segunda-feira, 25 de junho de 2018

Uma crise!




Meu corpo parece insuficiente para me caber e, de novo, sinto que estou perdido em uma estrada escura e desconhecida às vésperas de ser atropelado por uma manada de cavalos selvagens, cavalgados por demônios - os meus.
Tudo é falta, nada satisfaz. Há só ausência, tanta.
O medo sorri para mim, com sua boca sem dentes e malcheirosa. Onde está você? A promessa de felicidade que sua mão deixou aqui, onde está? 
Quero quebrar as correntes, correr nu, apostar todas as fichas, oferecer a outra face, ser apontado na rua, digno de pena ou inveja. 
O preço é alto, o passo irreversível, mas meu corpo pede o seu, e preciso me reencontrar nos seus olhos que fizeram eu me perder de mim. Hoje vivo me escondendo do mundo, à procura do que fui e aterrorizado por perceber no horizonte à frente eu transformado em uma sombra pálida – o aborto de nós dois. Tão pouco o tempo que passamos juntos, mas é como se fossemos dois velhos à espera do abraço da morte que deixará um de nós só. Até quando? Inevitável o reencontro. 
Que venha o arrependimento - estou pronto - vou sem freio ao seu encontro disposto a te dizer: “Você me faz bem, e sou seu até quando eu caber em você, e não sobrar.” 
De braços abertos ou cabeça baixa, é sua a resposta e minha a expectativa.


Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Pés! Mais que sensualidade!



O que dizer da sensualidade desta parte anatômica do corpo masculino?
Pura sensualidade!
Deixo aqui um vídeo, sonorizado com Frédéric Chopin - Spring Waltz, que configura esta constatação.
Confiram. 
Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Luxúria!



Mais um vídeo na categoria homoerótica - Luxúria.
Uma sequência de belíssimas fotos de sensualidade ímpar, alimentada pela magnífica peça lírica de Pietro Mascagni - Intermezzo.
Desfrutem sem moderação.
Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Um Pouco mais da História de Minha Família - "Figueiredo"!




Como falei no post passado sobre a família de minha mãe trago, aos amigos de BlogsVille, uma postagem minha datada de 28 de março de 2015.

"Foi com enorme emoção que vi, esta semana, parte da história da minha famíla por parte de mãe, ser retratada e revivida com rigores históricos por Eder Ayres Siqueira.

Ela, além da força pessoal mostra também, um pouco da história das Minas Gerais e, por que não dizer, do próprio Brasil. 
Compartilho com vocês, pedindo desculpas pelo tamanho do texto, mas não seria conveniente editá-lo pois, perderia muito de sua autenticidade e originalidade."

"Você conhece a história do Casarão Doutor Moreira? 
O Casarão Doutor Moreira abriga hoje as Secretarias Municipais de Agricultura e Meio Ambiente,de Saúde,de Cultura e Turismo, o Escritório da EMATER, a Casa do Empreendedor e a Escola de Cerâmica, mas esta bela construção tem história, e quem nos conta uma parte dela é o catas-altense, Eder Ayres Siqueira: 
Casarão Dr. Moreira “Solar dos Figueiredo” 
No jardim do lado externo do Casarão Dr. Moreira, foi afixada uma placa com os seguintes dizeres: 
"A tradição oral relata que este imóvel pertenceu ao médico Manoel Moreira de Figueiredo Vasconcelos no século XIX. Conhecido pelo espírito caridoso, aqui costumava hospedar enfermos para cura de beribéri e outras doenças da época. Também foi propriedade, no início do século XX, do Capitão Gonçalo Moreira de Figueiredo [meu bisavô], cuja esposa, Tereza de Jesus Vieira de Figueiredo [minha bisavó], teria sido assassinada em 1937, com sua serviçal, pela suposição de ter em casa um baú de ouro. Em 1984, o Casarão foi reedificado, seguindo o traçado arquitetônico original." 

obs: A dita tradição é uma história real, presenciada por meu Tio e Padrinho Custódio, na época com 7 anos de idade. Durante o crime ele ficou escondido debaixo da cama da avó Terezinha.

