segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Então, brilha!



É carnaval! Aqui, ali e acolá.
Belo Horizonte não fica atrás.
O Bloco Então Brilha, como sempre, fez desfile eletrizante, empolgando a comunidade LGBT na região do "baixo meretrício" da cidade.

Alguns registros para ficar na memória.





Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Corruptos, Canalhas, Delinquentes e Vadias!




Como disse o amigo blogueiro Francisco no post anterior, a coisa aqui no Brasil está "PRETA", ou melhor, "afrodescendente" e eu estou BEGE.

Em nossa política, dominada por corruptos, canalhas e delinquentes, agora surge nova personagem: A VADIA!

"Em meio à batalha judicial para assumir o cargo de ministra do Trabalho, a deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) gravou um vídeo, no qual se defende dos processos que enfrenta na Justiça do Trabalho, ao lado de quatro homens em um iate. Indicada à pasta pelo presidente Michel Temer (MDB), a parlamentar teve a posse suspensa após uma liminar emitida pela 4ª Vara Federal de Niterói em 8 de janeiro.

Na gravação, não há data nem informação sobre o local onde foi feita. A deputada aparece a bordo de um iate com música eletrônica tocando ao fundo, cercada por quatro homens sem camisa. O vídeo, que teve 262 mil visualizações e 4,7 mil compartilhamentos em menos de 24 horas, tem início com um deles falando “vai, ministra”. Cristiane, então, inicia o discurso: “Eu tenho pra falar para vocês o seguinte. Todo mundo tem direito de pedir qualquer coisa na Justiça. Todo mundo pode pedir qualquer coisa abstrata”.

E continua: “O negócio é o seguinte. Quem é que tem direito, ainda mais na Justiça do Trabalho? Eu juro para vocês que eu não achava que eu tinha nada a dever contra essas duas pessoas que entraram contra mim. E eu vou provar isso em breve”.

Nesse momento, a deputada é interrompida por um dos homens, que pede a palavra. “Como empresário, ação trabalhista toda hora a gente tem”, diz. “Todo mundo pode ter. Eu tenho, ele tem”, completa outro tripulante do iate, enquanto Cristiane balança a cabeça, em negativa. “O que pode passar na cabeça das pessoas que entram contra a gente em ações trabalhistas?”, finaliza a parlamentar.

Ministério do Trabalho

Nomeada por Temer ao Ministério do Trabalho em 3 de janeiro, a deputada federal enfrenta um impasse judicial para assumir o cargo. A cerimônia de posse já foi marcada duas vezes — a última delas no dia 22 de janeiro –, mas nunca chegou a acontecer. Agora, a parlamentar aguarda posicionamento do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em decisão publicada na madrugada do dia 22, a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, suspendeu temporariamente a posse de Cristiane no ministério. O Supremo se manifestou preliminarmente após o Movimento dos Advogados Trabalhistas Independentes (Mati) entrar com recurso na Corte.

Após sucessivos recursos negados na segunda instância, o ingresso de Cristiane no Ministério do Trabalho havia sido permitido após análise no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A decisão do STJ, proferida pelo vice-presidente do Tribunal, ministro Humberto Martins, foi favorável a um pedido apresentado pela própria Advocacia-Geral da União (AGU), que tenta derrubar a liminar que suspendeu a posse da parlamentar, decretada pela primeira instância da Justiça.

Ações trabalhistas

Cristiane Brasil foi condenada em ação movida por um motorista que prestou serviços para ela. De acordo com a sentença de 2016, a deputada devia ao ex-funcionário R$ 60 mil. Fernando Fernandes Dias trabalhou sem carteira assinada no período de 29 de novembro de 2011 a 10 de janeiro de 2015.

A condenação é utilizada como justificativa pelo grupo de advogados trabalhistas que tenta impedir a posse de Cristiane no ministério. “O atual governo federal insiste em nomear como ministra do Trabalho pessoa absolutamente desqualificada para um cargo onde terá como missão fiscalizar exatamente os desrespeitos à legislação que a levaram a condenações na Justiça do Trabalho”, afirma o Mati.

Fernando de Noronha

Após indicação ao Ministério do Trabalho, Cristiane Brasil foi alvo de outra polêmica, envolvendo, dessa vez, uma viagem de Ano-Novo a Fernando de Noronha. A parlamentar hospedou-se com um grupo de amigas no hotel de trânsito da Força Aérea Brasileira (FAB) durante a virada do ano. 

