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domingo, 14 de abril de 2019

Semana Santa e o Barroco Mineiro!



O Barroco, foi uma das formas de expressão artística mais visíveis entre o século XVII e a primeira metade do século XVIII, no Brasil.
O enriquecimento provocado pela mineração e a forte religiosidade dos povos das minas, favoreceram o desenvolvimento das artes em Minas Gerais.
O barroco desenvolveu-se no Brasil ao lado dos primeiros núcleos urbanos. As principais manifestações dessa arte foram as construções religiosas levantadas nas cidades mineiras do Ciclo do Ouro, como Ouro Preto e Mariana.
A riqueza resultante da exploração do ouro na região de Minas Gerais estimulou, em Ouro Preto, o surgimento do maior conjunto de arquitetura barroca do mundo e justificou o tombamento da cidade como patrimônio nacional, em 1933, e em patrimônio mundial, em 1980.
Apesar da influência inicial do Barroco europeu, a arte barroca no Brasil assumiu características próprias.
A arte barroca evoca a religião em cada detalhe: altares, geralmente em madeira, expõe ricos ornamentos espirais ou florais e é todo entalhado com figuras de anjos e imagens revestidas de uma fina película de ouro. Santos em relevo se espalham pelas capelas da nave central, e o teto, representando geralmente um céu em perspectiva, que aumenta a sensação de profundidade no ambiente.
A vida cultural nas Minas Gerais desenvolveu-se principalmente em torno das Igrejas e confrarias. Por essa razão, a arquitetura, a escultura sacra e a música se desenvolveram na região e deixaram importantes registros do barroco brasileiro.
Na arquitetura, temos importantes construções no estilo barroco, como a Igreja do Carmo, em São João Del Rei e a Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto.
Na escultura, as obras eram feitas geralmente em madeira ou pedra-sabão, estavam ligadas à religiosidade. Destaque para Aleijadinho, um dos principais representantes do barroco brasileiro. Escultor e arquiteto, Antônio Francisco Lisboa, chamado de Aleijadinho.
Na pintura, destacou-se Manuel da Costa Ataíde. Ataíde criou seu próprio estilo, utilizando-se de cores vivas, tropicais. Pintou em suas obras figuras cordiais, mas um tanto irreverentes. Sua obra de maior destaque está no teto da nave da Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto. Obra realizada entre 1800 e 1809.
Na música barroca destaque para José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita e Manoel Dias de Oliveira

Próxima semana, estarei em Ouro Preto durante o tríduo pascal, para reviver e desfrutar de toda esta riqueza artística ao vivo.

Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

domingo, 7 de abril de 2019

O que ninguém deve fazer!





O mistério do nascimento é mais profundo, escreveu em algum lugar Simone Weil, e mais rico para meditar que o mistério da morte. É que ele nos confronta com o acaso, que é a verdadeira necessidade, ao passo que a morte nos entrega apenas ao destino, que é uma necessidade programada ou retrospectiva. Quer eu morra totalmente ou não, ou melhor, quer eu ressuscite ou não, minha vida nesta terra nem por isso deixará de ter sido a mesma. Mas, e se eu não tivesse nascido? Ou se tivesse nascido de pais diferentes? Ou simplesmente, com os mesmos pais, se tivesse sido recebido a partir de um outro óvulo, de um outro espermatozoide? Seria outra pessoa, ou melhor, não seria. Toda morte é inevitável (mesmo que ocorra por acaso: de qualquer modo é preciso morrer). Nenhum nascimento o é, mesmo que tenha sido desejado ou programado pelos pais. Morrer é um destino. Nascer, uma sorte.
Se nossos pais não tivessem feito amor naquele dia, ou se o tivessem feito algumas horas depois, ou antes, ou talvez simplesmente em uma outra posição, não estaríamos aqui hoje para pensar a respeito. Acasos do desejo. Loteria da vida. Nascer é para cada um a primeira grande sorte, necessariamente a mais importante, pois condiciona todas as outras. Mas isso não é tudo. A mesma improbabilidade extrema valeu também para a concepção de nosso pai e de nossa mãe, para cada um de nossos quatro avós, para cada um de nossos oito bisavós…Essas sucessivas improbabilidades, cada uma delas condicionada pelas que as precedem, multiplicam-se uma à outra. Ao fim de algumas gerações, a probabilidade de cada nascimento, embora não nula, é tão ínfima que nenhum estatístico sério aceitaria prevê-la de antemão. Ganhar na loto é, ao lado disso, brincadeira de criança.
É isso que nos deve tornar exigentes. Essa vida tão improvável que nos é dada, cabe a nós não a desperdiçar. A vida não é um destino, é uma aventura. Ninguém escolheu nascer; ninguém vive sem escolher. Cada qual é inocente de si, mas responsável por seus atos. E responsável, portanto, ao menos em parte, por aquilo que se tornou. Aristóteles mais profundo que Sartre. É forjando que alguém se torna forjador. É realizando ações virtuosas que alguém se torna virtuoso. “Fazer”, dizia Lequier, “e, fazendo, fazer-se”. Isso não fará de nós outra pessoa, o que ninguém consegue. Mas impede de nos resignarmos rápido demais ao que somos, o que ninguém deve fazer.

André Comte-Sponville - A vida humana

Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

domingo, 31 de março de 2019

O Coruja Artesão!




Outubro 2019, primavera e a vida vai seguindo seu curso e contando história.
Bratz será Tio-Avô, ao que tudo indica do Francisco ou, quem sabe, da Isadora. 
Não importa, que seja bem vindo e seja feliz.

