terça-feira, 8 de julho de 2008

Quando tudo não passa de sonhos


E quando tudo não passa de sonhos? A realidade fica sem sabor. A dor maior que a existência. Só uma profícua esperança te mantém em pé. E não se acredita mais nos deuses. Nem se droga para pintar o cotidiano. Não se avista o colorido de nada. Nem se alegra da companhia de alguém. O sexo vira subterfúgio. Quero uma sonda de barbitúricos constantes. Uma venda pra tapar o sol. E no Ipod mp3 de Joss Stone e Chirs Garneau.
Marco Antonyo
Paulo Braccini
enfim, é o que tem pra hoje...

segunda-feira, 7 de julho de 2008

O Hospedeiro


Nasci nas ruas de pensamentos solitários. Não tinha sentimento para morar. Fui explorado por medos que me aprisionaram distante de onde eu era. Desisti de me libertar por muito tempo, até que um dia tentei. Fugi, e por não saber para onde ir, morei na própria ida. Falido, vivia em personalidades de aluguel, das mais baratas que encontrava. Cheguei a erros que me furtaram algumas esperanças que economizei desde cedo. Cheguei ao passado disfarçado de futuro. Cheguei a paixões que nem sempre chegaram a mim. Sem saída, cheguei à tristeza. Mas minha tristeza nunca soube me acolher. Cheguei a sonhos, depois à insegurança. Depois a sonhos. Voltei, encorajei, passava por contradições na ida-volta-e-não-ida. Guardei o endereço de algumas palavras que fiz amizade no caminho, mas nunca encontrei as verdadeiras palavras que me inventaram.
Hoje, superei meu abandono e transformei-me em uma re-invenção de mim. Não procuro mais onde viver, realizei meu sonho: sou casa própria. Estou sempre em obras e aberto a visitas. Uma moradia sólida, espaçosa e um hospedeiro insaciável: abrigo mais do que fui capaz de ser.Sou muito mais do que já fui capaz de abrigar.
Fernando Palma
Paulo Braccini
enfim, é o que tem pra hoje...

domingo, 6 de julho de 2008

O Novo é o Novo


O novo é energia magnética que me atrai e me leva à frente de mim mesmo. Eu sou o novo na experiência de meu momento como consciência que percebe. O novo não é algo que pode ser descoberto, pois o novo não se esconde, ele está aí. Antes, sou eu que me escondo do novo na ignorância de não olhá-lo. Não é algo que descoberto, seja, a partir de então, a solução permanente de um cotidiano monótono. O novo é novo, porque é momento, não pode ser repetido.

Ele é individual porque é percepção, porque é unidade de consciência no indivíduo. Tudo é novo, nós é que somos velhos irritados com a mutabilidade, com a novidade de tudo. A eternidade nos assusta porque pensamos na repetição infinita do que somos: velhos.

Há cansaço nisso. Há monotonia sem fim. Há declínio da percepção do que é novo. Há necessidade de estar seguro, amparado por um sistema de "novos" que se sucederam e foram inúmeras vezes testados. Formas criadas como bolhas no mar cósmico da insegurança do que não conhecemos. Belas visões de segurança. Mas apenas visões...

O século XXI ainda significará para a humanidade um novo estado de consciência, algo que hoje é fruto da aspiração daqueles que buscam um estágio superior de evolução. Entretanto, essa época que vislumbramos através dos reflexos dourados que nos toca o espírito, não virá por meio de uma doação divina.

Ela será forjada com o fogo da inspiração da consciência, uma conquista do espírito humano realizada pela transformação individual. A velha fórmula será consumida pelo fogo ardente do coração e o novo emergirá de dentro do ser humano sequioso, vivo, sedento e em infinitas buscas.

Eduardo Luppi

Postado por Antônio Costa Neto . blog mudandoparadigmas

Paulo Braccini
enfim, é o que tem pra hoje...

sábado, 5 de julho de 2008

Porque somos tão Burros?


