segunda-feira, 11 de abril de 2011

Dzi Croquettes



Em um momento em que muito se fala sobre direitos LGBT, criminalização da homofobia, mais que justo resgatar este grupo brasileiro, pioneiro e revolucionário, que ganhou o mundo na década de 70. Aqueles que, como eu, viveram este contexto se lembram, os que não viveram, precisam conhecer. 
Neste final de semana, assistindo, no Canal Brasil, um programa sobre o making-of do documentário Dzi Croquettes, confesso que me emocionei. Logo corri atrás da possibilidade de fazer o download do filme e pesquisar algo que motivasse este post. 
O resultado eu registro para os amigos aqui: 

Dzi Croquettes - Direção de Tatiana Issa e Raphael Alvarez (Brasil, 2009). Com depoimentos de Liza Minnelli, Gilberto Gil, Nelson Motta, Miguel Falabella, Ney Matogrosso, Marília Pera, Cláudia Raia, entre outros. O documentário resgata a trajetória dos atores/bailarinos que se tornaram símbolos da contracultura ao confrontar a ditadura usando a ironia e a inteligência. Os espetáculos revolucionaram os palcos com performances de homens com barba cultivada e pernas cabeludas, que contrastavam com sapatos de salto alto e roupas femininas. O grupo se tornou um enorme mito na cena teatral brasileira e parisiense nos anos 70. Documentário. 110 minutos. 
A palavra irreverente já existia nos dicionários, mas atingiu um novo grau de entendimento depois da criação do grupo Dzi Croquettes. A década de 70 foi de rompimento, de mudança, de fugir de padrões e buscar o novo, o desconhecido. A contracultura abriu espaço para questionamentos sobre a realidade, a ruptura ideológica e a transformação social. Nesse contexto um Americano desembarca no Rio de Janeiro: Lennie Dale unia a bossa nova a um swing do Jazz Novaiorquino; o encontro de 13 homens, 13 talentos. Surgia entao o furacão que iria abalar as estruturas sexuais das pessoas, abrir portas, quebrar tabus, mudar a cena teatral Brasileira e Internacional. Surgia então os Dzi Croquettes, O grupo revolucionou os palcos cariocas com seus espetáculos andróginos. Desobedientes e debochados, decidiram desrespeitar a ordem do regime militar com inteligência. Os sapatos de salto alto e as roupas femininas propositalmente exibiam as pernas cabeludas e a barba cultivada pelos homens do grupo. O primeiro show, em 1972, foi um grande sucesso, apesar de ter sido banido pelo Serviço Nacional de Teatro. A comédia de costumes era um deboche ao sistema de ditadura e à realidade brasileira. O grupo também fez muito sucesso na Europa, especialmente na França, onde levou platéias parisienses à loucura. 
Esse documentário conseguiu reunir os integrantes do grupo, assim como amigos e admiradores para uma bateria de entrevistas exclusivas sobre o que é ser um Dzi Croquettes, a formação, os textos, a censura, o sucesso até a desintegração do grupo, mas nunca da idéia. O documentário conta com depoimentos de amigos e artistas consagrados no cenário artístico brasileiro e internacional como: Liza Minnelli (grande admiradora e amiga do grupo), o diretor e coreógrafo americano Ron Lewis, Gilberto Gil, Nelson Motta, Marília Pêra, Ney Matogrosso, Betty Faria, José Possi Neto, Miéle, Aderbal Freire Filho, Jorge Fernando, César Camargo Mariano, Elke Maravilha, Cláudia Raia, Miguel Falabella, Pedro Cardoso, Norma Bengell, entre tantos e ainda os integrantes originais do grupo: Claudio Tovar, Ciro Barcelos, Bayard Tonelli, Rogério de Poly e Benedito Lacerda. Mais de 45 depoimentos colhidos no Rio de Janeiro, Nova York e Paris contam a trajetória desse grupo que influenciou suas carreiras e suas vidas em uma trajetória fascinante recheada de sucessos, fracassos, assassinatos, grandes voltas por cima e a recuperação de uma parte da nossa história que não deveria jamais ser esquecida. A busca por novos valores e novos canais de expressão são marcas registradas do movimento de contracultura e dos Dzi Croquettes! 

