Pablo Neruda
Ao contrário de Neruda, não abrirei mão da primavera porque contém flores primeiras que enriquecem muito mais o amor. Pensei em abandonar o inverno, por trazer em sua essência a frieza de todas outras estações, ou mesmo o vento outonal, que arrasta todas as vontades dos olhos dos que acreditam. Tentei eliminar o verão, seu denso sol, e todos os matizes que ressecam as ilusões de um poeta mas, descobri maravilhado que, para se amar, não se precisa abandonar nenhuma estação porque, no amor, há espaço para todas elas, pois ele expande o nosso coração e abre-o para uma vida muito próxima da plenitude.
Paulo Braccini
enfim, é o que tem pra hoje...