segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Pensando!






Eu também amo a transitoriedade das coisas passageiras, sua finitude, sua fragilidade de bolha de sabão. Nada do que permanece sobrevive a erosão do tempo, tudo o que há são os pequenos momentos – como nuvens! – belos e morredouros. É uma outra forma de se relacionar com o que há de essencial em nossas vidas. Afinal, como seres tão suscetíveis ao tempo foram aspirar as coisas eternas? Por imaginação e tédio, e também um evidente temor. A única eternidade possível é a deste momento, por exemplo, em que sozinho, explico-me a mim mesmo. Há o silêncio e ele há de passar, o silêncio deste momento; há esta aflição que sinto, e ela também passará; há esta minha perplexidade só compreensível aqui, comigo, em mim. E não há nada mais simples e evidente do que este momento que já nasceu com os minutos contados. Quanto tempo terá, enfim? Por quanto tempo poderei segurá-lo, prendê-lo, antes que se dilua em esquecimento e passado? A vida talvez não passe desta imagem figurativa da bolha de sabão feita com o sopro de uma divindade aborrecida consigo mesma. E por sermos fruto da imperfeição de uma criatura original, somos todos tão insatisfeitos e imperfeitos, apesar de nossa beleza evidente e cristalina. Eis o fim deste instante.

Carlos Magno . Palavra Aguda

ps: 01: Assim é a vida! Cada instante tem o seu fim. Nada é eterno!

ps 02: Hoje é aniversário do "marido". Comemoramos no sábado, mas fica aqui o registro: Parabéns Elian, felicidades. Te amo a cada instante. Nos que passaram, nos que passam e nos que ainda passarão.

Bratz Elian 
enfim! é o que tem pra hoje ... 

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Um Papo no Elevador!



Você levanta cedo, toma seu banho, seu café e sai para uma caminhada básica pelo bairro.
Entra no elevador e uma "senhora", com a qual sua relação se restringe a um bom dia, boa tarde, boa noite, uma "senhora" que não sei, se quer, em que andar mora, me olha e comenta:
- "Desculpe, não tenho nada com isto mas, você não fica bem com esta barba"!
Devolvi o olhar para ela e respondi:
- "Existem os que gostam e os que não gostam! Eu pertenço ao grupo dos que gostam e, como a "senhora" não tem nada com isto, sinto-me muito feliz em desagradá-la"!

#simplesassim

Como dizia minha mãe, do alto de sua sabedoria:
- "Quem conversa muito, dá bom dia a cavalo"!



Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Preste atenção nas pessoas solitárias!








Look at all the lonely people
Look at all the lonely people
Eleanor Rigby picks up the rice
In the church where a wedding has been
Lives in a dream
Waits at the window, wearing the face
That she keeps in a jar by the door
Who is it for?
All the lonely people
Where do they all come from?
All the lonely people
Where do they all belong?
Father McKenzie writing the words
Of a sermon that no one will hear
No one comes near
Look at him working, darning his socks
In the night when there's nobody there
What does he care?
All the lonely people, where do they all come from?
All the lonely people, where do they all belong?
Look at all the lonely people
Look at all the lonely people
Eleanor Rigby died in the church
And was buried along with her name
Nobody came
Father McKenzie wiping the dirt
From his hands as he walks from the grave
No one was saved
All the lonely people
Look at all the lonely people
Where do they all come from?
All the lonely people
Look at all the lonely people
Where do they all belong?

Translation by Bratz

Preste atenção nas pessoas solitárias
Preste atenção nas pessoas solitárias
Eleanor Rigby recolhe o arroz de uma igreja onde houve um casamento
Vive em um sonho
Espera na janela, usando uma máscara que guarda em um jarro ao lado da porta
Para quem será?
Todas as pessoas solitárias, de onde elas vêm?
Todas as pessoas solitárias, de onde elas são?
Padre Mckenzie escreve as palavras de um sermão que ninguém ouvirá
Ninguém se aproxima
Vejam-no trabalhando, remendando sua meias à noite quando não há ninguém por perto
Ele não se importa
Todas as pessoas solitárias, de onde elas vêm?
Todas as pessoas solitárias, de onde elas são?
Preste atenção nas pessoas solitárias
Preste atenção nas pessoas solitárias
Eleanor Rigby morreu na igreja e foi enterrada com seu nome
Ninguém apareceu
Padre Mckenzie limpando a sujeira de suas mãos enquanto se afasta do túmulo
Ninguém foi salvo
Todas as pessoas solitárias, preste atenção nas pessoas solitárias
De onde elas vêm?
Todas as pessoas solitárias, Preste atenção nas pessoas solitárias
De onde elas são?

Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

No Ventre de um Raio!



Vivemos num mundo fechado e mesquinho. Não sentimos o mundo em que vivemos tal como não sentimos a roupa que trazemos vestida. Voamos pelo mundo como as personagens de Júlio Verne através do espaço cósmico no ventre de um raio. Mas o nosso raio não tem janelas.
Os pitagóricos afirmavam que não ouvimos a música das esferas porque toca incessantemente. Aqueles que vivem perto do mar não ouvem o rumor das ondas, mas nós nem sequer ouvimos as palavras que pronunciamos. Falamos uma miserável linguagem de palavras não assumidas. Olhamo-nos na cara e não nos vemos.
As imagens não são janelas que dão para outro mundo, são objeto do nosso mundo.

Viktor Sklovski

Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Que máquina estranha!




“Que máquina estranha é o homem. Você o abastece com pão, vinho, peixe e rabanetes e o que sai são suspiros, risadas e sonhos”

Nikos Kazantzakis

Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

House of Cards!



Mais uma série terminada e mais uma vez empolgado mas, desta vez, intrigado com algumas percepções.
Trata-se de uma produção da Netflix, House of Cards [três temporadas com a 4ª prometida para 2016], estrelada por Kevin Spacey e Robin Wright,
Um roteiro esplêndido,  uma direção impecável, um cast de atores extraordinários.
Ela é extremamente contemporânea, universal, instigante e aborda, de forma contundente, toda a hipocrisia, podridão que envolve o poder institucionalizado em todos os seus níveis: Governantes, Congressistas, Juízes, Forças Armadas, Partidos Políticos de todas as cores ideológicas, Espiões e Contra-Espiões, Mídia,  Lobbys, Empresariado, Sindicatos e claro, o "resto" como massa de manobra [o macro-cosmo].
Como toda obra de arte de qualidade, em especial a cinematográfica, ela tem o poder de nos envolver e manipular nossas emoções e sentimentos.
Mas vamos ao fato que mais me intrigou neste caso:
- No meio de tanta podridão, hipocrisia, canalhice, onde a única coisa que conta é o Poder e o Dinheiro, eu me vi profundamente seduzido pelos personagens centrais da trama, pior ainda, profundamente identificado com eles em várias situações.
Talvez pelo fato de serem os mais canalhas, ou melhor, os canalhas mais inteligentes e habilidosos.
Ousei então, projetar para o nosso micro-cosmo, para nossas relações mais íntimas de família, amigos, trabalho e algumas outras. "São tão diferentes assim?" "A hipocrisia, os jogos de poder, a canalhice é muito diferente?"
Me interrogo por aqui:
- Pura manipulação emocional pela qualidade dos intérpretes ou existe algo mais? Será que temos, em nossa psique, algo deformado?
Será que só não somos tão canalhas porque fingimos não sermos e mantemos tudo isto sob um rigoroso processo de censura ou, pior ainda, não assumimos isto por "covardia"?
Será que o SER, em si mesmo, é algo naturalmente podre?
Fica aí uma questão para todos, principalmente aqueles que tiveram, ou venham ter,  a oportunidade de assistir a esta série.
Vou deixar aqui um pedido de "socorro" ao amigo blogueiro José Antônio do Amar é Sentido e do Divagações de um Jovem Grisalho. Ele, com seu gosto e aptidão para a psicanálise, poderia nos dar uma luz sobre estas inquietantes questões.

"Obs": O micro-cosmo da estória: Frank, o personagem central da trama, chega à Presidência dos Estados Unidos, é Gay [assume para si e para alguns em sua intimidade, mas esconde do mundo] enquanto Claire, sua esposa, sabe de tudo, participa de tudo. Eles mantêm uma relação, de 30 anos, intensa mas pragmática, alicerçada neste inquietante jogo de cinismo, hipocrisia, dependência mútua e, até mesmo, de muita afetuosidade com um único objetivo final - PODER!

 



Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

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