Por que somos todos tão estúpidos? Por que, em plena “sociedade da informação”, as pessoas vivam justamente o paroxismo da desinformação, da ignorância, da imbecilidade? Por que as pessoas, por exemplo, confundem filosofia com metafísica e saem por aí dizendo cretinices como “a filosofia não serve pra nada?”
As pessoas não sabem que todas as ciências modernas foram criadas, sim, por filósofos? Que, por exemplo, o protocolo “www”, alicerce da internet tal e qual a utilizamos cotidianamente, foi criado por Tim Berners-Lee, e que Berners-Lee se inspirou, entre outras coisas, nos estudos de um filósofo e sociólogo chamado Ted Nelson? As pessoas acham que a medicina, as engenharias, a biologia, a física e a química foram criadas por indivíduos desde aqueles dias assim, especializadíssimos? As pessoas acham que a filosofia trata apenas de coisas abstratas, sem nexo e sem conexão com a realidade imediata?
As pessoas são burras? Você, leitor, é burro? Eu sou burro? O burro é burro? O que é burro? Eu acho que todos somos muito burros, sim. Eu mesmo sou uma anta. O Lino, quando eu ainda estava em Silvânia, disse que eu sou um sujeito muito inteligente, mas ele que me desculpe, porque eu não sou não. Eu sou é burro demais. Já passei por um monte de coisas e nunca aprendi nada. Li uma pá de livros e estou sempre relendo um ou outro pra ver se gravo alguma coisa que preste. Cometo sempre os mesmos erros. Pior do que isso: há quem me pague para cometer erros.
O mundo é mesmo um globo super-povoado por gente burra, não? Mas aonde eu quero chegar? Exatamente aqui: as pessoas falam o tempo todo sobre um monte de coisas, mas não fazem idéia do que estão falando. As pessoas são, em tese, animais racionais, mas agem o tempo todo de forma irracional. Mas por que isso acontece? Por que as pessoas viraram as costas para toda a tradição cultural do Ocidente? As pessoas, em geral, estiveram, em algum momento, de frente para toda a tradição cultural do Ocidente?
Por que as pessoas, para usar aquele mesmo exemplo, dizem que “a filosofia não serve para nada” sem, contudo, saber, de fato, o que é filosofia? As pessoas, quando usam o termo “filosofia”, têm consciência do que estão falando? Sabem que filosofia não é só metafísica e abstrações e masturbação mental, mas também estética, lógica, epistemologia, ontologia (não, eu não escrevi “odontologia”, eu escrevi “ontologia”) e um monte de outras coisas?
Voltando novamente ao ponto: por que isto acontece? Eu digo que isso acontece por culpa da escola. Todo mundo, ou quase todo mundo passa anos e anos na escola estudando coisas como história, geografia, álgebra e trigonometria, mas ninguém sabe para quê. Um engraçadinho poderia dizer: Para passar no vestibular. Não é pouca coisa, está certo, mas e daí? Existe algum significado real em entender as causas e conseqüências da Revolução Francesa? Existe algum significado real em saber calcular uma hipotenusa? Existe algum significado real em saber desenhar a fórmula estrutural do ácido sulfúrico? Você, professor de física, pergunte ao seu aluno do primeiro ano: Por que estudar o movimento retilíneo uniformemente variado? Você, professor de literatura, pergunte ao seu aluno do terceiro ano: Por que estudar a Geração de 45?