Vamos ver um pouco da sua história: 

O Dr. Manoel Moreira de Figueiredo Vasconcelos era catas-altense. Nasceu em 23 de outubro de 1809 e faleceu em 10 de março de 1895. Foi sepultado na quarta sepultura no arco cruzeiro da Capela-mor, do lado das epístolas na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, ao lado da sepultura da família do minerador português Capitão Thomé Fernandes do Valle. Foi casado com sua sobrinha do lado materno Dona Maria Brasilina de Alkmim Figueiredo. 
"Caridoso ao extremo, servindo-se da medicina como um instrumento que lhe fora posto nas mãos, por Deus, em benefício dos pobres, acessível a todos, afável, hospitaleiro, amigo dedicado dos seus parentes, do que nos deu superabundantes provas, pai de família exemplar, depositário fiel das tradições de honra e de fé dos seus antepassados, de uma probidade a toda prova, de uma circunspeção modelar, modesto até o mais completo desprezo das honrarias e vaidades, mas, ainda assim, nimbado de uma majestade simpática, a que davam particular realce os fios de prata de sua barba natural, completamente branca quando o conhecemos; eis, em rápido bosquejo, o perfil moral deste homem pouco comum." 
Com a morte do Dr. Moreira, o filho Capitão Gonçalo Moreira de Figueiredo passou a residir no casarão. Ele foi bom fabricante de vinho que aprendeu a fabricá-lo com o Monsenhor Mendes, o qual vinho tinha o nome de “VINHO CATTAS ALTAS” e foi “Distinguido com o Grande Prêmio no Jury da Exposição Internacional do Centenário” (Centenário da Independência do Brasil) em 1922. No solar ele possuía grande adega e plantação de videiras. Foi casado com Dona Thereza de Jesus Vieira de Figueiredo, filha do fabricante de vinhos o senhor Domingos Vieira da Silva. Ela era sua parenta também pelo lado materno, que nasceu no "Solar João Vieira da Silva" onde é hoje a "Sede da Prefeitura de Catas Altas" e foi assassinada em sua residência em 12 de março de 1937, no solar assobradado, conhecido hoje como "Casarão Dr. Moreira". Desta família, não há descendentes em Catas Altas. 
Conforme o Padre José Evangelista de Souza em seu livro "Os Povoadores de Sertões e as Minas de Ouro" a história do assassinato de Sá Therezinha foi assim descrito: "O assassinato de Sá Therezinha, Thereza de Jesus Vieira de Jesus Vieira de Figueiredo, era necessário para apaziguar a violência dos senhores de escravos, aqueles broncos lusitanos. Therezinha, mulher tão piedosa quanto caridosa! Na véspera de seu holocausto, oferecera a missa e a comunhão, em sufrágio da família de seu Eleutério, que não frequentava a Igreja, nem rezava. Pediu a Deus pela conversão do pobre do Cecílio. Que não saia de sua casa, sempre rachando lenha, no terreiro. 
Matar o violento, o carrasco ou o mandante, gera mais vingança e o ciclo da violência não termina. Torna-se necessário imolar uma vítima inocente, uma vítima não-vingada. Ou, então, entrega-se a administração da violência a um corpo, no qual todos confiam. Transferi-la da forma espontânea e impulsiva para o controle da justiça; esta administra a violência, com a aprovação de todos. Do contrário, os homens se exterminariam pela vingança. 
Therezinha Vieira preenchia todas as exigências de uma vítima agradável, vítima não-vingada, segundo René Girard. Era mulher e frágil, incapaz de ofender uma barata. Piedosa, meiga e caridosa. 
Com a crise do ouro, encerra-se o sonho das mil e uma noites. Saint-Hilaire dizia: "Catas Altas do Mato Dentro é sede de uma paróquia considerável. Os habitantes atuais desta povoação, como os de Antônio Pereira, não se entregam à agricultura; e, quando o trabalho de algumas horas lhe rendeu três ou quatro vinténs, vão descansar". 
Aliás, trabalho pesado era coisa de escravo. Os nobres gostavam mesmo era de luxar, refestelar-se em banquetes de talheres de ouro e prata e divertirem-se em caçadas glamorosas. 
