sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Colégio Gay

onde fica mesmo este colégio? eim? eim?


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Paulo Braccini
enfim, é o que tem pra hoje...

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Chokito

ô maldade . hihihi


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Paulo Braccini
enfim, é o que tem pra hoje...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Inspirado no YAG




Duro na Queda! Ao meu amigo Hugo [Yag]


Querido, voce sabe o quanto sou cético para certas coisas, mas o seu post "Duro na Queda!" me tocou profundamente. Veio no dia certo, na hora certa. 
Enfim, faço coro com voce para este 2010. 
Cada um de nós, por seus motivos. 
Em minha vida, tudo o que projetei e que dependeu de mim, obtive êxito mas, tenho um projeto pessoal que renovo a cada ano, a cada mês, a cada dia, a cada hora e a coisa não deslancha. Mas, depois de hoje, e com esta vibração que recebi aqui e agora, a coisa vai rolar para valer. Tenho certeza que voce recomeçará sua vida do ponto de estagnação, e será uma retomada de vida com um sentido pleno de EXISTÊNCIA e REALIZAÇÕES, assim como eu darei o rumo tão almejado por mim há anos. Valeu amigo! Era a inspiração e a motivação que eu precisava. Que venha 2010! 
E nosso hino emblemático será esta canção do Chico na interpretação magistral da Diva Elza Soares.



Paulo Braccini
enfim, é o que tem pra hoje...

Marretadas


Oh meu Deus!!!


Então Deus, cansado dos meus pecados, resolveu punir-me: enviou uma obra ao apartamento de cima. Faz alguns dias que salto da cama, apavorado, sob a orquestra de marretadas, crente que é a célula paulistana da Al Qaeda que acaba de entrar em atividade. Deus, ao que parece, mandou trocarem o piso. Inteirinho.
Os marreteiros do Senhor não brincam em serviço, foram treinados nos porões (ou sótãos) da ditadura - de todas as ditaduras. Derrubaram paredes em Sodoma e Gomorra, prestaram serviços a Torquemada, foram agentes duplos da CIA e da KGB. São hábeis em fazer a quebradeira da pior maneira possível: sem ritmo. Tum, tum, tum...., eles batem, você espera que a próxima nota seja tum, mas vem então uma pausa e... Tuntum. Tum-Tum, Tum-Tum – você vai se acostumando e... Tum-tá-tum!
O ser humano é capaz de suportar qualquer coisa, desde que faça sentido, e não há sentido mais antigo, impresso nas primeiras folhas do livro de nossa memória, do que o ritmo. Ritmo do coração de nossas mães, quando ainda boiávamos em líquido amniótico; ritmo que reaparece nas músicas de ninar, logo depois, insinuando que nem tudo está perdido, ritmo que buscamos nas rimas e na métrica da poesia, ritmo que adicionamos à mesma granola, toda manhã, ritmo que ouvimos por trás do boa noite do William Bonner, ritmo que nos alegra só por aparecer sete vezes no mesmo parágrafo, pois se tudo se repete, por que a vida também não?
Onde há sentido, há salvação. Mas com os marreteiros de Javé não há salvação. Não há padrão. É o código Morse do Demônio, o caos, e se o ritmo nos assegura o sentido da vida e a repetição funciona como uma metonímia da ressurreição, a falta de ritmo semeia o desespero, a loucura, a morte.
Eu trabalho madrugada adentro, justamente por causa do silêncio. Às três da manhã, a Tim não me liga para oferecer planos, a Mastercard não me avisa que minha conta está “há 26 dias em aberto, senhor”, as pamonhas de Piracicaba dormem tranqüilas em alguma garagem da cidade e eu posso pegar as palavras pelas mãos ou pelos cabelos, conforme a necessidade, e agrupá-las em diferentes caixinhas, sobre a minha mesa. Isso tudo, até a semana passada, pois agora as marretas ressoam dentro e fora da minha cabeça, eu sou um zumbi e as palavras estão todas espalhadas pelo mundo.
É um mundo injusto. É proibido ouvir a Cavalgada das Valquírias ou Sheena is a punk rocker depois das dez da noite, mas nada impede que o vizinho de cima destrua seu apartamento a marretadas a partir das nove da manhã. Não há o que fazer. Só me resta sofrer nesse brejo da cruz, enquanto o coaxar dos martelos-sapo me castiga pelos 31 anos que vivi em pecado. Perdão, Senhor!




Paulo Braccini
enfim, é o que tem pra hoje...

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