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domingo, 19 de agosto de 2018

Belo Horizonte, suas Feiras e suas Mostras Culturais!



Belo Horizonte dentro de suas particularidades, além de ser considerada a capital dos bares, vem se constituindo também na capital das feiras gastronômicas e de artesanato.
Todos os finas de semana elas fervilham por toda a cidade.
Eu, como amante deste tipo de eventos, curto por demais me fazer presente em muitas.
A Cuccina Braccini de meu irmão tem estado presente com sucesso.
Outra marca desta cidade são as permanentes Mostras Culturais em seus diversos espaços.
Hoje o destaque vai para a Casa Fiat de Cultura com a Mostra “SÃO FRANCISCO NA ARTE DE MESTRES ITALIANOS”
Obras de importantes coleções italianas, que datam dos séculos XV a XVIII, traduzem as fases mais relevantes da representação de São Francisco. A mostra inclui um passeio virtual à Basílica Superior de Assis, na Itália
Séculos se passaram e as artes renascentista e barroca continuam encantando a humanidade. Obras de mestres como Tiziano Vecellio, Perugino, Orazio Gentileschi, Guido Reni, Guercino e os Carracci fazem, hoje, parte de importantes coleções italianas e chegam pela primeira vez ao Brasil. Este incomparável acervo poderá ser apreciado na Casa Fiat de Cultura, a partir do dia 8 de agosto, na exposição “São Francisco na Arte de Mestres Italianos”, que reúne 20 obras realizadas entre os séculos XV e XVIII. 
Entre as obras, os quadros “San Francesco riceve le stimmate” (1570), de Tiziano Vecellio, “San Francesco sorretto da un Angelo” (primeira metade do séc. XVII), de Orazio Gentileschi, e “San Francesco confortato da un angelo musicante” (1607-1608), de Guido Reni, que também pintou a Bandeira de Procissão “Francesco riceve le stimmate (frente); San Francesco predica ai confratelli (verso)” (séc. XVII), “San Francesco d’Assisisi e quattro disciplinati” (1499), de Perugino, e “San Francesco riceve le stimmate” (1633), de Guercino. A exposição traz, ao todo, acervos de 15 museus de 7 cidades italianas: Galleria Corsini, Palazzo Barberini, Musei Capitolini, Museo di Roma, Museo Francescano dell’Istituto Storico dei Cappuccini (Roma); Pinacoteca Civica, Sacrestia della chiesa di San Francesco, Convento Cappuccini (Ascoli Piceno); Museo Nazionale d'Abruzzo (L'Aquila), Galleria Nazionale dell’Umbria (Perugia); Istituto Campana per l'Istruzione permanente (Osimo); Museo Civico (Rieti), Pinacoteca Nazionale (Bolonha) e Duomo di Novara (Novara). A mostra conta, ainda, com uma importante obra de Ludovico Cardi (conhecido como Cigoli), “St. Francis Contemplating a Skull”, propriedade do colecionador e ator ítalo-americano Federico Castelluccio. O quadro veio de Nova York para integrar a exposição de Belo Horizonte.
Proporcionando uma experiência imersiva e única, a mostra também inclui uma sala de Realidade Virtualque vai transportar o visitante da Casa Fiat de Cultura para a Basílica Superior de Assis (1228), na Itália, com o uso de óculos de tecnologia 3D. Será possível caminhar por uma das mais importantes e belas basílicas do país e conhecer obras-primas do pintor italiano Giotto (1267-1337), artista símbolo dos períodos medieval e pré-renascentista. Tradição, arte e tecnologia se encontram nesta exposição. 











ps: Dia 22 Bratz e Elian embarcam para uma viagem a Buenos Aires. Voltamos dia 02 de setembro. Até a volta. Beijos a todos

Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Matando Saudades do Amigo AD!



Lá se vão 08 anos de grande amizade. Encontros lá, aqui e acolá. Momentos felizes, dores agudas, emoções que contribuíram para fortalecê-la mais e mais. Depois de 04 anos de muita saudade recebemos, aqui nas Minas Gerais, o AD, o querido amigo de Aracaju/Sergipe.
Muita festa, muita proza, muita comida, muita bebida, muita rizada e uma viagem inesquecível pelo nosso interior mineiro: Catas Altas, Santa Bárbara e Ouro Preto.
Que esta estadia por aqui seja um marco de muitas outras e de outras tantas, minha e  Elian pelas adoráveis terras nordestinas.
Compartilho com os amigos de BlogsVille um pouco de minha emoção neste reencontro com meu maior amigo.
Beijão para você querido AD. A saudade já se faz presente.
Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Um Pouco mais da História de Minha Família - "Figueiredo"!




Como falei no post passado sobre a família de minha mãe trago, aos amigos de BlogsVille, uma postagem minha datada de 28 de março de 2015.

"Foi com enorme emoção que vi, esta semana, parte da história da minha famíla por parte de mãe, ser retratada e revivida com rigores históricos por Eder Ayres Siqueira.

Ela, além da força pessoal mostra também, um pouco da história das Minas Gerais e, por que não dizer, do próprio Brasil. 
Compartilho com vocês, pedindo desculpas pelo tamanho do texto, mas não seria conveniente editá-lo pois, perderia muito de sua autenticidade e originalidade."

