogas, confusão e no meio de um público nota dez.
Primas e seus filhos [as] participam ativamente da agremiação, fato que anima o Bratz ainda mais.
Este ano, no Domingo de pré-carnaval, pela terceira vez consecutiva, fui dar o ar de minha graça no desfile e não me arrependi. Foi ótimo, e o tema do bloco foram os 60 anos da Diva Madona. 
Entre sambas antigos, marchinhas tradicionais, músicas infantis da Turma do Balão Mágico, também tivemos os hits da Diva no ritmo frenético e contagiante da Charanga das Padês.
Já neste sábado de Carnaval, a mesma charanga animou o Bloco da Vovó Gatinha que, este ano, com a minha presença, passará a se chamar Bloco da Vovó Gatinha e do Vovô Gatão! 

Deixo aqui um pequeno registro desta alegria: 
Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

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