E não aceite como resposta qualquer coisa associada a passar no vestibular. Pergunte pelo significado real (se é que existe algum) de cada uma dessas coisas. E, afinal, quando confrontado com aquele silêncio sepulcral, pergunte a si mesmo, professor: O que eu estou fazendo aqui? Por que eu estou aqui?! Eu penso que a forma como os jovens são educados é errada. A maneira como conteúdos e conceitos são transmitidos é errada. O modo como procuram criar cidadãos conscientes é errado porque os educadores muitas vezes não são cidadãos conscientes. O que acontece, então? E qual seria a “maneira correta”? O que acontece é que o estudante conclui o ensino médio, mas é incapaz de formular um raciocínio completo e coerente. O que acontece é que muitos professores são incapazes de formular raciocínios completos e coerentes. O que acontece é que o professor de exatas despreza as humanidades porque não enxerga nelas qualquer “funcionalidade”, qualquer “valor prático”.
O que acontece é que o professor de humanidades despreza as exatas porque nunca conseguiu calcular aquela maldita hipotenusa. O que acontece é que ninguém sabe nada sobre coisa alguma. Os alunos não aprenderão enquanto não houver uma reforma ou mesmo uma revolução no ensino. Os alunos não aprenderão enquanto os educadores não compreenderem que têm de ser mais flexíveis. Os alunos não aprenderão enquanto os educadores não se adequarem a eles, porque, sim, o sistema que precisa se adequar aos estudantes, não o contrário.
Como fazer um adolescente entender e obedecer a uma disciplina, para os padrões dele, desgraçadamente rígida? Como pretender que um adolescente “fique quieto e aprenda” quando o que é ensinado, da forma como é ensinado, simplesmente não o interessa? Como pretender que um adolescente “fique quieto e aprenda” quando ele sequer pode escolher as disciplinas que mais lhe interessam? Com a desculpa de oferecer uma “formação ampla” aos estudantes, acabam oferecendo uma formação nula. Como pretender que um adolescente “fique quieto e aprenda”, por exemplo, geografia quando, no fim das contas, nem o professor de geografia compreende o que é que está ensinando e por quê? O que temos hoje no sistema educacional em todo o mundo é uma cadeia de erros que perpetua a burrice, a apatia, o desinteresse.
Uma cadeia de erros que forma milhares de profissionais especializadíssimos, mas - inacreditavelmente - despreparados. Uma cadeia de erros que está relegando ao abismo toda uma tradição cultural porque as pessoas não pensam mais, as pessoas não raciocinam mais, as pessoas não têm mais bases para pensar e para raciocinar, não têm mais bases para se situarem historicamente, filosoficamente. Como uma pessoa acéfala, amante das novelas e séries globais toscas que, não, não abordam a realidade cotidiana, mas uma idealização cretina da mesma, como uma pessoa assim pode ter subsídios para, por exemplo, apreciar a contento um material riquíssimo como a adaptação de A Pedra do Reino, na mesma Globo?
As pessoas vivem dispersas no vácuo, girando e girando pela eternidade afora, sem qualquer referência, divorciadas dos outros e de si mesmas, divorciadas até mesmo de Deus, posto que a idéia de Deus, como defende Baudrillard, perdeu-se em razão de simulacros e de rituais vazios, perdeu-se nos vãos da burocracia das religiões. No fundo, além de burros, somos todos ateus. E, não, as coisas não vão melhorar.
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André de Leones
Jornal A VOZ de Silvânia - Goiás