"A gente estuda para não sujar as mãos", diziam os nobres. Instala-se em Catas Altas a família de Eleutério, pardos livres, fugidos da desgraça de Antônio Pereira. Chega faiscando, com a bateia, na praia, e aí fica. Mas Cecílio, filho do casal, não ajudava, não gostava de trabalhar. Sua cabeça não regulava bem. Às vezes, rachava lenha, a troco de um pedaço de pão caseiro e um copo de café com leite. Era tudo que ele queria para sobreviver, garantindo o pão de cada dia. 
A lenda do ouro ainda vagava, na imaginação do povo. O ouro era tão fácil que bastava arrancar uma touceira de capim. Ao sacudi-la derramava-se o metal. Ouro enterrado nos quintais; canastras de ouro escondidas nos porões; um veio de ouro na direção da porta do sacrário; tacho de ouro que ficou enterrado na Mina da Boa Vista. Ouro no dente: boca de ouro! 
Meteram na cabeça de Cecílio Lotério que o Capitão Gonçalo Figueiredo legara um tesouro precioso do metal à sua viúva. Sá Therezinha seria guardiã de muito ouro herdado do marido. A viúva mais rica de Catas Altas. A cobiça medrou, no coração do moço, por culpa de conversa fiada dos rapazes normais de Catas Altas. Cecílio passou a sonhar com a riqueza fácil. Imaginou uma artimanha capaz de levá-lo a botar a mão, no ouro de Sá Terezinha. 
Arquitetou o plano e o demônio entrou no seu coração para executá-lo. Esperou a noite entrar, porque o demônio só age nas trevas. Seus olhos se ofuscam com a luz do dia. 
Cecílio entra, no terreiro do sobrado, apanha o machado com que ele próprio rachava lenha. Chama à porta. Como o cordeiro em direção ao matadouro, Therezinha desce para abrir a porta. Cecílio, sem trocar palavra, agrediu-a com o machado na cabeça. Constância grita socorro e corre, em direção de sua sinhá. Em Constância ele acertou de cheio, os miolos pularam, no chão de pedra fria. Mais uma vez a terra se manchou de sangue. O sangue correu solto, esguichou em borbotões: sangue quente, sangue vivo, sangue humano.” 
Constância, por ser uma negra que morava com Sá Terezinha e lhe ajudava nos serviços da casa, não lhe causava medo. Não titubeou no golpe. Therezinha, embora meiga e frágil. introjetara sua imagem no espírito. O oprimido absorve a imagem do opressor e o reproduz. Vacilou no golpe em Sá Therezinha. Ela não morreu na hora, o conflito e a contradição interior fê-lo titubear. Constância morreu, na hora, defendendo sua Sinhá. Que nobreza de negra era esta Constância! "Não há maior prova de amor do que dar a vida pelos amigos..." 
O calendário marcava, na parede: 12 de março de 1937! Sá Therezinha ainda sobreviveu sete dias, perdendo sangue. Sobrou-lhe tempo suficiente para se oferecer em sacrifício a Deus, pedindo a conversão dos pecadores. Teve forças suficientes para perdoar o seu algoz. 19 de março de 1937, dia de São José: Therezinha de Jesus Vieira de Figueiredo solta seu último suspiro. 
Sá Therezinha não foi vingada por ninguém, como era de se esperar, caso fosse assassinado um senhor de escravos ou um feitor, ... Condenado à prisão, Cecílio cumpriu sua pena na cidade de Neves. Mas virou ameaça pros meninos de Catas Altas: "cuidado que Cecílio Lotério está solto"! Uns diziam Cici Lotero, Cici Lotério. 
Fechou-se o ciclo de violência, acabou-se o risco da extinção pela vingança de um sangue derramado. Só não se fez justiça à constância, a negra, pelo gesto de nobreza. Esta mulher de altivo proceder, venha a história, um dia, insculpir-lhe o nome, no mármore de seu túmulo. 
“Chiquinha de Cláudio Felipe, com o cachimbo na boca, assentada no pilão da cozinha, lá na rua da Outra banda, advertia, com sotaque africano: "Uhm! Ocês tem que banzar, gente! Ocês todos mataram Sá Therezinha!".” 
Vale ressaltar que não havia mais escravidão naquela época, a abolição ocorreu em 13 de maio de 1888. A Constância era uma ex-escrava, com isso, era uma empregada tratada com todo carinho por dona Therezinha, como muitas outras pessoas que continuaram morando com seus senhores, ou mesmo filhos destes, como foi o caso da negra Joana e outras que continuaram morando nos Solares dos Emery, dos Ayres, etc. 

