sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Ele era uma Brastemp


Ceyton Cabral é de Olinda/Pernambuco. 25 anos, jovem redator publicitário e ator. Poderia ser um excelente professor de ciências, um dentista competente e que não põe medo nas crianças, um ortopedista de primeira, um psicólogo de sucesso ou um repórter convincente. Mas tenho um caso de amor com as palavras e não pretendo terminar esse romance nunca mais. De seu Blog Cleytudo extraí e adaptei isto:

Ele tinha uma coisa que eu não sei explicar assim uma coisa que me roubava a atenção, algo fora do lugar, talvez o nariz um pouco grande demais, talvez a marca da BCG um pouco grande demais, não sei. Tudo bem, eu tenho uns gostos bem esquisitos. Quem é o louco que repara numa marca de vacina? Eu. Gostava quando ele recitava poesias enquanto cavalgava no meu membro. Pessoa, Neruda, Vinicius, Drummond, Leminski saindo da boca dele com o cheiro do meu sêmen. Eu fazia o movimento a cada respiração dele, entre uma palavra e outra. Eu sabia o momento em que estava para terminar, ele sempre gozava quando findava o poema. Era lindo. As palavras galopantes, cortadas já, à beira do abismo. Meninos esquisitos me tiram do sério.

Adaptado de Ceyton Cabral

Paulo Braccini
enfim! é o que tem pra hoje...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Anotações Insensatas


Mas não se pode agir assim, a amiga avisou no telefone. Uma pessoa não é um doce que você enjoa, empurra o prato, não quero mais. Tentaria, então, com toda a delicadeza possível, sem decidir propriamente decidiu no meio da tarde — uma tarde morna demais, preguiçosa demais para conter esse verbo veemente: decidir. Como ia dizendo, no meio da tarde lenta demais, escolheu que — se viesse alguma sofreguidão na garganta, e veio — diria qualquer coisa como olha, tenho medo do normal, baby.
Só que, como de hábito, na cabeça (como que separada do mundo, movida por interiores taquicardias, adrenalinas, metabolismos) se passava uma coisa, e naquele ponto em que isso cruzava com o de fora, esse lugar onde habitamos outros, começava a região do incompreensível: Lá, onde qualquer delicadeza premeditada poderia soar estúpida como um seco: não. E soou, em plena mesa posta.
Tanto pasmo, depois. Sozinho no apartamento, domingo à noite. Todas as coisas quietas e limpas, o perfume adocicado das madressilvas roubadas e o bolo de chocolate intocado no refrigerador — até a televisão falar da explosão nuclear subterrânea. Então a suspeita bruta: não suportamos aquilo ou aqueles que poderiam nos tornar mais felizes e menos sós. Afirmou, depois acendeu o cigarro, reformulou, repetiu, acrescentou esta interrogação: não suportamos mesmo aquilo ou aqueles que poderiam nos tornar mais felizes e menos sós? Não, não suportamos essa doçura.
Puro cérebro sem dor perdido nos labirintos daquilo que tinha acabado de acontecer. Dor branca, querendo primeiro compreender, antes de doer abolerada, a dor. Doeria mais tarde, quem sabe, de maneira insensata e ilusória como doem as perdas para sempre perdidas, e portanto irremediáveis, transformadas em memórias iguais pequenos paraísos-perdidos. Que talvez, pensava agora, nem tivessem sido tão paradisíacos assim.
Porque havia o sufocamento daquela espécie de patético simulacro de fantasia matrimonial provisória, a dificuldade de manter um clima feito linha esticada, segura para não arrebentar de súbito, precipitando o equilibrista no vazio mortal. Cheio de carinho, remexeu no doce, sem empurrar o prato. Preferia a fome: só isso. Pelo longo vício da própria fome — e seria um erro, porque saciar a fome poderia trazer, digamos, mais conforto? — ou de pura preguiça de ter que reformular-se inteiro para enfrentar o que chamam de amor, e de repente não tinha gosto?
De onde vem essa iluminação que chamam de amor, e logo depois se contorce, se enleia, se turva toda e ofusca e apaga e acende feito um fio de contato defeituoso, sem nunca voltar àquela primeira iluminação? Espera, vamos conversar, sugeriu sem muito empenho. Tarde demais, porta fechada. Sozinho enfim, podia remexer em discos e livros para decidir sem nenhuma preocupação de harmonia-com-o-gosto-alheio que sempre preferira um Morrison a Manuel Bandeira. Sid Vicious a Puccini. A mosca a Uma janela para o amor, sempre uma vodca a um copo de leite: metal drástico. Era desses caras de barba por fazer que sempre escolherão o risco, o perigo, a insensatez, a insegurança, o precário, a maldição, a noite — a Fome maiúscula. Não a mesa posta e farta, com pratos e panelas a serem lavados na pia cheia de graxa — mas um hambúrguer qualquer para você que escrevo. Mas os escritores são muito cruéis, você me ama pelo que me mata com coca-cola no boteco da esquina, e a vida acontecendo em volta, escrota e nua.
Não muito confuso, assim confrontado com sua explícita incapacidade de lidar com. A palavra não vinha. Podia fazer mil coisas a seguir. Mas dentro de qualquer ação, dentes arreganhados, restaria aquela sua profunda incapacidade de lidar com. Um instante antes de bater outra, colocar uma velha Billie Holiday e sentar na máquina para escrever, ainda pensou: gosto tanto de você, baby. Só que os escritores são seres muito cruéis, estão sempre matando a vida à procura de histórias. Você me ama pelo que me mata. E se apunhalo é porque é para você, para você que escrevo — e não entende nada.