"Você conhece a história do Casarão Doutor Moreira? 
O Casarão Doutor Moreira abriga hoje as Secretarias Municipais de Agricultura e Meio Ambiente,de Saúde,de Cultura e Turismo, o Escritório da EMATER, a Casa do Empreendedor e a Escola de Cerâmica, mas esta bela construção tem história, e quem nos conta uma parte dela é o catas-altense, Eder Ayres Siqueira: 
Casarão Dr. Moreira “Solar dos Figueiredo” 
No jardim do lado externo do Casarão Dr. Moreira, foi afixada uma placa com os seguintes dizeres: 
"A tradição oral relata que este imóvel pertenceu ao médico Manoel Moreira de Figueiredo Vasconcelos no século XIX. Conhecido pelo espírito caridoso, aqui costumava hospedar enfermos para cura de beribéri e outras doenças da época. Também foi propriedade, no início do século XX, do Capitão Gonçalo Moreira de Figueiredo [meu bisavô], cuja esposa, Tereza de Jesus Vieira de Figueiredo [minha bisavó], teria sido assassinada em 1937, com sua serviçal, pela suposição de ter em casa um baú de ouro. Em 1984, o Casarão foi reedificado, seguindo o traçado arquitetônico original." 

obs: A dita tradição é uma história real, presenciada por meu Tio e Padrinho Custódio, na época com 7 anos de idade. Durante o crime ele ficou escondido debaixo da cama da avó Terezinha.

Vamos ver um pouco da sua história: 