Obs.: No início do texto há referência sobre os dizeres da placa que está na frente do casarão sobre a tradição oral, por isso, esclarecemos: Tradição oral porque ainda não foi comprovado que o Dr. Moreira ali morou, mas o seu filho sim. No óbito de sua esposa D. Maria Brasilina em 1902, consta que ela era moradora em sua residência na Rua São Miguel. Também, um bisneto do Dr. Moreira, disse que o casarão não pertenceu a ele, apenas ao seu avô o capitão Gonçalo. Sabemos ainda que o Dr. Moreira era proprietário da Fazenda do Engenho da Onça, onde tinha cemitério no qual alguns escravos do mesmo foram lá sepultados.) 
O Casarão foi demolido e reconstruído. A sua inauguração foi em novembro de 1987, com o título de "Casarão Dr. Moreira" (Homenagem ao Dr. Moreira) pelo Prefeito de Santa Bárbara Dr. Eustáquio Januário Ferreira, catas-altense, e mais dois vereadores catas-altenses que representavam o Distrito lá em Santa Bárbara, sendo Sr. Adahir Alves Pereira e Sr. José Hosken, conforme se vê na placa de inauguração afixada no mesmo Casarão.""

O Cenário:

Casarão dos Bisa Antes:


Casarão dos Bisa Hoje:


Alguns dos Personagens:






Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

domingo, 27 de maio de 2018

A saga de uma Família Portuguesa. Os Figueiredo's!



Uma retrospectiva fotográfica que retrata parte da saga da família de minha Mãe.
Os Figueiredo's.

A família Figueiredo é bem reconhecida no Brasil. É fácil encontrar descendentes dessa família por aqui. Se você é um dos muitos descendentes dos Figueiredo, vai gostar de ver abaixo algumas curiosidades e informações desse sobrenome.
O sobrenome Figueiredo, assim como tantos outros, não surgiu no Brasil, por uma simples razão de que o Brasil foi colonizado e habitado primeiramente por estrangeiros. Dessa forma, os sobrenomes vêm de outros países e acabam ganhando popularidade uma vez que os imigrantes fizeram do Brasil sua nova morada.
Figueiredo é de origem portuguesa. Ele é classificado como toponímico, ou seja, de origem geográfica. Sua geologia refere-se a um lugar onde há figueiras (árvores de figo), conhecido por Figueiral. 
Outra provável origem para este sobrenome está relacionada a uma lenda ocorrida por volta do ano 783. Segundo a lenda, um cavaleiro arrancou o tronco de uma figueira para salvar donzelas em perigo. 
O cavaleiro era Goesto Ansures. Ele salvou donzelas cristãs de cativeiros quando eram conduzidas pelos mouros para pagamento do tributo de cem donzelas destinadas a concubinas do Rei Córdova. Os Mouros eram povos oriundos do Norte da África, que invadiram a Península Ibérica, onde hoje está localizado Portugal e Espanha, e dominaram toda a região. O herói arrancou o tronco de uma figueira e assim expulsou os inimigos e libertou as moças do cativeiro. 
Goesto Ansures apaixonou-se por uma das damas que ele salvou do cativeiro. Posteriormente casou-se com uma delas. Inicialmente tomou Figueereido como sobrenome. Posteriormente, depois de alterações gráficas, firmou-se Figueiredo. 
Existem duas variantes para o sobrenome dessa família. São elas: Figueiredo ou Figueredo. As duas variantes são bem reconhecidas e comuns de se encontrar. No Brasil, Figueiredo é a grafia mais popular para o sobrenome.

