segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Carta de um Gaúcho ao Banco


Consta que o presente fato é verídico. Engraçado ele é e aconteceu com um bom gaúcho de nome Juvêncio Dinarte. 
A carta foi adquirida junto às correspondências históricas da AGRUPA de Tupanciretã/RS .

Passo Fundo (RS), 10 de abril de 1978. 

Senhor Gerente do Banco Banrisul S/A 

Nesta Cidade. 

Prezado Senhor: 

Acabo de receber uma carta sua, em relação à conta que lhes devo, a qual me dizem que estranham que a mesma não tenha sido paga em seu devido tempo; também anunciam que se não for paga dentro de um prazo prudencial, poderiam causar-me sérias dificuldades. 
Em contestação, lhes direi o seguinte: 
No ano de l927, eu comprei a crédito uma serraria. Em 1928, adquiri a prazo uma junta de bois com carreta, uma escopeta e um litreiro para vinhos. Também um revólver marca Colt, tudo pelo maldito plano de pagamento a prazo. Em 1929, a serraria pegou fogo e não ficou uma puta viga em pé. Um dos bois morreu e o outro emprestei para um filho-da-puta, que deixou morrer de fome. Em 1930, meu pai morreu e meu irmão foi enforcado por um ladrão de cavalos. Um ferroviário violou minha filha e tive que 
pagar 85 mangos para evitar que o bastardo fizesse parte de minha família. 
Em 1932, um dos meus filhos pegou caxumba e recolheu para os testículos e o médico teve que capá-lo para salvar-lhe a vida. Passados uns meses, saí para uma pescaria; virou o caiaque e perdi o dourado mais lindo e mais grande que eu já tinha visto em minha vida, além de afogarem-se dois dos meus filhos (nenhum dos quais era o capado). Em 1935, minha mulher fugiu com um moreno gordo que costumava rondar os arredores de minha casa, porém antes de se irem, deixaram um par de guampas de recuerdo. Nessa situação, me casei com a empregada para reduzir os custos. 
Como foi muito difícil levá-la para a cama, consultei um especialista que me indicou que ela necessitava de emoções violentas. Porém, quando chegou o momento propício, tomei a escopeta e disparei um tiro pela janela; minha mulher, que estava excitada na cama, cagou-se toda sujando a única colcha que nós tínhamos. E eu adquiri 
uma hérnia com o coice da arma e, ao mesmo tempo, com o disparo, matei a melhor vaca que tinha e que era a única que me dava leite. Em 1941, me larguei na bebida. Não parei até que somente me restasse um relógio no bolso e uma enorme dor nos rins. Por algum tempo, a única coisa que eu fazia era dar corda no 
relógio, olhar a hora e correr para mijar. No ano seguinte, decidi tentar novamente a sorte. Portanto, adquiri uma Hatsuta, uma enfardadeira, uma colheitadeira, 
também pelo maldito plano de pagamento a prazo. Então, veio um ciclone que levou tudo para o caralho. A minha mulher pegou uma tremenda gripe; meu filho limpou 
o cu com uma espiga de milho que eu havia preparado com veneno para os ratos e um filho-da-puta castrou o melhor touro que eu possuía. 
Neste momento, se cagar custasse um níquel, eu teria que vomitar merda. E é assim que recebo a ameaça dos senhores, dizendo que podem me causar sérias dificuldades. 
Olhem senhores, querer cobrar-me agora, seria igual que tentar introduzir um quarto de quilo de manteiga no cu de um javali furioso, com cravador quente, de sapateiro. 
Porém, de qualquer maneira, podem tentar, se os senhores, quiserem.

Atenciosamente,

Juvêncio Dinarte

Paulo Braccini
enfim! é o que tem pra hoje...

20 comentários:

  1. Explicação perfeitae e de desdém completo.
    Cagou, hahahaha!
    Bjs.

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  2. tadinho!
    faltava so vender o corpo na esquina da buatchy!

    abraços
    voy

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  3. Que horror, rrsrsrs.Cruz credo!
    bjo

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  4. Ô dó. Isso é que chamo de um cara de sorte.
    Bjux

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  5. aff
    isso que é homem de "sorte" hein?
    hahahahahahahahahaha

    beijão

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  6. Ainda perguntam por que certas dividas somem dos sistemas bancários, assim... Do nada.

    Hahahahahahahahahahahahahahaha...

    Muito bom, Paulo! Muito bom mesmo!

    Hahahahahahahahahahahaha...

    Se cuida! Boa semana!

    Abraço.

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  7. Ainda tem gente que reclama!!!!
    kkkkkk
    beijocas!

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  8. MORRI! kkkkkkkkkkkkkkkk

    Muuuuito bom, Paulo!!!

    Abração!

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  9. genteeeeeeeeee, coitado do homem, desgraça uma atrás da outra, credoemcruzavemaria oO

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  10. Depois ainda falam que não existe gente desgraçada....kkkkkkkkkkkkkkkk. Linda semana querido.
    Como sempre você arrasa hein...rs.

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  11. hauahuahauahua
    e a gente ri né?

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  12. Juvêncio esperto! Já respondeu ao banco como uma contestação.
    E que contestação!
    A julgar pelas datas, acho até que as dívidas já estavam prescritas em 1978.
    Essa carta parece sabe o quê? Prova de concurso público pra advogado, rs.
    "Responda: você, como advogado do banco, qual providência tomaria?"
    KKK

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  13. Ei, ei, ei... Passando sempre, comentando pouco =S, bleh, tomo café em frente ao pc pra ler vcs..rs rs...
    Como foram de Maceio??? Ahahah eu já sei óteeeemossss rs rs
    Delicia... Não sei se tu viu, mas tem uma postagem com um agradecimento p vc la no meu país ehehe...
    Texto mara pra começar a semana hein!!!
    Beijocas de uma descabelada!!!

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  14. rsrrsrrsr...já vi gente azarada, mas como esse...!!!!
    Beijokas.

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  15. WTF???????????
    hahahahahahahahahahaha

    Rachei o bico aqui, muito bom, xD

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  16. Fiquei com pena desse senhÖrzinho... me passe o n° da conta dele... mandarei um níquel pra ele poder cagar tranquilo!

    Que história héim? Passado!!!

    ***

    ;(

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então! obrigado pela visita e apareça mais, sempre teremos emoções para partilhar.

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