Postado por Antonio Costa Neto . blog mudandoparadigmas
Paulo Braccini
enfim, é o que tem pra hoje...

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Palavras Amarrotadas


não existem razões para a razia da oculta neve das poucas palavras.
o impulso é um arco que se desfaz na certeza de que a razão é polar.
e rasgada a porta o que sobra é um anel coletivo de guindastes.
nada é tão pouco relevante como as palavras.

nada é o milagre da vibração.

um tempo de certo sítio.

um fósforo.

um palpite estéril.

e o inverso do refúgio.

unge-se a boca de silêncio.

eterno confidente da água.

a mesma que sendo silvestre não chega a ser claridade.

estrangulada veia que amortece a queda e fura o barro.

palavras vãs que nada são sendo incadência de vértebras soltas.

mutilada palavra que os olhos devassam.



"O verbo distorcido aguarda, receoso, a frieza invencível da razão clara .Viscoso e mole o mutismo dos homens flanqueia a gelatina estática do caos ."


blog o piano . Isabel Mendes Ferreira
Paulo Braccini
enfim, é o que tem pra hoje...

quinta-feira, 3 de julho de 2008

A arte do sonho é o elogio da tua sombra


_______o céu não basta. nunca bastou. _________nem a branda ternura mata-borrão. matemática mansa a multiplicar a incógnita exponencial do conhecimento das emoções. o coração a bater recordes. um despertador gigante a marcar a hora de dar e receber. recebi ontem ordem de andar. e andei. o corredor sujo cinzento e comprido acabava na sala A. quadrada vazia . ovo morto desinfetada . uma bata branca com olhos de ave de rapina mandou-me sentar . nome idade estado civil morada profissão se tinha frio sede fome dor . se via bem .via via vultos muitos iguais entre si e a mim . pendurados no meio do silêncio ajeitados na corda de um silêncio escanzelado . vultos a vomitarem palavras frases de um concerto de facas e violinos . via bem sim só não percebo o que faço aqui . o nome o meu nome o nome deste corpo amarrado a uma gaze transparente e pequena demais para mim . não sei . nem quero saber . quero dormir . a bata branca com olhos de ave de rapina sorriu . parecia simpática .é um homem aposto . aposto que é médico . daqueles que tratam os que se destrambelham por inteiro . deve ser o meu caso .aposto . o nome? está bem não faz mal . esqueça .tem dormido melhor? ah eu agora dormia mal? e como é que ele sabe? sim agora durmo mais . e sonho menos . os meus sonhos? são bom os meus sonhos são imagens paradas fotolitos encerados de bruma rostos que desconheço mas que se penduram sobre a cabeça entre os cabelos presos por molas de aço rostos brancos e como gosto de cores pinto-os . de apatia . de areia . de granito verde . é verdade olhe lembrei-me agora é isso sou pintora . escreva aí .e a bata branca escrevia escrevia escrevia sem parar . meticulosamente . se calha era um escritor em estágio . para inventar dissecar os meandros ínvios da loucura .sim por que estou num hospital psiquiátrico entregue à estúpida curiosidade mórbida de qualquer um ou de uma bata branca . era previsível . mais dia menos dia . foi só apanhar a vírgula que separa a aparente normalidade da demência concreta . vem no catálogo do riso e do esgar . por sorte não me lembro da ruptura . que fio se partiu . quem se fartou de me ouvir tocar sonatas para pássaros . os pássaros passam .voam .fogem .livram-se . a passagem . os passos . as garças .as garças não têm graça . nem alças . alçam para lado nenhum . pois está bem . já não quero fingir . sou isto . um corpo amarrado ao chumbo . agora posso falar alto falar sozinha escrever nas paredes escrever na água . beber um alfabeto de areia . beber tinta comer livros e fumar . fumar muito . não vivo na califórnia e o meu polícia privado e saudável está longe .doente . insana . demente . inclemente . agnóstica . árabe . descalça . pastando cabras ao meio dia no meio do nada . um quénia dentro da avenida . louca louca varrida . fechada numa cela branca . à prova de vitalidade e sais minerais . ovo partido casca de vidro . objetivo? dormir dormir e dizer disparates sossegados tranquilizantes frases soltas com vogais partidas ao meio e um intervalo ao canto para espreitar metáforas in.férteis molhadas de baba que a bata branca escreve . descodifica . adultera . reduz . aumenta . simples eficaz leve . finalmente tenho uma profissão . enlouquecimento galopante e versátil . nem sou obrigada a dizer boa noite . boa foi desta consegui entrei no charco no reino de Erasmo olá Camilo olá Kafka cheguei . é meu este prato de ficção . viva a eternidade num copo de vallium ardente . alguém me gela o estômago alguém me corta o cabelo? é tudo uma questão de justiça dizes tu ou uma banda mal desenhada . trágica e supérflua anavalhas os verbos com açúcar de groselha . basta de resina . não sabes viver . pois não sei . sei que estamos em Roma a lamber massa escorregadia e que estás cansado do meu olhar volátil e volúvel e que apago a chama e cada dia estou mais fraca baça inconsistente inconformada pesada andrógina marginal pois perdi o pé cansei afundei-me na banheira . Roma podia ser Paris Boston ou Lisboa . se gosto de ti? como posso não gostar se me és a única face que reconheço? injusta? não te facilites tanto . a vida pregou-nos uma partida . legítima . dura . para sempre . eu queria a tua sabedoria tu exigias a minha alma . tu desenhaste um desvio eu enfiei-me no buraco negro que já conhecia . voltar atrás para quê? não há regresso . nunca . só um porto destruído. onde as esponjas mortas amortecem os suspiros e rompem as redes . ________ a bata branca adormeceu no meio da tarde . o mesmo medo a mesma ilha . a vida arredondada à volta de um remo partido . o fundo do mar . a inexplicável ausência da primeira pessoa . nenhuma memória . singular destino traçado por um bando de pássaros . que odeio . fecho o piano . largo-me pelo mar . bem adentro . rasgo a bata branca e danço a Lacrimosa com sapatos de lata . _______________ fica o arrepio ou o argumento de Braque .