O Dr. Manoel Moreira de Figueiredo Vasconcelos era catas-altense. Nasceu em 23 de outubro de 1809 e faleceu em 10 de março de 1895. Foi sepultado na quarta sepultura no arco cruzeiro da Capela-mor, do lado das epístolas na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, ao lado da sepultura da família do minerador português Capitão Thomé Fernandes do Valle. Foi casado com sua sobrinha do lado materno Dona Maria Brasilina de Alkmim Figueiredo. 
"Caridoso ao extremo, servindo-se da medicina como um instrumento que lhe fora posto nas mãos, por Deus, em benefício dos pobres, acessível a todos, afável, hospitaleiro, amigo dedicado dos seus parentes, do que nos deu superabundantes provas, pai de família exemplar, depositário fiel das tradições de honra e de fé dos seus antepassados, de uma probidade a toda prova, de uma circunspeção modelar, modesto até o mais completo desprezo das honrarias e vaidades, mas, ainda assim, nimbado de uma majestade simpática, a que davam particular realce os fios de prata de sua barba natural, completamente branca quando o conhecemos; eis, em rápido bosquejo, o perfil moral deste homem pouco comum." 
Com a morte do Dr. Moreira, o filho Capitão Gonçalo Moreira de Figueiredo passou a residir no casarão. Ele foi bom fabricante de vinho que aprendeu a fabricá-lo com o Monsenhor Mendes, o qual vinho tinha o nome de “VINHO CATTAS ALTAS” e foi “Distinguido com o Grande Prêmio no Jury da Exposição Internacional do Centenário” (Centenário da Independência do Brasil) em 1922. No solar ele possuía grande adega e plantação de videiras. Foi casado com Dona Thereza de Jesus Vieira de Figueiredo, filha do fabricante de vinhos o senhor Domingos Vieira da Silva. Ela era sua parenta também pelo lado materno, que nasceu no "Solar João Vieira da Silva" onde é hoje a "Sede da Prefeitura de Catas Altas" e foi assassinada em sua residência em 12 de março de 1937, no solar assobradado, conhecido hoje como "Casarão Dr. Moreira". Desta família, não há descendentes em Catas Altas. 
Conforme o Padre José Evangelista de Souza em seu livro "Os Povoadores de Sertões e as Minas de Ouro" a história do assassinato de Sá Therezinha foi assim descrito: "O assassinato de Sá Therezinha, Thereza de Jesus Vieira de Jesus Vieira de Figueiredo, era necessário para apaziguar a violência dos senhores de escravos, aqueles broncos lusitanos. Therezinha, mulher tão piedosa quanto caridosa! Na véspera de seu holocausto, oferecera a missa e a comunhão, em sufrágio da família de seu Eleutério, que não frequentava a Igreja, nem rezava. Pediu a Deus pela conversão do pobre do Cecílio. Que não saia de sua casa, sempre rachando lenha, no terreiro. 
Matar o violento, o carrasco ou o mandante, gera mais vingança e o ciclo da violência não termina. Torna-se necessário imolar uma vítima inocente, uma vítima não-vingada. Ou, então, entrega-se a administração da violência a um corpo, no qual todos confiam. Transferi-la da forma espontânea e impulsiva para o controle da justiça; esta administra a violência, com a aprovação de todos. Do contrário, os homens se exterminariam pela vingança. 
Therezinha Vieira preenchia todas as exigências de uma vítima agradável, vítima não-vingada, segundo René Girard. Era mulher e frágil, incapaz de ofender uma barata. Piedosa, meiga e caridosa. 
Com a crise do ouro, encerra-se o sonho das mil e uma noites. Saint-Hilaire dizia: "Catas Altas do Mato Dentro é sede de uma paróquia considerável. Os habitantes atuais desta povoação, como os de Antônio Pereira, não se entregam à agricultura; e, quando o trabalho de algumas horas lhe rendeu três ou quatro vinténs, vão descansar". 
Aliás, trabalho pesado era coisa de escravo. Os nobres gostavam mesmo era de luxar, refestelar-se em banquetes de talheres de ouro e prata e divertirem-se em caçadas glamorosas. 
"A gente estuda para não sujar as mãos", diziam os nobres. Instala-se em Catas Altas a família de Eleutério, pardos livres, fugidos da desgraça de Antônio Pereira. Chega faiscando, com a bateia, na praia, e aí fica. Mas Cecílio, filho do casal, não ajudava, não gostava de trabalhar. Sua cabeça não regulava bem. Às vezes, rachava lenha, a troco de um pedaço de pão caseiro e um copo de café com leite. Era tudo que ele queria para sobreviver, garantindo o pão de cada dia. 
A lenda do ouro ainda vagava, na imaginação do povo. O ouro era tão fácil que bastava arrancar uma touceira de capim. Ao sacudi-la derramava-se o metal. Ouro enterrado nos quintais; canastras de ouro escondidas nos porões; um veio de ouro na direção da porta do sacrário; tacho de ouro que ficou enterrado na Mina da Boa Vista. Ouro no dente: boca de ouro! 
Meteram na cabeça de Cecílio Lotério que o Capitão Gonçalo Figueiredo legara um tesouro precioso do metal à sua viúva. Sá Therezinha seria guardiã de muito ouro herdado do marido. A viúva mais rica de Catas Altas. A cobiça medrou, no coração do moço, por culpa de conversa fiada dos rapazes normais de Catas Altas. Cecílio passou a sonhar com a riqueza fácil. Imaginou uma artimanha capaz de levá-lo a botar a mão, no ouro de Sá Terezinha. 
Arquitetou o plano e o demônio entrou no seu coração para executá-lo. Esperou a noite entrar, porque o demônio só age nas trevas. Seus olhos se ofuscam com a luz do dia. 
Cecílio entra, no terreiro do sobrado, apanha o machado com que ele próprio rachava lenha. Chama à porta. Como o cordeiro em direção ao matadouro, Therezinha desce para abrir a porta. Cecílio, sem trocar palavra, agrediu-a com o machado na cabeça. Constância grita socorro e corre, em direção de sua sinhá. Em Constância ele acertou de cheio, os miolos pularam, no chão de pedra fria. Mais uma vez a terra se manchou de sangue. O sangue correu solto, esguichou em borbotões: sangue quente, sangue vivo, sangue humano.” 
Constância, por ser uma negra que morava com Sá Terezinha e lhe ajudava nos serviços da casa, não lhe causava medo. Não titubeou no golpe. Therezinha, embora meiga e frágil. introjetara sua imagem no espírito. O oprimido absorve a imagem do opressor e o reproduz. Vacilou no golpe em Sá Therezinha. Ela não morreu na hora, o conflito e a contradição interior fê-lo titubear. Constância morreu, na hora, defendendo sua Sinhá. Que nobreza de negra era esta Constância! "Não há maior prova de amor do que dar a vida pelos amigos..." 
O calendário marcava, na parede: 12 de março de 1937! Sá Therezinha ainda sobreviveu sete dias, perdendo sangue. Sobrou-lhe tempo suficiente para se oferecer em sacrifício a Deus, pedindo a conversão dos pecadores. Teve forças suficientes para perdoar o seu algoz. 19 de março de 1937, dia de São José: Therezinha de Jesus Vieira de Figueiredo solta seu último suspiro. 
Sá Therezinha não foi vingada por ninguém, como era de se esperar, caso fosse assassinado um senhor de escravos ou um feitor, ... Condenado à prisão, Cecílio cumpriu sua pena na cidade de Neves. Mas virou ameaça pros meninos de Catas Altas: "cuidado que Cecílio Lotério está solto"! Uns diziam Cici Lotero, Cici Lotério. 
Fechou-se o ciclo de violência, acabou-se o risco da extinção pela vingança de um sangue derramado. Só não se fez justiça à constância, a negra, pelo gesto de nobreza. Esta mulher de altivo proceder, venha a história, um dia, insculpir-lhe o nome, no mármore de seu túmulo. 
“Chiquinha de Cláudio Felipe, com o cachimbo na boca, assentada no pilão da cozinha, lá na rua da Outra banda, advertia, com sotaque africano: "Uhm! Ocês tem que banzar, gente! Ocês todos mataram Sá Therezinha!".” 
Vale ressaltar que não havia mais escravidão naquela época, a abolição ocorreu em 13 de maio de 1888. A Constância era uma ex-escrava, com isso, era uma empregada tratada com todo carinho por dona Therezinha, como muitas outras pessoas que continuaram morando com seus senhores, ou mesmo filhos destes, como foi o caso da negra Joana e outras que continuaram morando nos Solares dos Emery, dos Ayres, etc. 

