sexta-feira, 8 de agosto de 2008

hell





"O Caminho do Excesso conduz ao Palácio da Sabedoria. A prudência é uma velha donzela cortejada pela Incapacidade. Quem deseja, mas não age, gera a pestilência."

William Blake, in: “Provérbios do Inferno”

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Paulo Braccini
enfim, é o que tem pra hoje...

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

To be a gay


Perfeito este posicionamento ... gostei tanto que “roubei” e partilho com os amigos deste blog:

Discutindo sobre os rumos da nossa “gay life style”: Deveríamos criar um modelo de vida gay a ser seguido? Defender um gay que fique bem num comercial de margarina? Banir determinados comportamentos da cultura gay? Sair do gueto e ocupar um lugar na sociedade a qualquer custo? Que tal casar com um rapaz apresentável, ter uma relação monogâmica, manter um comportamento masculino e, para não chocar as outras pessoas, não demonstrar afeto em público? Isso me lembra o casal vivido pelo Carlos Casagrande e o Sérgio Abreu na novela do Gilberto Braga... Particularmente não acredito que um modelo específico de vida homossexual possa ser eleito como “certo” e definido como passaporte para a nossa aceitação social. A luta por uma real inserção dos homossexuais na vida social e pela isonomia de direitos deve ser irrestrita. Deve abranger os (as) homossexuais monogâmicos, os que preferem ter inúmeros parceiros, os masculinos, os afeminados, os travestis, os rebeldes, os *bem comportados*, os profissionais do sexo, os *casadoiros*, os adolescentes, os idosos, os que ouvem rock, os que dançam ao som de música eletrônica, os que assistem DVD em casa... Assumir-me gay é aceitar todas as variantes do termo, ainda que o meu comportamento seja inevitavelmente específico. Enfim, a causa gay deve tender à universalidade. Deve incluir todos os modelos. Aceitar uma inclusão parcial dos gays na sociedade seria um grande equívoco.

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Paulo Braccini
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quarta-feira, 6 de agosto de 2008

À frente de si mesmo


Ser moderno significa estar sempre à frente de si mesmo, num estado de constante transgressão.

Zygmunt Bauman, Modernidade Líquida.
Paulo Braccini
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terça-feira, 5 de agosto de 2008

Espírito e Sabedoria


Que é que tenho de fazer e que ninguém mais no mundo pode fazer em meu lugar?

Constantin Noica, As seis doenças do espírito contemporâneo.

Sempre há tempo para proferir uma palavra, mas nunca para retirá-la.

Baltasar Gracián, A arte da sabedoria mundana.

A língua é um animal selvagem, e, uma vez solta, é difícil devolvê-la à jaula.

Baltasar Gracián, A arte da sabedoria mundana.


Certas alegrias só os poetas podem dar a si mesmos.


Fausto Wolf, A milésima segunda noite.
Paulo Braccini
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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Tarde


"Tarde como prenúncio de noite, sempre se revestirá de sombras; sombras que nos tocam com seu manto envolvente e nos acuam; acuam pela introspecção a que as sombras nos levam; introspecção que nos atira ao abismo dos mais profundos sentimentos; sentimentos que nos inquietam; inquietação fruto de nossa mais profunda insegurança; insegurança que será vencida pela força do amor; amor, o maior de todos os sentimentos, que nos cobra atitudes e que muito precisa de quietude na alma."


concierto de aranjuez de joaquim rodrigo - alexandre lagoya



Paulo Braccini
enfim, é o que tem pra hoje...

domingo, 3 de agosto de 2008

Truculência



Nossa truculência
Quando penso na alegria voraz
com que comemos galinha molho pardo,
dou-me conta de nossa truculência.
Eu, que seria incapaz de matar uma galinha,
tanto gosto delas vivas
mexendo o pescoço feio
e procurando minhocas.
Deveríamos não comê-las e a seu sangue?
Nunca.
Nós somos canibais,
é preciso não esquecer.
E respeitar a violência que temos.
E, quem sabe, não comêssemos a galinha ao molho pardo,
comeríamos gente com seu sangue.
Minha falta de coragem de matar uma galinha
e no entanto comê-la morta
me confunde, espanta-me,
mas aceito.
A nossa vida é truculenta:
nasce-se com sangue e com sangue corta-se a união
que é cordão umbilical.
E quantos morrem com sangue.
É preciso acreditar no sangue
como parte de nossa vida.
A truculência.
É amor também
.

Clarice Lispector . a palavra . a tela
crônica versificada por Pe. Antônio Damázio


Diário - Ney Matogrosso

Paulo Braccini
enfim, é o que tem pra hoje...

sábado, 2 de agosto de 2008

Solidão


Sozinho
a mesa posta e o vinho
as flores vesgas de mirar a janela.
Sozinho com minha esperança
de que o mundo vire e o mar recolha suas águas
algum milagre pequeno
que desperte o que não passa,
não passou.
Só tristeza,
o cristal marcado,
a boca de ninguém.
Solidão.

Saramar
Paulo Braccini
enfim, é o que tem pra hoje...

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Dúvida


Só tenho certeza da persistência da dúvida!
Paulo Braccini
enfim, é o que tem pra hoje...

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