quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Rapa Nui . Ao amigo Bruno



Rapa Nui, máquina inspiradora, paixão irresistível que me fez acordar. Porque um dia é precioso e é preciso parar de sonhar, tirar os planos das gavetas e, de algum modo, começar.
Talvez seja exatamente este o verdadeiro prazer de se atravessar tempestades. Só se alcança o bom tempo passando por todos os segundos que vêm antes. Não há como cortar caminho. Só veria o sol outra vez quando passasse por todos os dias do inverno, sem pular nenhum. E não há como dar saltos. Só retornaria a Paraty percorrendo cada um dos graus de latitude, cada milha do caminho até lá. Entrou um ventinho. Que virou um ventão, com um aviso para lembrar que uma travessia não termina em qualquer lugar, mas num ponto preciso, escolhido e alcançado. E, enquanto não se toca este ponto, travessia nenhuma existe!

Amyr Klink . Paraty

Uma homenagem muito especial ao amigo, ao irmão, ao querido Bruno que hoje completa mais um ano de vida. Que seus sonhos e planos saiam das gavetas e se tornem realidade em sua vida. Parabéns Amigo . Felicidades.



Paulo Braccini
enfim, é o que tem pra hoje...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Formspring.me



Quer saber? Pergunte-me qualquer coisa! No máximo vou te mandar ir à merda ... rs

Clique na figura "Caras e Bocas" no sidebar ao lado.

Paulo Braccini
enfim, é o que tem pra hoje ...

Quem sou eu? Parte 02





Parte 2 (03/jan/2009)

Uma subdivisão neste “Quem eu sou” faz-se agora necessária. Há mais de um ano o texto acima fora redigido e muita coisa mudou de lá para cá.
Heidegger, Nietzsche e a filosofia de um modo geral, academicamente falando, encontram-se a léguas de distância de mim. Não fiz meu doutorado. Hoje me sinto mais feliz por não ter que provar o quão capaz eu sou de repetir aquilo que alguém já disse melhor do que eu. Nalguns dias, entretanto, me senti um fracasso completo.
Tentei uma porção de outras coisas neste meio tempo: comecei (e terminei) meu próprio negócio, estudei para um concurso público (e não passei), aprendi a dirigir e a nadar (não me afoguei!), distribui dezenas de currículos (e ainda estou aqui). A única coisa, entretanto, dentre todas as demais que realmente não me cansou, não deu errado e da qual não desisti (por pouco e publicamente falando) foi de escrever. As metamorfoses continuaram acontecendo aqui e em folhas diversas pela casa.
Assim, olhando por esse lado, talvez Heidegger estivesse mesmo certo ao falar sobre o quanto aquilo que queremos determina quem somos. Talvez aquilo que eu realmente queira seja escrever… Sim. Mas não somente. Além disso, há também o não-querer e sua respectiva força determinadora. E eu sei o que não quero. Logo, também sei quem eu não sou.
Não quero pedantismo. Não quero erudição gratuita. Não quero a reflexão esquizofrênica, feita num mundo à parte. Não quero o discurso feito pelo prazer de ouvir a própria voz. Também não quero o “bastantão”, a vala comum, a idéia trocada por bala. Quero o acessível, o próximo, o inteligível. Quero a erudição apenas quando ela tornar-se imprescindível. Quero o pensamento pensado no mundo e para o mundo. Quero o discurso feito em prol do diálogo e rumo a algo além.
Isso não significa que eu consigo manter tudo o que não quero e tudo o que quero. Talvez eu nem mesmo tenha conseguido até aqui. Talvez as coisas se confundam vez ou outra. Ou talvez sempre. Porém, o definir ajuda a buscar e tentar ajuda a conseguir. Espero então continuar “metamorfoseantemente” escrevendo sobre tudo aquilo que me interessar, e, mais uma vez, estar mais próxima de mim mesmo, sendo, portanto, mais livre.



Depoimento escrito por Camila em seu Blog Metamorfoseantemente


Paulo Braccini
enfim, é o que tem pra hoje...

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Quem sou eu? Parte 01






Depoimento escrito por Camila em seu Blog Metamorfoseantemente

Me identifico de maneira plena com tudo isto, daí minha liberdade de adaptá-lo e trazê-lo aos amigos deste espaço e compartilha-lo.

Parte 1 (26/out/2007)

Quando este blog começou, minhas pesquisas na filosofia seguiam por caminhos totalmente diferentes dos atuais. Nietzsche me era quase estranho e Heidegger, bem, Heidegger era sempre uma leitura paralela, sempre em segundo lugar, sempre à espera de maiores conexões.
Hoje, quando leio a definição do blog, aquelas poucas linhas na página Home, vejo o quão próximo, apesar das brincadeiras, o intento original já estava do caminho presente. De fato, não há gratuidade na trajetória intelectual.
Assim, um pouco mais consciente deste percurso, refaço meus “votos” com e neste espaço, mais próxima de mim mesmo e, portanto, mais livre.
“Por mais penetrante que sejam, uma auto-observação e uma auto-análise instauradas arbitrariamente nunca trazem à tona nosso si próprio e o modo como as coisas se encontram em relação a ele. Em contrapartida, trazemos nós mesmos à luz em meio ao querer e, correspondentemente, também em meio ao não-querer; e, em verdade, trazemos nós mesmos a uma luz que é acesa pela primeira vez por meio do próprio querer. Querer é sempre um trazer-se-a-si-mesmo, e, com isso, um encontrar-se em meio ao para-fora-de-si, um manter-se no ímpeto para fora de algo e em direção a algo.
…
No querer vamos ao encontro de nós mesmos como aqueles que propriamente somos.” (Heidegger, no volume I de Nietzsche).


Amanhã: Parte 2


Paulo Braccini
enfim, é o que tem pra hoje...

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Música em Minha Vida



Nem tudo o que é novo, necessariamente é ruim. Estas duas versões em clip do clássico Acroos the Univese é um bom exemplo. Interpretações criativas e impecáveis, além se extremo bom gosto na produção visual. Deliciem-se com Rufus Wainwright e Fiona Apple . Across the Universe . Lennon e McCartney





Paulo Braccini
enfim, é o que tem pra hoje...

sábado, 6 de fevereiro de 2010

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