Obs.: No início do texto há referência sobre os dizeres da placa que está na frente do casarão sobre a tradição oral, por isso, esclarecemos: Tradição oral porque ainda não foi comprovado que o Dr. Moreira ali morou, mas o seu filho sim. No óbito de sua esposa D. Maria Brasilina em 1902, consta que ela era moradora em sua residência na Rua São Miguel. Também, um bisneto do Dr. Moreira, disse que o casarão não pertenceu a ele, apenas ao seu avô o capitão Gonçalo. Sabemos ainda que o Dr. Moreira era proprietário da Fazenda do Engenho da Onça, onde tinha cemitério no qual alguns escravos do mesmo foram lá sepultados.) 
O Casarão foi demolido e reconstruído. A sua inauguração foi em novembro de 1987, com o título de "Casarão Dr. Moreira" (Homenagem ao Dr. Moreira) pelo Prefeito de Santa Bárbara Dr. Eustáquio Januário Ferreira, catas-altense, e mais dois vereadores catas-altenses que representavam o Distrito lá em Santa Bárbara, sendo Sr. Adahir Alves Pereira e Sr. José Hosken, conforme se vê na placa de inauguração afixada no mesmo Casarão.""

O Cenário:

Casarão dos Bisa Antes:


Casarão dos Bisa Hoje:


Alguns dos Personagens:






Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Tradição e Religiosidade nas Minas Gerais!




Aprecio e muito a nossa cultura, a nossa tradição e a nossa religiosidade em seus aspectos de dramacidade.
Este ano voltei a me fazer presente em eventos deste gênero.
Fui a Sabará, uma cidadezinha perto de Belo Horizonte, barroca e centenária, assistir e documentar sua belíssima tradição religiosa durante a Semana Santa. 
Elaborei um vídeo com as fotos dos eventos e aqui compartilho com os amigos do "enfim!"
Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

segunda-feira, 19 de março de 2018

Felicidade Clandestina! Peço um Tempo!





O dia estava pálido, e o menino mais pálido ainda, involuntariamente moço, ao vento, obrigado a viver. Estava porém suave e indeciso, como se qualquer dor só o tornasse ainda mais moço.

Clarice Lispector

ps: Voltei mas meio que não muito animado. Fase. Vai passar. Enquanto isto o Blog entra em recesso. Um dia volto. Beijão a todos.

Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Aquele mesmo vazio!



Mais uma vez me encontro/perco no quarto sem luz, ameaçado pelas paredes sufocantes. Inadequação, medo, o mesmo vazio que insiste em se fazer presente, as lágrimas sempre contidas que teimam em não verter o negrume absoluto interior. O ar se torna excessivo, e uma dor inexplicável, cortante como aquela lâmina - última companheira dos suicidas.
A bússola aponta o norte, mas lá também não é o meu lugar: “Onde está ‘Pasárgada’, lá minha dor inexiste?”. O cigarro não invade o espaço, as tragadas não têm efeito e entre uma e outra ouço pessoas cantarem uma música religiosa que diz: “Deus do impossível...”, inveja dos que têm fé. Busco nos escaninhos do meu inconsciente alguma imagem que sirva de acalanto, e encontro o mar. Inconstante, absoluto em si, belo, tão repleto de significados; tenho a sensação que ao tocar o mar resvalo o mundo por completo. As águas – talvez das minhas emoções – buscam-se a todo instante e correm para o oceano que liga todos os continentes; e sinto que também faço parte dessa grande engrenagem natural denominada “vida”. Mas a vida, às vezes, falta-me e ela (a vida) corrói, abandona, ignora e pesa. Quero fugir, mas para onde? Absorto, invadido pelo desespero e violentado pela angústia e vazio...
De súbito um sorriso brota em meu rosto estéril, e percebo um brilho em meus olhos que tentam afastar a escuridão. Um “Eu já te amo”, escrito para mim (justo nesse momento) e a dor recua, não sem lutar bravamente por seu território, afinal tenho consciência que o “Eu já te amo” é uma pequena mentira, mas algumas mentiras nos salvam. A dor continua aqui a mordiscar cada centímetro de carne do meu corpo inútil, o medo está à espreita, mas aquele despretensioso “Eu te já amo” cravou uma semente de felicidade que brota frágil e sem pressa no meio desse vazio quase absoluto.


ps: Um novo recesso. Vou passear uns dias em São Paulo. Carnaval atrasado ... rs ... volto já ...

Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

No rastro da Bandeira de Manuel!




O talento desse Paraibano de Campina Grande é uma coisa assombrosa. Desfrutar do trabalho desse artista é um privilégio. Suas poesias, seus causos, suas piadas, seus versos. Tudo é bem feito e tem a sua marca. Para quem não conhece, grave este nome JESSIER QUIRINO, arquiteto por opção, artista por vocação.

Vou-me embora pro passado

Jessier Quirino

"No rastro da Bandeira de Manuel"

Vou-me embora pro passado
Lá sou amigo do rei
Lá tem coisas "daqui, ó!"
Roy Rogers, Buc Jones
Rock Lane, Dóris Day
Vou-me embora pro passado.

Vou-me embora pro passado
Porque lá, é outro astral
Lá tem carros Vemaguet
Jeep Willes, Maverick
Tem Gordine, tem Buick
Tem Candango e tem Rural.