Ficha Técnica: 
Direção: Tatiana Issa, Raphael Alvarez 
Produção: TRIA Productions, Canal Brasil 
Edição: Raphael Alvarez 
Roteiro: Tatiana Issa 
Cinematografia: Jorge Galo, Raphael Alvarez, Tatiana Issa 
Elenco: Liza Minnelli, Gilberto Gil, Marília Pêra, Ney Matogrosso, Cláudia Raia, Miguel Falabella, Pedro Cardoso, César Camargo Mariano, Betty Faria, Miéle, Elke Maravilha, Norma Bengell, Nelson Motta, e grande elenco. Com os Dzi Croquettes originais: Cláudio Tovar, Bayard Tonelli, Ciro Barcelos, Benedicto Lacerda e Rogério de Poly. 
Narração: Tatiana Issa. 
Trilha Sonora: "Tá Boa Santa?” (Cláudio Lins e Cláudio Tovar) – música tema 
“Goodnight Ladies” – Lou Reed “Lili Marlene” – Norbert Schultze “Roda Viva” – Chico Buarque “Tango – Cirque Du Soleil” – René Duperé “Assim Falou Zaratustra” – Richard Strauss “Dois Pra Lá, Dois Pra Cá” – Elis Regina “Mister Magic” – Grover Washington Jr. “Transmorgrapfication” – James Brown “O Pato” – Lannie Dale “Me Deixa Em Paz” – Lannie Dale e Elis Regina “El Cayuco” – Tito Puente “It’s Ecstasy Whem You Lay Down Next To Me” – Barry White “Spinning Wheel” – Blood, Sweat & Tears “Cantoras do Rádio” – Dzi Croquettes “20th Century Fox Fanfare” – Alfred Newman “Frère Jacques” – Roberto de Rodrigues “Let Me Entertain You” – Gypsy Original Cast 1958 “My Heart Belongs To Daddy” – Marilyn Monroe “Relance” – Gal Costa “Limelight” – instrumental “Ne Me Quite Pas” – Paulo Bacellar (Paoletti) “God Bless The Child” – Billie Holiday “Ela Diz Que Tem” – Carmen Miranda “Hot Pants... I’m Coming. Coming. I’m Coming” – James Brown “That’s Entertainment” – Lennie Dale “Ye-Me-Le” – Sérgio Mendes & Brasil 66 “There It Is” – James Brown “Dancing Days” – As Frenéticas “Amor Até O Fim” – Elis Regina 

Fonte: Wikpédia

Link para download do filme: AQUI

Trailler do Filme:


Paulo Braccini
enfim! é o que tem pra hoje...

domingo, 10 de abril de 2011

Meme Literário


Recebi do BSVox e agradeço o carinho do amigo.
Vamos lá:
1 - O livro que eu leria muitas e muitas vezes sem me cansar
Eu li muitas vezes o Cartas a um Jovem Poeta, de Rainer Maria Rilke, em vários momentos da minha vida. Uma verdadeira aula de filosofia de vida.
2 - O livro que eu escolheria para ler o resto de minha vida
Toda a obra de Friedrich Wilhel Nietzsche
3 - O livro que eu indico para as pessoas lerem
A Insustentável Leveza do Ser de Milan Kundera. Um discurso pouco ortodoxo sobre vivências cotidianas do homem. Tem a cara do Bratz e sua maneira de sentir e viver.
4 - Os blogs que indico a responder este Meme Literário
Todos os amigos do Enfim! é o que tem pra hoje. Sintam-se à vontade para participar da brincadeira.

A música de Richard Wagner . Tannhäuser, ilustra bem estas referências literárias.


Paulo Braccini
enfim! é o que tem pra hoje...

sexta-feira, 8 de abril de 2011

E a Saga chega ao fim - O Filme


Encerrando esta série de posts referentes ao Hipermegaencontro de Blogueiros aqui em BH, trago hoje para voces estas super produções cinematográficas que já obtiveram 10 indicações para o OSCAR 2012 e, de forma inusitada, para concorrer em todas as categorias. Babem de inveja!
O roteiro e a direção é de Bratz e contam com um renomado elenco de atores: Elian, AD Mais, Foxx, e, claro, o próprio Bratz.

Ouro Preto Magníficat



Oh! Minas Gerais!


Paulo Braccini
enfim! é o que tem pra hoje...

