sábado, 12 de julho de 2008

Felicidade


Felicidade
Todavia, os seres pensantes têm como objetivo primordial ser feliz.Procuram o belo a todo instante, passam o tempo em busca do caminho da felicidade para então seguir adiante. E assim, uns fogem de casa para ser feliz; outros fogem para casa em busca dessa felicidade; outros ainda, paradoxalmente, não buscam a felicidade a fim de ser feliz.A busca de tal objetivo ah de ser valida sempre. Mas corre risco de ser infinita, de maneira que esse fruto desejado nunca amadurecerá, restando algumas frustrações. Entretanto, o triunfo dessa busca vai depender do método escolhido.Creio firmemente que, a felicidade pode ser encontrada na satisfação com o que temos e com o que não temos. O feio pode ser belo se você souber se satisfazer.
Rafael Almeida Teixeira
Paulo Braccini
enfim, é o que tem pra hoje...

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Como Andas?


Ando sem saber pra onde vou.
Ando por caminhos diferentes
pra enganar a solidão.
Ando com a mão aberta
pronta para segurar outra mão.
Ando de olhos vendados,
tateando pessoas,
me entregando a desejos
maquiando preocupações.
Ando olhando pro chão
com a mente na lua,
e o coração na contra-mão.
Ando acendendo vela,
na esperança que o irreal
possa dar sentido,
ao que a razão
fez virar contradição.
Ando como quem nada quer,
como quem nada tem.
Ando como alguém que sonha.
Que sonha andar por caminhos
que eu jamais andei.
Marco Antonyo
Paulo Braccini
enfim, é o que tem pra hoje...

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Não Ser


Eu não sou. Prefiro fugir da delimitação em ser alguma coisa. Assim não tenho a preocupação em sustentar qualquer arquétipo. Sem pátria, sem time, sem religião, sem amores ou donos. Posso viver sem o remorso por mudar ou esquecer. Já que nada me pertencia e eu não pertencia a ninguém. E, justamente, por não me apegar, não sou abandonado. Procuro ser minha própria fonte de experiência. A única coisa “divina” em mim é a capacidade em perdoar-me sempre. Sou feliz porque crio minha própria realidade. E só quero ser uma coisa: uma alma livre!
Marco Antonyo
Paulo Braccini
enfim, é o que tem pra hoje...

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Uma realidade solitária


Um peixe solitário em um grande aquário. Todos que passam são meros espectadores. Olham o peixe. Alguns admiram, outros riem, outros são apenas desapercebidos e indiferentes olhares. Alguns apenas procuram ver o próprio reflexo no vidro do aquário. Mal notam o peixe. E o peixe? O peixe nada em círculos, busca razão para existir e viver naquele aquário, às vezes tenta se afogar, inútil a água que entra em suas guelras não o mata, apenas o faz mais vivo. E nem a coragem para pular do aquário ele tem. Na escala das compensações ele crê que o melhor é viver. Mesmo sem muito sentido pra isso. A esperança, de que algum acontecimento mudará toda a realidade solitária do peixe no grande aquário, o faz querer viver. É a esperança que mantém todos vivos.
Marco Antonyo
Paulo Braccini
enfim, é o que tem pra hoje...

terça-feira, 8 de julho de 2008

Quando tudo não passa de sonhos


E quando tudo não passa de sonhos? A realidade fica sem sabor. A dor maior que a existência. Só uma profícua esperança te mantém em pé. E não se acredita mais nos deuses. Nem se droga para pintar o cotidiano. Não se avista o colorido de nada. Nem se alegra da companhia de alguém. O sexo vira subterfúgio. Quero uma sonda de barbitúricos constantes. Uma venda pra tapar o sol. E no Ipod mp3 de Joss Stone e Chirs Garneau.
Marco Antonyo
Paulo Braccini
enfim, é o que tem pra hoje...

segunda-feira, 7 de julho de 2008

O Hospedeiro


Nasci nas ruas de pensamentos solitários. Não tinha sentimento para morar. Fui explorado por medos que me aprisionaram distante de onde eu era. Desisti de me libertar por muito tempo, até que um dia tentei. Fugi, e por não saber para onde ir, morei na própria ida. Falido, vivia em personalidades de aluguel, das mais baratas que encontrava. Cheguei a erros que me furtaram algumas esperanças que economizei desde cedo. Cheguei ao passado disfarçado de futuro. Cheguei a paixões que nem sempre chegaram a mim. Sem saída, cheguei à tristeza. Mas minha tristeza nunca soube me acolher. Cheguei a sonhos, depois à insegurança. Depois a sonhos. Voltei, encorajei, passava por contradições na ida-volta-e-não-ida. Guardei o endereço de algumas palavras que fiz amizade no caminho, mas nunca encontrei as verdadeiras palavras que me inventaram.
Hoje, superei meu abandono e transformei-me em uma re-invenção de mim. Não procuro mais onde viver, realizei meu sonho: sou casa própria. Estou sempre em obras e aberto a visitas. Uma moradia sólida, espaçosa e um hospedeiro insaciável: abrigo mais do que fui capaz de ser.Sou muito mais do que já fui capaz de abrigar.
Fernando Palma
Paulo Braccini
enfim, é o que tem pra hoje...

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