Lá dançarei Twist
Hully-Gully, Iê-iê-iê
Lá é uma brasa mora!
Só você vendo pra crê
Assistirei Rim Tim Tim
Ou mesmo Jinne é um Gênio
Vestirei calças de Nycron
Faroeste ou Durabem
Tecidos sanforizados
Tergal, Percal e Banlon
Verei lances de anágua
Combinação, califon
Escutarei Al Di Lá
Dominiqui Niqui Niqui
Me fartarei de Grapette
Na farra dos piqueniques
Vou-me embora pro passado.

No passado tem Jerônimo
Aquele Herói do Sertão
Tem Coronel Ludugero
Com Otrope em discussão
Tem passeio de Lambreta
De Vespa, de Berlineta
Marinete e Lotação.

Quando toca Pata Pata
Cantam a versão musical
"Tá Com a Pulga na Cueca"
E dançam a música sapeca
Ô Papa Hum Mau Mau
Tem a turma prafrentex
Cantando Banho de Lua
Tem bundeira e piniqueira
Dando sopa pela rua
Vou-me embora pro passado.

Vou-me embora pro passado
Que o passado é bom demais!
Lá tem meninas "quebrando"
Ao cruzar com um rapaz
Elas cheiram a Pó de Arroz
Da Cachemere Bouquet
Coty ou Royal Briar
Colocam Rouge e Laquê
English Lavanda Atkinsons
Ou Helena Rubinstein
Saem de saia plissada
Ou de vestido Tubinho
Com jeitinho encabulado
Flertando bem de fininho.

E lá no cinema Rex
Se vê broto a namorar
De mão dada com o guri
Com vestido de organdi
Com gola de tafetá.

Os homens lá do passado
Só andam tudo tinindo
De linho Diagonal
Camisas Lunfor, a tal
Sapato Clark de cromo
Ou Passo-Doble esportivo
Ou Fox do bico fino
De camisas Volta ao Mundo
Caneta Shafers no bolso
Ou Parker 51
Só cheirando a Áqua Velva
A sabonete Gessy
Ou Lifebouy, Eucalol
E junto com o espelhinho
Pente Pantera ou Flamengo
E uma trunfinha no quengo
Cintilante como o sol.

Vou-me embora pro passado
Lá tem tudo que há de bom!
Os mais velhos inda usam
Sapatos branco e marrom
E chapéu de aba larga
Ramenzone ou Cury Luxo
Ouvindo Besame Mucho
Solfejando a meio tom.

No passado é outra história!
Outra civilização...
Tem Alvarenga e Ranchinho
Tem Jararaca e Ratinho
Aprontando a gozação
Tem assustado à Vermuth
Ao som de Valdir Calmon
Tem Long-Play da Mocambo
Mas Rosenblit é o bom
Tem Albertinho Limonta
Tem também Mamãe Dolores
Marcelino Pão e Vinho
Tem Bat Masterson, tem Lesse
Túnel do Tempo, tem Zorro
Não se vê tantos horrores.

Lá no passado tem corso
Lança perfume Rodouro
Geladeira Kelvinator
Tem rádio com olho mágico
ABC a voz de ouro
Se ouve Carlos Galhardo
Em Audições Musicais
Piano ao cair da tarde
Cancioneiro de Sucesso
Tem também Repórter Esso
Com notícias atuais.

Tem petisqueiro e bufê
Junto à mesa de jantar
Tem bisqüit e bibelô
Tem louça de toda cor
Bule de ágata, alguidar
Se brinca de cabra cega
De drama, de garrafão
Camoniboi, balinheira
De rolimã na ladeira
De rasteira e de pinhão.

Lá, também tem radiola
De madeira e baquelita
Lá se faz caligrafia
Pra modelar a escrita
Se estuda a tabuada
De Teobaldo Miranda
Ou na Cartilha do Povo
Lendo Vovô Viu o Ovo
E a palmatória é quem manda.

Tem na revista O Cruzeiro
A beleza feminina
Tem misse botando banca
Com seu maiô de elanca
O famoso Catalina
Tem cigarros Yolanda
Continental e Astória
Tem o Conga Sete Vidas
Tem brilhantina Glostora
Escovas Tek, Frisante
Relógio Eterna Matic
Com 24 rubis
Pontual a toda hora.

Se ouve página sonora
Na voz de Ângela Maria
"— Será que sou feia?
— Não é não senhor!
— Então eu sou linda?
— Você é um amor!..."

Quando não querem a paquera
Mulheres falam: "Passando,
Que é pra não enganchar!"
"Achou ruim dê um jeitim!"
"Pise na flor e amasse!"
E AI e POFE! e quizila
Mas o homem não cochila
Passa o pano com o olhar
Se ela toma Postafen
Que é pra bunda aumentar
Ele empina o polegar
Faz sinal de "tudo X"
E sai dizendo "Ô Maré!
Todo boy, mancando o pé
Insistindo em conquistar.

No passado tem remédio
Pra quando se precisar
Lá tem Doutor de família
Que tem prazer de curar
Lá tem Água Rubinat
Mel Poejo e Asmapan
Bromil e Capivarol
Arnica, Phimatosan
Regulador Xavier
Tem Saúde da Mulher
Tem Aguardente Alemã
Tem também Capiloton
Pentid e Terebentina
Xarope de Limão Brabo
Pílulas de Vida do Dr. Ross
Tem também aqui pra nós
Uma tal Robusterina
A saúde feminina.