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Os Sórdidos


Minha avó, no alto de sua sabedoria sempre dizia: Homem é tudo igual, nenhum presta! Se for amigo ou amante então, fique de olho, uma hora eles te aprontam uma. Cresci com estas palavras na minha mente e nunca havia me deparado com alguma situação que confirmasse a teoria de vovó. Mas ela estava certa: "uma hora eles te aprontam". Semana passada, já vivenciando o último dia do Encontro Blogueiro aqui nas Minas Gerais, estávamos visitando o Museu de Arte Moderna da Pampulha, quando o Bratz precisou se ausentar do grupo de amigos para ir ao banheiro. Ficaram por ali a Marida Elian, AD e Foxx. Demorei um pouco mais que o normal pois resolvi ir comprar uma garrafa de água. Quando voltei para o grupo, notei entre eles um certo ar maroto, mas fiquei quieto sem comentar nada e seguimos o roteiro programado. Fomos almoçar, visitamos Sabará e retornamos para BH, pois AD viajaria de regresso a Aracaju naquela noite. Tudo havia chegado ao fim, com aquele sabor de quero mais, mas enfim, tudo que é bom tem que deixar saudades. No dia seguinte, recebo uma chamada do Foxx no MSN e começamos a conversar sobre o dia anterior. Em um determinado momento ele me diz: Bratz! Sou seu amigo e por isto tenho que lhe contar uma coisa e mostrar umas fotos. Tudo bem! Eu respondi. Ele então me contou sobre o momento em que saí para ir ao banheiro, a desavergonhada da "Marida", não se contendo ao jogo de sedução permanente da Imperatriz de Serigy [AD], iniciou um ritual de acasalamento com o "amigo" visitante. O Foxx, se apercebendo de tudo, discretamente se afastou e documentou todo o rito libidinoso com a sua câmera indiscreta. O resultado eu trago aqui para voces. Vejam voces mesmo como voce é ou pode ser traído pelos melhores amigos e até mesmo pelo seu companheiro.

a aproximação

o acoxamento

o carinho final! ... reparem bem ... agora assumam as consequências!

Minha vovó é quem tinha razão! Todos são iguais! Uma hora eles aprontam mesmo. Obrigado amigo Foxx, se não fosse voce eu não teria podido constatar esta verdade. Por enquanto ainda acredito em voce.

Paulo Braccini
enfim! é o que tem pra hoje...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A Chama que nunca apaga!



Na minha geração e nas outras que a antecederam o hábito de fumar não era uma agressão social, como querem alguns chatos "politicamente corretos", e sim algo perfeitamente natural, tanto para homens como para as mulheres.
Astros do cinema, políticos, cantores e outras celebridades da época transmitiam o hábito (fumantes ainda não eram segregados socialmente) até como um certo charme, um componente visual obrigatório da imagem que repassavam ao mundo. Impossível imaginar Clark Gable, Humphrey Bogart, Frank Sinatra, James Dean sem um cigarro nos lábios ou Sir Winston Churchill sem seus famosos charutos, para ficarmos somente em alguns ícones masculinos.
Fumar, para a molecada, representava um rito de passagem, algo que se fazia ali entre os 13 e quinze anos, via de regra, e junto com o hábito vinha também a quase obrigatoriedade do uso de alguns componentes que identificavam e davam uma marca pessoal. E, entre esses objetos de desejo, nada se comparava para o jovem fumante do que a aquisição de um isqueiro ZIPPO, isto sem contar todo o toque de MASCULINIDADE que ele inspira. 

Voces devem estar aí a pensar? 

“ E o Kiko?” 

É que, inspirado na aura de MASCULINIDADE do Bratz, o AD Mais, por ocasião de sua estada em terras mineiras, presenteou-me com um belo exemplar deste isqueiro. 

Bratz está se sentindo um verdadeiro George Clooney manuseando e treinando habilidades com o seu ZIPPO de edição limitada. 
Agora, toda vez que a saudade de ADzinho aperta, eu massageio o meu ZIPPO.

Morram de inveja!!! Rs



Paulo Braccini
enfim! é o que tem pra hoje...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Quero outro Março assim!



Março, em toda a minha vida, sempre foi um mês marcante. Hora com coisas boas, hora com coisas não tão boas, mas nunca neutro. Março de 2011 chega ao seu final deixando saudades. Na verdade o ano para mim começou em Março, até então estava um marasmo só. De 08 a 19 fui para Buenos Aires. Uma cidade inesgotável em todos os sentidos. Bela, rica em cultura, com um povo charmoso e bonito. Verdadeiramente uma possibilidade Européia bem próximo de nós. Infelizmente desta vez fui só, mas este fato me possibilitou conhecer a capital portenha por inteira. Programas turísticos, culturais, gastronômicos, vida noturna e, claro, também com um leve tempero homoerótico.
Também tive oportunidade de conhecer, mesmo que por um único dia Montevidéu, uma cidade que, em função da expectativa por mim criada, deixou a desejar.


Para fechar com chave de ouro o mês, Bratz&Elian receberam AD Mais em terras mineiras. Um encontro inesquecível que proporcionou uma interação entre blogueiros de tres pontos do Brasil: Eu e Elian aqui de BHte, AD de Aracaju e Foxx de Natal [residindo em BH]. 
Este encontro permitiu-me revisitar Ouro Preto, Mariana e Sabará com todo esplendor do Barroco Mineiro.


redescobrir Belo Horizonte.


De tudo isto, no momento restou a saudade e aquele gostinho de quero mais. Já pensando em repetir a dose.

Paulo Braccini
enfim! é o que tem pra hoje...

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