No post anterior deixei para reflexão um belíssimo e contundente texto de Mario Benedetti em A Trégua [se desejar ler ou reler clique aqui].
Somos, por natureza, avessos a reflexões que nos remetem à fragilidade e temporariedade do SER. Nunca somos capazes de lidar com a ideia de finitude, até que, um dia, isto se nos apresenta como algo inquestionável.
Durante toda a vida nos deparamos com limitações. Quando jovens temos nosso vigor mas não temos a experiência, a estabilidade econômica e o tempo disponível é algo que passa longe. Quando a maturidade chega, as regras do jogo se invertem: temos a experiência, a estabilidade econômica, temos o tempo mas o vigor se foi. Como lidar com a vida então?
Continuo acreditando que o grande barato da vida são as suas possibilidades. Cabe a nós descobri-las, saca-las, adapta-las à realidade. Sempre teremos direito a elas e com isto o prazer de viver nunca nos será furtado. O prazer é algo simples se soubermos encontra-lo em sua simplicidade plena.
Assim, viver plenamente só depende de cada um, não importa o estágio de existência no qual nos encontramos. O que não nos é permitido é perder tempo nos remoendo passado nem tão pouco ficarmos a esperar o futuro incerto. O tempo é a única coisa que não se recupera na vida.
enfim! é o que tem pra hoje ...