Raízes em Beira Alta . Portugal . Viseu




Bratz Elian
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domingo, 20 de maio de 2018

A Saga de uma Família Italiana. Os Braccini's!



Uma retrospectiva fotográfica que retrata parte da saga da família de meu Pai..
Os Braccini's

Família originária da Toscana, de tradição antiga e nobre, espalhada ao longo dos séculos em diferentes regiões da Itália. Essa cognominação, antes do século XV, deve derivar, por meio de mudanças na fonética dialetal, da aférese do nome medieval Fortebraccio; entretanto, não podemos excluir uma derivação do nome germânico medieval Brachus, modificado e modelado, no processo de latinização, através do uso de diminutivos ou carinhosos. Os nomes dos membros da família Braccini são freqüentemente encontrados em documentos e atos notariais, desde os séculos passados, dos quais seu status elevado aparece. A este respeito, recordamos: Atto, famoso ourives, que viveu em Pistoia, em 1394; Gioviano di Lucca, doutor em leis e pronúncia apostólica, residiu em Pistóia em 1632, autor de numerosas obras literárias e historiográficas; Gio Battista, doutor em leis, morou em Pistoia, em 1743; Lapo, notário e poeta por prazer, morou em Lucca, em 1747.


Bratz Elian
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domingo, 13 de maio de 2018

Uma aliança com a vida!



Mãe é o início de tudo e o elo eterno de uma existência.
Em homenagem ao dia deste fundamento compartilho, com os amigos, um trabalho fotográfico que mostra a saga do Bratz ao longo de sua aliança com a vida de quase 68 anos.
Momentos que a arte da fotografia, da música, das possibilidades tecnológicas nos permitem eternizar.
 
Bratz Elian
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segunda-feira, 7 de maio de 2018

Nasceu um Anjo!




Há sete ou oito anos atrás conheci o amigo Adeilson [AD]. 
Amigo?
Mais que amigo!
Um irmão, um filho, sei lá como definir.
Do nada, BlogsVille fez com que cruzássemos nossas vidas.
Rápidas mensagens virtuais e já estávamos nos conhecendo em São Paulo.
Eu aqui nas Minas Gerais e ele lá do Sergipe.
Que distância que nada. Nada nos impediu de aproximarmos e construirmos esta nossa incrível amizade.
Depois de São Paulo, logo logo eu desembarcava em Aracaju para conhecer aquela terra linda e rever o amigo.
Ele veio a Belo Horizonte e nos honrou na casa de Elian
Novas indas e vindas BH/Aracaju, Aracaju/BH,
Teve também o Rio de Janeiro e Buenos Aires.
Quantas emoções vividas e compartilhadas.
Neste meio tempo perdi minha mãe e ele, junto e solidário, me ajudando a superar a dor.
O tempo vai passando e uma nova dor se abate sobre nós.
Agora é a perda de sua mãe.
Queria muito poder estar ao seu lado neste momento e poder te abraçar. Não estou em corpo mas estarei sempre em espírito.
Só me resta tentar passar um pouco de consolo para o seu coração sofrido nesta hora.
Deixo aqui para você meu AMIGO - meu IRMÃO - meu FILHO, uma crônica que meu irmão João escreveu para minha mamys quando de sua partida.

Nasceu um Anjo!