Vou-me embora pro passado
Pra não viver sufocado
Pra não morrer poluído
Pra não morar enjaulado
Lá não se vê violência
Nem droga nem tanto mau
Não se vê tanto barulho
Nem asfalto nem entulho
No passado é outro astral
Se eu tiver qualquer saudade
Escreverei pro presente
E quando eu estiver cansado
Da jornada, do batente
Terei uma cama Patente
Daquelas do selo azul
Num quarto calmo e seguro
Onde ali descansarei
Lá sou amigo do rei
Lá, tem muito mais futuro
Vou-me embora pro passado



Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Então, brilha!



É carnaval! Aqui, ali e acolá.
Belo Horizonte não fica atrás.
O Bloco Então Brilha, como sempre, fez desfile eletrizante, empolgando a comunidade LGBT na região do "baixo meretrício" da cidade.

Alguns registros para ficar na memória.





Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Gisberta!


Misturando política, história, música, teatro, poesia e ficção, a montagem idealizada por Lus Lubianco coloca sob os holofotes questões como identidade de gênero e respeito às diferenças, sempre pertinentes. No espetáculo, que busca tornar conhecida a história de Gisberta no Brasil, o ator dá vida a vários personagens, sendo acompanhado por três músicos em cena e, de maneira delicada, transita entre o humor e o drama.
Depois de 25 anos em Portugal [Porto], vivendo já em condições de indigência, Gisberta estava à margem da sociedade, estigmatizada pro múltiplos fatores: transexualidade, prostituição, drogas, AIDS, imigração ilegal. A sua história, atravessada pela transfobia, marcou a sociedade portuguesa e levou a um aprofundamento dos debates sobre discriminação e direitos humanos no país, com impactos positivos nas leis de igualdade de gênero e também na abordagem de tema pelos meios de comunicação.
Um espetáculo ímpar, com roteiro, direção, produção, elenco, cenografia, iluminação impecáveis, colocando-o à par de sua simplicidade, dentre os melhores que já assisti.
Em cartaz no Centro Cultural do Banco do Brasil em Belo Horizonte [CCBB - Circuito Cultural Liberdade] até o dia 05 de fevereiro. Imperdível.

 


Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Porque!





Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo. 
Porque os outros são hábeis mas tu não. 
Porque os outros vão à sombra dos abrigos 
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não. 

Sophia de Mello Breyner Andresen

E que venha o 2018 com dias melhores, pessoas melhores, mundo melhor.

Bratz Elian 
enfim! é o que tem pra hoje ...

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Tapa na cara!






Quem não faz, fala. Brinco com meus amigos afirmando que quando sexualmente as coisas estão insatisfatórias o assunto “sexo” é recorrente (ultimamente só falo nisso!). 
Seja relembrando bons encontros, fazendo piadinhas sacanas ou mesmo discutindo as fantasias porno-bizarra-eróticas realizadas ou não ele, o ato sexual - e suas variantes todas - está presente no bate papo informal.
E o tamanho que, sim afirmamos com veemência, não interfere tanto no desempenho é alvo de comentários. 
Se algum homem foi objeto de desejo do grupo e alguém teve o privilégio de conferir, com certeza vai dividir o tamanho da “criança” com os outros, mas sem “grandes” ou “pequenos” detalhes. 
O calibre masculino é medido e divulgado, (de acordo com uma normatização específica e bem simples) desculpa meninos.
E no palco que é a cama vale tudo, até mesmo interpretar longe do palco e outras coisinhas que cada um faz; mas em uma das conversas a questão “tapa na cara” gerou polêmica e discursos apaixonados daqueles que são contrários à prática. Confesso, acreditei que uns tapas na cara era algo facilmente aceito e prazeroso para ambas as partes (talvez sádico & masoquista?), e sim eu gosto de levar tapa na cara no contexto sexual. E tapa bom é tapa forte, mas dentro do aceitável e de acordo com a “pegada” da transa; se for para bater devagar é melhor alisar.
Aos olhos dos que acreditam ser um absurdo levar uns tapas eu sou um devasso submisso que não me valorizo, e claro me divirto com a situação e provoco falando das delícias de um tapa na cara. A questão agora é objeto de pesquisa, e sempre que alguém ainda não declarado se encontra perdido eu pergunto, de modo bem natural: E tapa na cara, o que você acha? Até agora acredito que metade das pessoas odeia e a outra metade se divide entre os que aceitam e os que adoram, e você gosta?

Giuliano Nascimento

Como de costume o Blog entra em recesso de final de ano. Bratz vai passar o seu aniversário [23/12], o Natal e a Virada do Ano em São Paulo. Desejo a todos um Feliz Natal e um 2018 repleto de coisas boas. Até Janeiro meus caros amigos. Passa rapidinho este tempo e ninguém vai morrer sem o Bratz por aqui!

Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Um Livro Roubado!