Mantido com verba pública, o hotel da FAB em Noronha, conhecido como “Casarão”, é reservado para autoridades, militares e “personalidades civis”, conforme a própria corporação divulga. O pedido de hospedagem partiu da parlamentar, que procurava um lugar para desfrutar as férias, e foi autorizado pelo Comando da Aeronáutica.

A viagem é objeto atualmente de investigação do Ministério Público Federal de Pernambuco (MPF-PE). Um procedimento foi aberto em 17 de janeiro para apurar se houve improbidade administrativa na hospedagem em instalações da FAB. O episódio deverá ser alvo ainda de uma representação no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Antes mesmo de terminar o recesso, pelo menos três partidos devem protocolar processos disciplinares no colegiado contra Cristiane Brasil por quebra de decoro parlamentar.

Outro lado

Procurada pelo Metrópoles, a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) afirmou, por meio de nota, que a gravação e a divulgação do vídeo foram manifestações espontâneas de um amigo, editadas fora do contexto. “A deputada reitera ainda o seu respeito à Justiça do Trabalho e à prerrogativa do trabalhador reivindicar seus direitos”, escreveu. (Colaborou Ian Ferraz).

Metrópoles


Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Delírios Tropicais!



Não vou aqui discutir política mas apenas deixar registrado este sensacional texto de Fernando Gabeira publicado em O Globo.
Ele retrata toda a minha percepção do momento que o Brasil atravessa e a minha esperança em dias melhores para esta nação e seu povo.

"Seguir na estrada um longo julgamento como o de Lula é curioso. Há momentos em que a internet vai para o espaço e as emissoras de rádio desaparecem com zumbidos e estalos insuportáveis. O interessante é ouvir muitos programas diferentes, na medida em que passamos pelo raio de ação das emissoras. Não é a mesma coisa que a Coreia do Norte, onde aquela mulher com trajes típicos anuncia os foguetes de Kim Jong-un. A cobertura é bem descontraída, até um pouco vaga. Num dos programas, o comentarista reclamava: o juiz está chamando cozinha de kitchen, usando a palavra em inglês.
Imediatamente, alguém vem em socorro e explica que Kitchen é marca da cozinha, a mesma comprada para o tríplex de Guarujá e o sítio de Atibaia, ambos atribuídos a Lula. Em seguida, começam as projeções. Alguns calculam que os recursos vão demorar tanto que Lula poderá ser presidente antes de todos serem julgados.
Isso não confere com minha visão. Mas o que fazer? Havia também uma grande excitação sobre o resultado, algo que para mim era previsível, tanto que já tinha escrito sobre essa novela e esperava o seu fim para que se possa discutir o que importa: a reconstrução do país.
O que senti ao longo do caminho, ouvindo fragmentos de debates, foi uma sensação de, para muitos comentaristas, a novela não pode acabar nunca. Os recursos, restam os recursos. Cada recurso será um capítulo à parte da novela e assim, segundo eles, vamos ter confusão até o fim da campanha de 2018.
Tinha de escrever dois artigos à noite. Fiquei temeroso: será que minha visão não é simples demais? Esperava esse resultado, achava-o um desfecho previsível apesar de toda a marola do PT. Já tinha a experiência do depoimento de Lula em Curitiba. Tudo normal.
Num tema tão emocionalmente carregado como esse, era natural que a fronteira do delírio fosse muitas vezes transposta. Gleise Hoffman, por exemplo, teve visões. Conseguiu achar um cartaz pro Lula na torcida do Bayern. Na verdade, era um cartaz escrito Forza Luca, um torcedor que está internado. O deputado cearense José Guimarães viu ônibus levando apoiadores de Lula da fronteira, mas eram apenas ônibus transportando sacoleiros.
Mas os comentaristas não estão livres de alucinações. Uma delas é imaginar um presidente dirigindo o país da cadeia.
No fim da tarde, a maneira como descreviam o resultado de 3 a 0 me desconcertava. Como escrever artigos daqui a pouco? Entendi que Lula foi condenado por unanimidade. Ouvi, e nesse momento o som do rádio estava audível, que ele deve cumprir a pena na prisão.
Como interpretar frases como essa: com essa condenação o destino eleitoral de Lula ficou incerto? Para um viajante na estrada, com pouca conexão, a tendência é achar que uma pessoa condenada a 12 anos de cadeia tem um destino muito mais definido do que a maioria dos mortais que circula em liberdade.
Para mim, a leitura de uma condenação unânime e a conclusão de que a pena deve ser cumprida em regime fechado é o dado essencial. Os comentaristas davam uma volta nele, como se não existisse. Só tratavam da eleição de Lula e, com alguma volúpia, das confusões jurídicas que projetavam para o futuro.
Na estrada concluí que havia uma diferença de enfoque. Todos estavam concentrados na eleição de Lula. Mas o que está em jogo a curtíssimo prazo é a liberdade de Lula. Para que Lula continue representando o candidato que vai salvar o Brasil, é preciso que alguém o liberte. Nesse caso, as esperanças vão se voltar para o Supremo, mais especificamente Gilmar Mendes. Aí, sim, talvez tenha alguma emoção no futuro. O Supremo teria de mudar seu próprio entendimento para que Lula não fosse preso, após o julgamento em segunda instância.
Se isso acontecer, será a revelação final de como a instituição faz parte do sistema político e apodreceu velozmente com ele. A ideia de que a lei vale para todos vai ser contestada de uma forma pedagógica.
O Supremo teria de rever às pressas sua decisão, contrariar abertamente a sentença explícita do TR4. E afirmar que Lula não pode ser preso, exceto quando se esgotarem todos os recursos, inclusive no próprio Supremo. Vejo um cenário desse tipo com certa frieza. Afinal, como dizia Guimarães Rosa, o que tem de ser tem muita força. Alguns ministros, como Marco Aurélio Mello, já declaram que a prisão de Lula vai incendiar o país. Vai ficar mais claro ainda o papel do Supremo na degradação nacional e sua cumplicidade objetiva com a corrupção dos políticos.
Há sempre um incêndio no futuro. Na semana passada, era o resultado do júri. Agora, suas consequências. Muitas ameaças não cumpridas acabam sendo a única uma forma de argumentar. E ela fracassa quando se perde o medo de viver numa sociedade em que todos pagam pelos seus crimes.
Em vez de inventar uma saída para Lula, um Supremo com um mínimo de vergonha na cara deveria estar fechando a dos outros políticos, protegidos pelo foro privilegiado.

