Como é rico este mundo da blogosfera! Me sinto gratificado quando vasculho e sou premiado pelo acaso com blogs da mais alta relevância como por exemplo o "Desmanche de Celebridades". Ontem, me deparei com uma postagem simplesmente fantástica que, com a devida autorização do autor, reproduzo aqui, de forma a compartilhar com os amigos do "Enfim, é o que tem pra hoje" este texto duro e direto, mas carregado de verdades contundentes.
BRA (suástica) SIL!
Pode uma sociedade vender o sonho da perfeição? Pode uma família nos dizer o que é a vida perfeita? Pode a solidariedade social ser utilizada para gerar audiência? Pode o ideal da higienização social parecer ajuda voluntária? Pode uma emissora de televisão nos vender a ignorância e ainda assim fingir que vivemos num conto de fadas onde todos cooperam entre si?Quem expressa valores que diariamente exacerbam a desigualdade pode fingir que está lutando contra ela?
A estética da família brasileira perfeita se resume na atualidade aos símbolos de felicidade, comportamento fetichizado, festas suntuosas, dinheiro e opiniões de senso comum representados pela família Huck. Os mais novos queridinhos e símbolos da rede globo de televisão, grande propagadora da nova cultura nazi-fascista brasileira.
Luciano ocupa a cabeça da juventude nacional aos sábados e expressa opiniões que passam a fazer parte do ideário nacional. Possui quadros que exploram a pobreza nacional com um corolário cristão de ajuda aos menos favorecidos. Reconstrói casas, distribui prêmios e dinheiro, fazendo com que cada brasileiro sonhe em ser o próximo predestinado da boa vontade nazi-fascista. Faz melodramas quando lhe é violado o direito de exibir objetos pessoais de grande valor (no caso, um rolex). Ou ainda doa um belo brinquedo de seu filho, que o valor sustentaria uma família por um mês inteiro, a uma família pobre, e orgulha-se em falar que a iniciativa fora do pequeno, tocado pela pobreza alheia.
A Senhora Angélica é aquela que veio à sombra da Senhora Maria da Graça. Um combo dos tumultuados anos oitenta. Gostosa, Loira, comunicativa, branca e rica - símbolos dos apresentadores brasileiros que integram os meios de comunicação de massa.
No Brasil, um país de Pretos, pobres e filhos da puta (ainda bem).
Enquanto os nossos pais labutavam para conseguir algum dinheiro, devido aos desastrosos planos econômicos do presidente Sarney, as crianças ficavam deslumbradas com os programas matutinos de apresentadoras maquiadoras da vida, desejando aquilo que seus pais não podiam lhe dar, criando um ideal de consumo e de desejos, e tirando-lhes o direito de ser criança e de não se preocuparem com nada. Aos poucos, Angélica assumiu o lugar da Dona Maria nas manhãs durante a semana, enquanto a outra tomava a cabeça da juventude aos sábados, tal como Luciano Huck. Atualmente, a loira de pinta na perna, faz competições imbecis com “atores” imbecis da rede globo. Uma martelada incessante da imagem de “astros” globais na cabeça dos pobres brasileiros.
O Brasil que É o Brasil de pretos, pobres e filhos da puta (ainda bem).
Enquanto a Dona Maria da Graça voltou às manhãs para contaminar novas mentes. Dividindo as manhãs com a outra loira e também outra Maria, a Braga, com comidas exóticas e deliciosas. Para um Brasil que sequer toma café da manhã.
Essa família realizou, como mostrado na foto, uma grande festa para comemorar o aniversário de seu filhinho. Tornou-se então centro das atenções de revistas e fotógrafos que lucram quantidades absurdas com tal propaganda de uma família nazi-fascista e somos abrigados a vê-los na primeira fileira de bancas de jornal e em outros lugares de desconfortos, como médicos, dentistas e clínicas que nos fazem esperar muito tempo para sermos atendidos e nos põe a disposição tal cultura para literalmente acabar com o nosso dia.
Um câncer incrustado no ventre da cultura nacional. Uma cultura que passa a maior parte do seu tempo em frente à televisão. Desenvolvendo a mais de vinte anos, pessoas preconceituosas e que se importam mais com cachorros do que com pretos pobres e filhos da puta.
A venda de um sonho de consumo e de vida. De um modelo de família para todo o território nacional. Exatamente como era a campanha nazista da década de 1930. (Arquitetura da destruição). E no Brasil também. Lembremos do fascista “Pai dos Pobres”, o excelentíssimo Getúlio Vargas. Sem falar do Plínio Salgado.
Famílias que dão migalhas da sua fortuna para justificarem sua vida de ostentação e ainda lucram com a desgraça alheia e parecem boazinhas. Ao invés de desenvolverem um projeto social verdadeiro, adotam um padrão de ajuda aleatória, midiática, populista, e que não modifica a estrutura social. Não abrem mão da sua vida de luxos abusivos por dizerem que fizeram por merecer.
Nossa cultura é a macumba e não a ópera.
Paulo Braccini
enfim, é o que tem pra hoje...