Caio Fernando Abreu . Anotações Insensatas


Paulo Braccini
enfim! é o que tem pra hoje...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Aiii!!! Kiloucuuuraaa!


Em um manicômio, um louco cai na piscina e começa a se afogar.
Imediatamente, outro louco se atira na piscina e o salva da morte.
No dia seguinte, o diretor do manicômio vai ao quarto do 'louco salva-vidas' e diz: Aceite meus parabéns!!! Vim pessoalmente para lhe dar duas notícias.
A primeira é ótima: Você está recebendo alta. Depois do seu gesto
heróico de salvar um interno, nossa equipe concluiu que você está curado.
Já, a segunda notícia, infelizmente, não é boa:
Aquele interno que você salvou,foi encontrado morto hoje pela
manhã ... Suicidou enforcado com um cinto.
Diz então o louco herói:
Não, senhor diretor, ele não se enforcou. Eu o pendurei para secar...



Paulo Braccini
enfim! é o que tem pra hoje...

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O mundo ainda tem jeito!

Vi no Blog Nãoenchequejatoucheia da queridíssima amiga Pimenta e, achei tão contundente e forte, que trouxe aqui para compartilhar com voces. Ainda acredito no HOMEM!



Paulo Braccini
enfim! é o que tem pra hoje...

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Cu dos outros!!!


O rapaz entra numa farmácia e diz ao farmacêutico: 


- Quero a melhor vaselina que o senhor tiver, porque hoje eu vou comer um cuzinho que é um espetáculo! 
O farmacêutico buscou um produto e entregou ao rapaz. 
- Quanto custa? 
- São R$3,20. 
O rapaz disse: 
- O senhor não entendeu. Hoje eu vou comer um cuzinho que é o melhor da cidade, é uma maravilha e eu não posso usar uma vaselina qualquer. Quero o que existir de melhor!  O farmacêutico pegou KY, explicou que era produto importado, de altíssima qualidade e entregou ao rapaz. 
- Quanto custa? 
- São R$ 50,00. 
O rapaz, novamente, reclamou: 
- O senhor continua sem entender. Hoje eu vou comer um cuzinho que é inacreditável, é uma coisa do outro mundo, não tem como explicar e eu não posso usar um produto qualquer. Repito: quero o que existir de melhor! 
O farmacêutico então foi até aos fundos da farmácia, abriu um pesado cofre e voltou com um frasquinho minúsculo nas mãos: 
- Este gel lubrificante está sendo desenvolvido por uma grande empresa farmacêutica. É um produto experimental, sensitivo, antialérgico, anestésico e este frasquinho, de apenas 20 ml custa R$ 500,00. 
- Isto! Agora sim! O senhor entendeu o tipo de produto que eu preciso, pois hoje vou comer um cuzinho que é simplesmente perfeito! 
O rapaz pagou, pegou o pacotinho e saiu. 
Um velhinho, que estava quieto na ponta do balcão e assistiu toda a cena, comentou, ironicamente com o Farmacêutico: 
- Vai comer cuzinho porra nenhuma! ele vai é dar o cu! 
- Como é que o senhor pode afirmar isso? 
- Você já viu alguém se preocupar com o cu dos outros?



Dica do Éder . thanks
Paulo Braccini
enfim! é o que tem pra hoje...

domingo, 12 de setembro de 2010

Release da Semana


Imbecil




Muito Verdadeiro isto ...


"Segundo alguns psicanalistas quando se apaixona, você não se relaciona com alguém de carne e osso, mas com uma projeção criada por você mesmo; e a projeção que fazemos é a de um ser absolutamente perfeito, mas depois de um período a projeção acaba e você passa a enxergar de verdade a pessoa com quem está se relacionando. Invariavelmente, algumas virtudes do parceiro ou da parceira vão embora junto com a projeção, outras ficam. E se o que ficou de cada um for suficiente para os dois, a relação perdura, caso contrário, ninguém sabe o que faz o botãozinho ligar e iniciar uma nova projeção, mas fortes indícios apontam para um único e delicioso suspeito, o Serenata de Amor. O amor é inexplicável, mas tem umas coisas que você pode entender!"

*texto da propaganda do bombom Serenata de Amor



Vi no Blog do Melo - After Nonsense

A Receita

Ao menos para mim, com o passar dos anos a tolerância para o novo fica cada vaz mais fina e escassa. Raramenta algo me chama a atenção e ainda menos se for desses pops feitos sob encomenda 
e cuja única função é durar uma temporada apenas.


Mas, de tempos em tempos algo gruda por aqui e me deixo levar pela popeira 
pois se é chiclete então vou mascar até perder o gosto. 
Oras, como fazer um desses? Eu explico:

1. Primeiro sampleie algo que já seja clássico e de gosto comum:



2. Ponha uma mulher/travesti exótica no vídeo:


3. Ponha um cafuçu maravilhoso com ela:



4. Adicione um batidão, muita maquiagem e figurinos exóticos e o resultado é:




i made this dogmanstar 

Paulo Braccini
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