Quando um fato relembrado aconteceu há mais de 10 anos (Uma Década) e você marotamente pensa: “Nossa, parece que foi ontem”, é sinal que apesar da sua conveniente indiferença o tempo marcou seu rosto e corpo; e se já não é você está prestes a ser classificado como velho. A vida e o implacável tempo...
E ao tocar as páginas já gastas de um livro, aquele que um dia roubei, uma destas reminiscências me ocorre, clara, suave, divertida e ufana.
Festinha casual, amigos sorrindo, bebendo, cantando e uma estante. E lá na estante ele me pedindo para ser tocado, não pela primeira vez, já éramos íntimos e ele me satisfazia como poucos, com a vantagem de ser rápido igual ao gozo do adolescente ao observar pela fresta da porta do banheiro. 
Não hesitei e de imediato decidi que ele ia me possuir e eu a ele - unidos para sempre - e nosso casamento aconteceu ali às escondidas com ele no bolso traseiro da minha calça jeans. 
E a festa seguia seu rumo, mais bebidas, algumas brincadeiras, danças, gritinhos e uma tensão quase imperceptível pelo fato de estar eu junto ao objeto do roubo. Quem sabe desmascarado entre os amigos, a quebra da confiança, o ato ilegal, e os dedos em riste a me apontar; mas nada me incomodava ele estava comigo.
Na tranquilidade do meu quarto eu o leio com desejo ainda maior, agora de minha posse a leitura tinha um outro sabor. O crime me fazia mais reconhecível naqueles personagens todos que de uma forma ou outra eu amava.
Objetivando dividir a culpa que não sentia eu fiz do Tuca um cúmplice, e ao contar o roubo ele com um sorriso largo me pediu emprestado o objeto que também era desejado por ele. E desde então o “Contos Diminutos” é lido e relido por nós, e quando não está aqui comigo está lá na casa do meu mais velho e melhor amigo. Condição indispensável para a boa convivência é a total fidelidade, nunca o emprestamos e sempre perguntamos dele quando de posso do outro. É melhor assim, vigiar sempre, afinal não posso vacilar e permitir que um outro alguém tente roubá-lo, isso seria um absurdo imperdoável. Cortar a mão do ladrão seria minha resposta, e assim marginal seria eu novamente.

Giuliano Nascimento

Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Ama o teu princípio!



Os discípulos de Jesus disseram: “Manifesta-nos qual será o nosso fim”. Jesus respondeu: “Tendes descoberto o princípio vós que vos interessais pelo fim? No lugar onde está o princípio, lá estará também o fim. Louvado aquele que estará presente no princípio! Este conhecerá o fim e não padecerá a morte”.

Evangelho de Tomás

Bratz Elian
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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Um mudo e cinco gays!




Casualmente nos encontramos no “Cabaré da Martinha” – lanchonete de propriedade de uma balzaquiana vivaz sexualmente e onde entre um lanche e outro os corpos se encontram e se descobrem.
Eu, Fabiano, Pitty, Carlota e Fláviah, somos quatro assumidos e um travestido conversando amenidades; integram a cena uma dezena de jovens alcoolizados e um automóvel que faz a trilha sonora (brega e altíssima).
Carlota e Pitty estão em uma das mesas devidamente acompanhados por caras-héteros-não-preconceituosos-bem-à-vontade enquanto eu, Fabiano e Fláviah nos divertimos em um bate-papo mais gay, repleto de risadas, humor refinado e ácido. De repente o Fabi se vira abruptamente e com o semblante surpreso chama minha atenção para um novo integrante da madrugada animada - o rapaz mudo.
O mudo apareceu “do nada”, e ele é tão bonitinho, sedutorzinho, e o que não fala com os lábios diz com os olhos (fechadinhos e curiosos como os de uma criança), se ele falasse provavelmente me apaixonaria.
A exuberância dos personagens gays foi evidenciada com a chegada do mudo, afinal a comunicação não-verbal era novidade. Confesso que muitas vezes pensei que o “viadeiro” estava fazendo performances de tanto bate cabelo e jogada de braço e mãos. Toda vez que alguém tentava a comunicação eu atento ficava para desvendar a mensagem – não compreendia nada e desconfio que o mudo também não. Tentei versar, mas eu não entendia a linguagem do rapaz e ele me olhando com um ar de “e ae?”.
Preferi me esquivar da comunicação direta. Alguém com um olhar mais atento facilmente perceberia purpurina, paetês, notas musicais e muitas cores, além dos movimentos naquela cena incomum.
E a fim de traçar o perfil de personalidade de cada um dos presentes foram realizadas mímicas absurdas e obscenas; mas o mudo que não era assim tão inocente em dado momento mostrou com as mãos o tamanho de seu documento, sim com veemência ele bateu no peito e milimetrou o tamanho do seu pau/pênis/cacete/blimblim/piroca/rola/pica/jeba/pinto.
Eu ri muito do absurdo da situação, e o mudo se divertiu ladeado de tanta gente de expressão. Entre os presentes acredito que só eu e o Fabiano não estávamos na fila para conhecer melhor o rapaz, pelo menos não naquela madrugada. E havia um problema, o rapaz tinha de passar a noite na casa de alguém, imaginem a disputa e assédio! Pitty (possuidora da maior coleção de aniversários) foi a primeira a se lançar e tentar enlaçar o mudo. Fabi tranquilo queria passar a vez, mas se viu envolvido com a disputa. Fláviah seduziu, fez o tipo “meiga” e não se jogou diretamente. Carlota quase que tem um ataque cardíaco na cadeira em que estava e fulminava o rapaz com olhares diretos e objetivos. E eu, eu queria mesmo era me divertir com meus amigos, não entrei no jogo. Beijos, abraços e despedidas, alguns ficaram outros foram e o mudo acompanhou alguém na linguagem universal dos corpos, até o dia clarear.



Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Arte! Muita Arte!



Definitivamente tenho que reafirmar que São Paulo está e sempre estará na vanguarda das artes e todas os outras demais que caracterizam uma grande metrópole.
Ainda não tive a oportunidade de assistir ao vivo os espetáculos montados por este magnífico grupo a Cia. K mas, em breve sei que serei contemplado com esta oportunidade.
Até lá só me resta desfrutar com vocês deste show através deste vídeo que montei.


ps: Sexta-feira lá vai o Bratz para a oitava cirurgia em 6 anos. Está valendo. Vamos que vamos.

Bratz Elian
enfim é o que tem pra hoje ...

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Paz na Síria!




Centenas de balões brancos e vermelhos lançados ao céu aos gritos de السلام في سوريا, apresentações culturais e mensagens de solidariedade simbolizaram o desejo da comunidade árabe pelo retorno da paz da Síria na manhã do dia 15 de agosto, na Praça da Liberdade em Belo Horizonte.
Pedimos pelo fim do conflito no país do Oriente Médio onde a guerra civil, que já dura seis anos, devasta o território daquele país.
Na praça estiveram sírios, libaneses e seus descendentes, refugiados que vieram para o Brasil por causa do conflito, além de brasileiros que têm parentes e amigos vindos de lá. 
Todos mostraram sua consternação pela atual situação vivida naquela nação onde mais de 400 mil pessoas já morreram vítimas de armas e bombas, sendo que a grande maioria delas são crianças e mulheres. 
Sou casado com o Wanderley Elian, neto de sírios e aprendi a respeitar este povo em suas lutas, suas tradições e sua cultura. 
Desde 1974 sou frequentador assíduo de todos os eventos da comunidade síria aqui em Belo Horizonte onde fiz inúmeros amigos. 
Em 1994, tive o enorme prazer de fazer uma viagem por toda a Síria com amigos da colônia.
Uma riqueza de aventura.













Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Belo Horizonte! Uma cidade na vida do Bratz!


Nasci Brasileiro, Mineiro e na cidade de Belo Horizonte. Isto lá no distante 1950 e por aqui resido desde sempre.
Uma cidade ímpar que eu vi crescer e se transformar ao longo de toda a minha vida.
Quando nasci, "BH" ou "Belô" como nós a chamamos por aqui, era uma menina de 53 anos. Hoje eu do alto dos meus 66 anos contemplo esta senhora de 119 anos.
Resolvi então homenagear este meu berço acolhedor e apresentá-la aos amigos de BlogsVille tal e qual ela era em 1950 e como ela se apresenta hoje.
Vejam quanta transformação ao longo do tempo.


Bratz Elian
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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Uma Semana de Arte!



Foi uma semana bacana esta que passou.

Tivemos [eu e o Elian] a oportunidade de conferir dois eventos de pura arte aqui em Belo Horizonte.
Comecamos pelo Espaço do Conhecimento da UFMG no Circuito Liberdade para prestigiar o Memorial do Clube da Esquina, organizado pelo curador e amigo Bruno Viveiros. Uma homenagem aos ícones da Música Popular Mineira como Milton Nascimento, Lô Borges, Tavinho Moura, Fernando Brant, Toninho Horta, Wagner Tiso, Flávio Venturini e outros.
Uma coletânea interativa extremamente criativa que nos permite uma viagem através do tempo para reviver um pouco deste movimento quer marcou a Música Popular Brasileira.
Alguns registro deste espaço:









Depois fomos tomar um café com quitandas mineiras no Memorial Vale e uma caminhada pela Praça da Liberdade para apreciar a florada dos Ipês.








Fomos também ao Centro Cultural Banco do Brasil ver a Exposição de Erwin Wurm - O Corpo é a Casa.
Série de trabalhos onde o artista discute o corpo humano não apenas a partir do físico, mas também de suas camadas psicológicas e espirituais. Suas obras utilizam um deslocamento de elementos do cotidiano para o campo da arte, reconfigurando objetos familiares como casas, carros, roupas e alimentos para um contexto inesperado, engraçado e ao mesmo tempo crítico em relação à sociedade contemporânea. Esses elementos inanimados ganham vida orgânica – uma residência obesa, um vaso sanitário magro, uma salsicha cheia de personalidade, um carro acima do peso.

Alguns registros deste espaço:






















Interessantíssimo e relevante.

Sábado teve God, peça cômica com Miguel Falabella no Cine Teatro Brasil. Morri de tanto rir. Ótima.



Domingo, para encerrar a semana, uma manhã na Mercadoria, no Circuito Liberdade. Uma feira de artesanato e gastronomia super agradável.












Agora é esperar a próxima semana para assistir "O Filme da Minha Vida", dirigido por Selton Melo, Sucesso absoluto de crítica.



Cabe aqui ainda o registro da lastimável perda, na última sexta-feira do cantor e compositor Luiz Melodia que marcou a MPB com suas canções e exuberantes performances.
Minha homenagem a este gênio, em sua última apresentação por aqui em Belo Horizonte com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. Vale a pena conferir o vídeo em duas partes.



Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...


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