Olha só! O Braccini virou personagem de um conto surreal e libidinoso! Obrigado amigo
Glauko.
Muito assustado, tomei café e fui banhar-me para me acalmar.
No chuveiro, não parava de lembrar daquele estranho acontecimento.
Comecei a me perguntar: "será que estou ficando louco?"
-Isto não pode ser real, mas como explicar estes hematomas em mim?
Terminei a ducha, vesti-me e fui ao correio.
Precisava enviar uma encomenda.
Ainda na fila, senti uma mão tocar meu ombro.
Virei-me rapidamente mas não havia ninguém atrás de mim.
Arrepiei-me...
Quando estava terminando o pagamento da entrega, avistei uma figura bizarra passar pela rua.
Acelerei meus movimentos e instintivamente, sem pensar no que estava fazendo, fui seguindo aquela mulher pela cidade. Mas ela andava rápido e percebi que já estávamos longe do centro comercial.
Finalmente ela entrou num casarão...
Parei em frente. Olhei para todos os lados e resolvi entrar também.
Era um lugar abandonado!
Havia apenas alguns pedaços de madeira e tijolos espalhados pelo chão e nada mais. Estava escuro e eu não conseguia mais avistá-la. Ela havia sumido.
- Mas como? Onde ela está? Indagava-me...
Comecei a sentir medo e resolvi ir embora.
Quando já estava próximo à porta de entrada fui parado por uma voz:
- Ei baby, procurando por mim?
Virei-me e tomei um grande susto...
- Divine?
- Isso mesmo garoto, sou Divine em carne e osso. Mais carne do que osso, lógico!
Meus olhos não acreditavam no qu
- Mas, Divine não pode ser você. Divine morreu em 1988!
- Oras, seu idiota insolente, sou o Bozo então?
Emudeci...
Ainda trêmulo, pensei: " o que está acontecendo? tenho que sair daqui"
Quando estava quase saindo, a porta se fechou misteriosamente.
Entrei em desespero...
Puxava a maçaneta em vão. Estava trancada!
Divine ria...
- Hahaha...você mordeu a isca direitinho!
- Isca? Como assim?
- Você irá descobrir tudo em breve! Agora venha comigo!
- Não vou! Você é um fantasma, você não é real!
Eu gritava transtornado, tremendo...
Divine retira um revólver que estava escondido entre seus seios e me obriga a segui-la.
Saímos por uma outra porta, certamente do outro lado do casarão.
Havia um carro preto nos esperando.
Divine me empurrou para dentro e disse:
- Você vai ficar quietinho agora ou morre!
Vendou meus olhos e amarrou minhas mãos, para que eu não pudesse ver o trajeto ou tentar uma fuga.
- Motorista, pode seguir! Bracciola nos espera!
Quem era o motorista?
Quem era Bracciola?
Eu já estava em pânico e não tinha idéia do que iriam fazer comigo.Só ouvia Divine e o misterioso motorista rindo de meu desespero.
- Chegamos baby!
Tiraram-me do carro e foram me arrastando pelos braços.
Finalmente Divine tirou a venda que cobria minha visão e disse:
- Bracciola, sua encomenda está entregue!
Neste momento meus olhos tiveram outra surpresa.
Divine desapareceu diante de mim. Meu medo, minha tensão aumentaram.Eu sentia que ia desmaiar.Era demais pra mim.
- Ei garoto, Divine já cumpriu sua missão, agora é conosco, sou o Bracciola e meu motorista é carinhosamente chamado de "Mr. Voy".Você vai descobrir o porquê.
- Voy, leve-o para "aquela sala"...
Não aguentei tantos acontecimentos e perdi os sentidos.
Continua ...
Paulo Braccini
enfim! é o que tem pra hoje...