Existem textos que despertam reflexões mais profundas e, "O que me interessa" foi um destes, fato que motivou-me tecer algumas considerações pessoais sobre o tema, em resposta aos amigos que por lá comentaram.
Costumo dizer que, em minha existência nasci biologicamente uma vez, mas renasci outras três vezes e isto, talvez, tem sido a principal razão do meu SER nos dias de hoje.
Sou uma pessoa comum como todas as outras, mas desde criança, sempre tive uma paixão descomunal pela vida e uma vocação determinada para uma vida plena.
Foi um longo, e não muito fácil, processo mas que me rendeu este privilégio de me sentir mais completo enquanto SER nesta fase de minha vida.
Aos trinta anos, dentro de um processo de terapia vivenciei meu primeiro renascimento, para depois, aos quarenta e aos sessenta anos, por conta de graves problemas de saúde, experienciar os outros dois.
Viver plena e abundantemente requer, fundamentalmente, disposição e uma perspectiva de encarar a vida com mais simplicidade e se posicionar frente a ela com a mais absoluta transparência e coragem, sem medos do seu entorno e valorizando, de forma absoluta, o seu próprio modo de SER, PENSAR E AGIR.
Somos um ser social é fato, mas antes disto e para que isto seja possível, é fundamental termos conhecimento, enfrentamento e uma definitiva absorção de nosso EU tal e qual ele é, independente de nossos medos e inquietações internas e externas. Enfim, uma busca pela harmonia do nosso SER com o Mundo, mas privilegiando de forma contundente o nosso próprio SER.
Dentro desta perspectiva saberemos encontrar tudo o pode nos "sustentar a partir de dentro, quando tudo o mais pareça se desmoronar." Só assim, saberemos distinguir e valorizar "a companhia que temos nos momentos mais vazios".
Confundimos muito o que vem a ser uma verdadeira companhia: Esta deve ser sempre nós mesmos. Podemos estar cercados de multidões e estarmos sempre sós se não temos a nós mesmos. Ao contrário, se temos a nós mesmos, mesmo na mais "completa" solidão [ausência de outros]sempre estaremos desfrutando da maior, mais rica, proveitosa e fundamental de todas as companhias - nós mesmos.
Isto me remeteu aos anos 70 quando um livro, um filme, uma canção explodiram no mundo e muito me marcaram. "Fernão Capelo Gaivota"
A música de Neil Diamond
Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...
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