Artigo publicado no Segundo Caderno do Globo em 28/01/2018.

Bratz Elian
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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

A morte é um dia que vale a pena viver!



Neste meu aniversário ganhei, de uma pessoa muito querida, o livro da Dra. Ana Claudia Quintana Arantes - A morte é um dia que vale a pena viver.
Um livro que devorei em poucas horas, por toda a sabedoria, lucidez, clareza e dignidade com que a Dra. Ana trata o tema.
Tão empolgado fiquei que fui pesquisar sobre a autora e encontrei este vídeo em que ela faz uma palestra sobre o tema. Compartilho com os amigos, salientando que ele trará muita lucidez para cada um de vocês em algum momento pessoal em que a luz parecerá não mais existir.

ps: Se interessar pelo livro fica a dica. Amazon.

 

Bratz Elian
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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Gisberta!


Misturando política, história, música, teatro, poesia e ficção, a montagem idealizada por Lus Lubianco coloca sob os holofotes questões como identidade de gênero e respeito às diferenças, sempre pertinentes. No espetáculo, que busca tornar conhecida a história de Gisberta no Brasil, o ator dá vida a vários personagens, sendo acompanhado por três músicos em cena e, de maneira delicada, transita entre o humor e o drama.
Depois de 25 anos em Portugal [Porto], vivendo já em condições de indigência, Gisberta estava à margem da sociedade, estigmatizada pro múltiplos fatores: transexualidade, prostituição, drogas, AIDS, imigração ilegal. A sua história, atravessada pela transfobia, marcou a sociedade portuguesa e levou a um aprofundamento dos debates sobre discriminação e direitos humanos no país, com impactos positivos nas leis de igualdade de gênero e também na abordagem de tema pelos meios de comunicação.
Um espetáculo ímpar, com roteiro, direção, produção, elenco, cenografia, iluminação impecáveis, colocando-o à par de sua simplicidade, dentre os melhores que já assisti.
Em cartaz no Centro Cultural do Banco do Brasil em Belo Horizonte [CCBB - Circuito Cultural Liberdade] até o dia 05 de fevereiro. Imperdível.

 


Bratz Elian
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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Porque!





Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo. 
Porque os outros são hábeis mas tu não. 
Porque os outros vão à sombra dos abrigos 
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não. 

Sophia de Mello Breyner Andresen

E que venha o 2018 com dias melhores, pessoas melhores, mundo melhor.

Bratz Elian 
enfim! é o que tem pra hoje ...

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