Nos séculos XVIII e XIX, viveram em Minas Gerais mulheres que marcaram para sempre a história das terras mineiras.
- Dona Beija ou Ana Jacinta de São José nasceu em Formiga no ano de 1800 e morreu em Bagagem, hoje Estrela do Sul, em 1873. Era filha natural de Maria Bernarda dos Santos e de pai incógnito. Segundo a professora de história da UFU, Rosa Maria Spinoso Montandon, ela e a mãe foram para Araxá onde, como mulheres pobres que eram, provavelmente, desenvolveram um pequeno comercio de prostituição. Teve duas filhas, sendo uma, Teresa Tomázia de Jesus, legitimada em 1831 pelo pai, o padre Francisco José da Silva, de quem Beija foi amante, e a outra Joana de Deus de São José, de pai não declarado.
Mais tarde, com fama de ter sido uma bonita cortesã de olhos azuis e cabelos castanhos, dizem que ajudou, através de um relacionamento com o Ouvidor Dom Joaquim Inácio Silveira da Mota, a reintegração do Triângulo Mineiro à jurisdição de Minas Gerais em 1816.
Diz a lenda que no arraial de São Domingos dos Araxás viveu uma dupla vida. No Largo da Matriz tinha um sobrado e vivia como senhora e na sua Chácara do Jatobá, um local de encontros, recebia os homens ricos e poderosos da região.
Em Bagagem, onde viveu seus últimos anos de vida, construiu uma ponte sobre o rio que cortava a vila, e pediu ressarcimento desse investimento às autoridades públicas. Moveu também uma ação judicial contra Fortunato José da Silva Botelho, importante líder político de Araxá e marido da sua neta que morrera de parto sem ter deixado herdeiro de fato. Venceu, recebendo do espólio 12 contos.
Apesar da sua condição de mulher solteira, conseguiu prestigio e bons casamentos para as filhas.
No seu testamento pediu para ser enterrada com o hábito da Irmandade da Nossa Senhora do Carmo, de quem se declarava indigna irmã, na Matriz da Senhora Mãe dos Homens, Bagagem MG.
- Chica da Silva (1732-1792, Arraial do Tijuco) a escrava mestiça (filha natural do português Antonio Caetano de Sá e da escrava negra Maria da Costa) que, alforriada, escravizou o coração e a razão do contratador de diamantes, João Fernandes de Oliveira, considerado na época o mais rico súbdito da Coroa Portuguesa. Voluntariosa, fez com que toda uma comunidade colonial branca e preconceituosa, subjugada pelo seu poder e influência, a aceitasse com todas as suas excêntricas vontades.
Com João Fernandes teve treze filhos reconhecidos legalmente pelo contratador, que os educou nas melhores escolas da província. Obrigado a voltar a Portugal, por Pombal, levou os rapazes consigo, sendo que o mais velho, João, seu herdeiro, estudou em Coimbra. As mulheres ficaram com a mãe no Brasil. Chica, mesmo sem o amante, mas abonada pela fortuna que ele lhe deixou , continuou a mandar e a desmandar no Tijuco. Casou algumas das suas filhas com homens de influência e poder político na Colônia.
Fonte: A Bem da Nação
Outros Estados do Brasil também tiveram suas dignas representantes, como Maria Bonita lá nas terras do Sergipe.
Hoje, estas tres ilustres figuras regozijam com a presença do digno representante das Terras do Serigy aqui nas Minas Gerais.
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Bratz e Elian te esperam de braços abertos e calças arriadas [roubado do Pampublikong].
Está recomposto o trio: Beija - Chica - Maria Bonita ... rs.
Paulo Braccini
enfim! é o que tem pra hoje...