E Deus mandou seus anjos. Eles vieram, deram voltas ao redor da cama e começaram a voar trançando pela cama. Muitos risos, brincadeiras e alegria. Eles estavam felizes, porque estavam para ganhar mais uma companheira. Mais um anjo vai subir aos céus e fazer parte deste imenso numero de anjos e espíritos de luz, que iluminam nossas vidas e destinos. 
Brincam, voam e dão até cambalhotas no ar. Eles fazem muito barulho. Inaudível aos nossos ouvidos é claro. Mas o que, aos poucos, é notado pela nova companheira. O tempo passa e eles descobrem que está na hora. É chegada a hora. Precisam levar a nova companheira. 
Tocam sua testa, para acalmar seus pensamentos. Sopram em seu ouvido mensagens que todos ficariam bem. Sua alma aos poucos começa descansar e se libertar do corpo. Precisam agora parar a válvula mestra. 
O maior trabalho que terão será parar o motor de uma vida. O mote que norteou sua existência. Como vão fazer para parar o produtor de tanto amor? Como vão parar a inspiração de tantas vidas? Como conseguiram cessar as batidas compassadas, que mesmo depois de mais de oito décadas, ainda brotam e jorram amor? Como será que conseguirão parar a fonte inspiradora de amor de tanta gente? 
Olham para o céu, parece que conversam com Deus. Todos se reúnem lado a lado ao entorno da cama. Agora batem suavemente as asas, apenas para lhe darem equilíbrio e parar no ar. Estendem suas mãos e todos tocam, juntos, o coração do novo anjo. As máquinas presas ao corpo do anjo param sem entender por que. O homem de branco que fazia seu papel muito compenetrado, não percebe que ali nascia mais um anjo. Acha ele, que ali morria uma pessoa. 
Os anjos brincalhões dão boas vindas àquela que chega. Todos se abraçam e abraçam a nova companheira. Dizem a ela que logo irá aprender a voar e que terá muito trabalho pela frente. Em um tom solene, rezam uma prece. Dão um rápido passeio para dar a última olhada em suas crias, amigos e parentes. A transição começa a acontecer. Nasce ali mais um anjo. 
Vai meu anjo, sobe para seu novo lugar. Vai voar novos voos. Vai cumprir seu novo papel. Infelizmente você não podia ser eterna aqui nesta existência, pois foi promovida com honra ao mérito, à condição de novo anjo. 
Vai meu anjo, vai espalhar amor por onde voar. Vai fazer o que mais soube fazer nesta vida - proteger, amar e ensinar. Vai mostrar a arte de saber amar incondicionalmente. Vai mostrar a arte de ser gigante, mesmo sendo pequenina. Vai mostrar a arte de ser guerreira, mesmo parecendo frágil. 
Vai meu anjo, vai agora de cima olhar por todos que sempre olhou. Vai agora de cima continuar a nos guiar. Vai agora de cima nos intuir no lugar de nos falar. Vai agora de cima nos seguir, no lugar de nos esperar. Vai agora de cima nos rodear e proteger, ao invés de apenas rezar e desejar. 
Vai meu anjo, vai brilhar onde brilham os anjos. Vai ser especial também em sua nova morada. Vai mostrar como se faz. Vai levar luz e alegria para outros lugares. Vai rever os seus. 
Vai meu anjo, vai lá para sua nova morada, falar feito anjo na chuva. Vai mostrar que tens um humor refinado. Que tens uma língua afiada. Que para proteger sua cria, enfrentou a tudo e todos. 
Vai meu anjo amado. Sei que se fosse por você não seria anjo, pelo menos agora. 
Vai meu anjo lindo. Vai meu anjo fofinho. Vai meu anjo de cabelos alvos, como suas novas asas. 
Vai meu anjo, a tristeza que deixou é passageira. O que ficará serão seus ensinamentos. O que brotará será o amor que cultivou. O que florescerá serão seus frutos. 
Vai meu anjo, seu olhar nunca sairá das nossas lembranças. Sua ausência será sentida a cada dia de nossas vidas. Seu sorriso não brilhará mais a não ser em nossas mentes. 
Vai meu anjo amado, te peço pela última vez: "Bença" Mãe! "Bença" Vó!

João Luiz Figueiredo Braccini 31-05-2012

Agora, "maiinha" é mais um Anjo! Fica bem meu querido AD.


Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

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