Impressionante como em minha vida, pessoas entraram e sairam. Sim sairam! E isto me faz ficar um tanto estranho, pois, paro para pensar nestas pessoas e dói. Surge um vazio bem fundo. É engraçado porque, até aquelas pessoas que eu julgava que iriam crescer comigo ou, me veriam crescer, hoje já nem vejo. Só ficaram na recordação daquelas fotografias, meio que amareladas pelo tempo, mas a falta vai sempre permanecer. Tem aqueles amigos que se foram para outra cidade, dos quais ficou aquele sentimento que hoje se tornou saudade. Outros se foram por não aprenderem a nos compreender ou, por não aprendermos a compreendê-los; incompatibilidade, imaturidade. Como pode isto? Como pode a gente não entender quem a gente gosta? Acho que o esforço não foi suficiente. Para me consolar, penso que estas pessoas foram importantes naquele momento, já longe, de minha vida. Elas contribuiram, e muito, para eu ser quem sou hoje. E o que falar daquelas pessoas que hoje, graças à modernidade dos meios de coumunicação, se integram em nossas vidas, mas que a relação se restringe ao virtual, embora de maneira intensa e profunda. Será que nos veremos um dia? Será que poderemos trocar um aperto de mão, um olhar? Até quando estaremos partilhando desta relação? Sinto por a vida ser assim, sinto por este entra e sai. Aradeço a todos que entraram e ficaram.
Paulo Braccini
enfim, é o que tem pra hoje...










