
A Savassi, bairro da zona sul da cidade é point noturno de todas as tribos. Para além do café e do pão de queijo, a região tem recebido casas com propostas ousadas e, no mínimo, incomuns.
Próximo à esquina, no cruzamento da rua Sergipe com Fernandes Tourinho fica o descolado Bombshell. Decorado com embalagens antigas de produtos, como fumo de rolo e sabão em pó, contrastando com luminárias moderninhas, o bar ainda vende bijuterias e acessórios. Pôsteres de pin-ups enfeitam a parede absolutamente amarela; um mobiliário meio retrô, meio kitsch, compõe o tom informal do estabelecimento; e a proximidade com o balcão - até porque o local é bem estreito - explicita a vocação do lugar: os drinques.
O menu enxuto aposta em petiscos diferentões e os drinques surpreendem pela ousadia.
Boa música que vai da retrosaria [som das décadas de 30, 40, 50, 60 além de versões “old is cool” de hits do pop], passando pelo jazz, rock, sons dos idos de 70, 80, 90 e, por fim, pérolas do brega.
Atendimento impecável comandado pelo proprietário e sua equipe altamente eficiente.
Sábado fomos, Bratz&Elian, conferir tudo e foi magnífico, sem contar o tanto que rimos com nossos vizinhos de mesa. De um lado um galerinha animada onde um deles tomava o seu primeiro porre na vida [o sensacional disto é que ele não estava chato nem inconveniente, mas extremamente engraçado]. Do outro lado um outro grupo de militantes do Black Bloc comentavam suas proezas em manifestações recentes.
Agora, o melhor da noite, foi um travecão enorme, peitudo, saído não sei de onde, chamado Roberta. Ele se aproximou de nossa mesa, colocou sua mãozona em mim e pediu fogo. Acendi o seu cigarro com meu Zippo finérrimo [ai ai! saudades de ADzinho!] e ele contra-atacou: “Gostei de sua pessoa”! Bratz gelado agradeceu. Ele insiste e pergunta olhando para minha mão esquerda: “Casado”? Bratz respondeu trêmulo: Sim! Ele insiste: “Não acredito no amor! Acredito no sexo! Faço sexo e cobro! Não sou operada e meu pau sobe”! Já sem fôlego Bratz exibe um sorriso meio amarelo. Ele para terminar diz: “Residi alguns anos na Itália e consegui fazer um pé de meia. Voltei e comprei um apartamento aqui na zona sul. Atendo lá. Aqui está meu cartão”! Despedindo-se, estendeu sua mãozona para o Elian e disse: “Amigaaa! Este bofe é muita areia para o seu caminhãozinho”!
Elian calado só ouviu a minha gargalhada de pânico e alívio. OMG!
Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...