Fui a um casamento e presenciei uma cena, até então, inusitada para mim.
Era um casamento hétero normal como qualquer um. Familiares, amigos, celebrante, padrinhos, músicos, recepção, enfim, um casamento normal, chamando a atenção, no entanto, pelo enorme número de gays presentes.
Tudo pronto para começar.
Entram o noivo com sua mãe, dama de honra, padrinhos*, noiva com seu pai.
O que tinha de inusitado então?
Vocês devem ter reparado que, quando mencionei padrinhos eu coloquei um *.
Sim, aí estava o inusitado.
Primeiro porque não haviam padrinhos do noivo e da noiva mas padrinhos do casal, segundo que, entre os casais de padrinho, abrindo o cortejo, estavam uma tia no noivo com sua "namorida" e um irmão da noiva com seu "namorido", todos de mãos dadas, belos e radiantes.
A naturalidade do ato e deste aspecto incrível era visível entre os familiares do casal e, fiz questão de observar algum ar de espanto ou de reprovação entre os demais convidados e não vi nenhum. O espantado na hora era só eu mesmo, incrível isto.
Terminada a cerimônia, durante a recepção, era admirável a total descontração de todos os presentes, sem grupinhos ou guetos, todos se relacionando como verdadeiros seres humanos.
O tempo passa e o mundo gira. Dias melhores ainda estão por vir, disto eu tenho certeza.
Paulo Braccini
enfim! é o que tem pra hoje...