( ... é mais nítido agora o silêncio que me envolve . como se a morte ou apenas o pressentimento dela viesse, de mansinho, ao meu encontro . )( Anoto nas paredes o eco dos teus passos, mensageiro do mais remoto assombro em que te sei .)
______ in "Uma extensa mancha de sonhos", de Graça Pires . (último livro publicado)
Isabel Mendes Ferreira . blog o piano
Paulo Braccini
enfim, é o que tem pra hoje...

quarta-feira, 2 de julho de 2008

É só um blog


enfim, é o que tem pra hoje é só um blog e

não interessa NADA

nada


nada .

__________________


tudo o que tenho para dar é este fio . melancólico frio . apelo de pele pastoril . recato de flauta enquanto guardo a montanha e o deslize das águas .

veloz natureza a ser canto e chão . aberto . e nunca de estrelas .
tecido propício ao vento . face a face na espessura do silêncio .


e tanto por aqui

Paulo Braccini
enfim, é o que tem pra hoje...

terça-feira, 1 de julho de 2008

E todo o mar é daqui





e todo o mar é daqui

.para te nascer fiz . me de pó . vermelho . de útero . ou de jasmim . na beira das marés . rigoroso cálice de silêncio . ou de cinzas . como o pensamento à deriva de nenhuma calmaria . ___ luminoso rasgão de seiva o teu nome é filho de um ventre aceso .___ Nasço-me para te morrer . ___ em Sim . interior destino de Fuga.
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daqui não partem .antes chegam navios como braços . amarrados a um destino de névoas e de lâminas . como fado ou luminoso adeus adentro da música .
aqui só o silêncio indígeno que prende a alma ao corpo e este À sombra . ___ embate de universos dentro de pequenos barcos . como estrelas ou Antúrios. ___ trânsito cego no mar amoroso que sangrante e febril é alegria e cartilagem de ave . Daqui não partem. aterram ossos . ascendem anjos . Mudos . falsos navios no olhar . Narrativas de escarpas . Muros que não desvendo.
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barco dos milagres . explícito nas perguntas . remos que à proa de mim não são farpas antes a hora da sombra . claríssimo brilho do passo certo . a música é a planície a casa a fonte o mar a chegada . chego .nos . devota de Joyce . caligraficamente vazia . na metade do dia . do amor .


Love of my Life


LOVE OF MY LIFE - QUEEN

tamanha beleza e sensibilidade me obrigaram a surrupiar este post de uma grande amiga, para assim poder compartilha-lo com os leitores deste canto de emoções .

obrigado isabel mendes ferreira . blog o piano .

suas emoções extrapolaram todos os limites .

Paulo Braccini
enfim, é o que tem pra hoje...

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