Francisco ou Isadora, 

Vem, pequeno artista, vem pintar o sete deste lado de cá. Vem que o rumo certinho das coisas carece de desarranjo. Vem mudar os prazos, acelerar o ritmo, parar o tempo. Vem que a vida é agora, e é hora de viver entre nós. 
Vem encher a casa de visitas e presentes e conversas em voz baixinha para não lhe atrapalhar o sono. Vem lembrar o que de fato importa, que na vida somos todos visitantes afoitos. Vem acordar o mundo em meio à noite e despertar a ternura que resta lá fora. Vem chorar aos berros com a força da vida mesma, vem que precisamos reaprender a conquista de um silêncio bom. Vem e ocupa seu lugar na vida, que é a vida inteira. 
Vem condensar nossas esperanças honestas em suspiros mansos de satisfação e alegria! Vem que há tantos sonhos à espera do seu sono. Vem sorrir das expectativas alheias, vai ser poeta, publicitário, goleiro, atacante, Atlético, Anápolis, ator, astronauta, ginasta olímpico, doutor, direita, esquerda, vai ser isso e aquilo. Vem gargalhar disso tudo. 
Vem, gracioso Erê, irmana as religiões todas, amanhece a nossa gratidão, borrifa descarado na vizinhança o perfume dos anjos, e assina com os calcanhares rosados a sua certidão de fiel beneficiário de todo o amor que lhe cabe. 
Vem, criança abençoada de saúde e festa, atrair os olhos de quem passa. Vem aprender a caminhar, um pé depois do outro, e a cair e a levantar. Aproveita e nos ensina também um pouco disso, que vira e mexe nós esquecemos. 
Vem sujeito a chuvas e trovoadas. Vem sorrindo a vida. Vem conhecer a luz desse mundo sob a forma do amor luminoso de seus pais. 
Vem ganhar e vem perder e ganhar de novo. Vem crescer a olhos vistos, tomar posse de tudo, como do amor que aguardava ansioso por nascer. O amor que começa e termina em você. Vem, menino, fazer das suas. Vem com a vida em todo o seu maravilhoso milagre. 
E vem, sobretudo, porque o mundo anda precisando olhar mais para o alto. Porque é em você que moram o sol e a lua e as estrelas e o arco-íris e as nuvens, as nuvens que ora chovem pragmáticas, ora existem para nada senão para acarinhar os olhos de imaginação da gente. 
Vem, pequenino homem, provar que antes, muito antes de estar aqui, você já vivia no coração dos seus. 
E que Deus o abençoe sempre. 
Amém.

by André J. Gomes 

E o Tio-Avô artesão preparou estes mimos para recepcioná-lo:



Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...


domingo, 24 de março de 2019

As Nuvens!




De quem gostas mais?, diz lá, estrangeiro.
De teu pai, de tua mãe, de tua irmã ou do teu irmão?
Não tenho pai, nem mãe, nem irmãos.
Dos teus amigos?
Eis uma palavra cujo sentido sempre ignorei.
Da tua pátria?
Não sei onde está situada.
Da beleza?
Amá-la-ia de boa vontade se a encontrasse.
Do ouro?
Odeio-o tanto quanto vós a Deus.
Então que amas tu singular estrangeiro?
Amo as nuvens… as nuvens que passam …
lá, ao longe…as maravilhosas nuvens!

Charles Baudelaire, O Estrangeiro

Pensando …

Eu também amo a transitoriedade das coisas passageiras, sua finitude, sua fragilidade de bolha de sabão. Nada do que permanece sobrevive a erosão do tempo, tudo o que há são os pequenos momentos – como nuvens! – belos e morredouros. É uma outra forma de se relacionar com o que há de essencial em nossas vidas. Afinal, como seres tão suscetíveis ao tempo foram aspirar as coisas eternas? Por imaginação e tédio, e também um evidente temor. A única eternidade possível é a deste momento, por exemplo, em que sozinho, explico-me a mim mesmo. Há o silêncio e ele há de passar, o silêncio deste momento; há esta aflição que sinto, e ela também passará; há esta minha perplexidade só compreensível aqui, comigo, em mim. E não há nada mais simples e evidente do que este momento que já nasceu com os minutos contados. Quanto tempo terá, enfim? Por quanto tempo poderei segurá-lo, prendê-lo, antes que se dilua em esquecimento e passado? A vida talvez não passe desta imagem figurativa da bolha de sabão feita com o sopro de uma divindade aborrecida consigo mesma. E por sermos fruto da imperfeição de uma criatura original, somos todos tão insatisfeitos e imperfeitos, apesar de nossa beleza evidente e cristalina. Eis o fim deste instante.

Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

domingo, 17 de março de 2019

A primeira foto do primeiro sobrinho[a] neto[a]!



O tempo passa e o Bratz, como todos os mortais, vai ficando cada vez mais idoso. 
Não é que finalmente serei Tio Avô!
Sim serei, de um netinho ou netinha, isto não importa.
Estou feliz com a notícia e, mais ainda agora quando vi o seu primeiro pulsar de vida real.
Parabéns Bruna e Guilherme.




Na véspera desta notícia, fui a uma exposição super bacana no Centro Cultural do Banco do Brasil na Praça da Liberdade.
Uma tarde deliciosa que se tornou completa quando a noite começou a se fazer presente e Belo Horizonte se tornou uma casa portuguesa com certeza!







Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

domingo, 10 de março de 2019

Uma brincadeira com o Smartphone!



Quando não se tem nada de útil para fazer na vida, nem mesmo as fantasias sexuais do amigo lusitano Francisco, dá nisto.
Eita carência!




Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

domingo, 3 de março de 2019

Então é Carnaval!



Desde criança gostava e muito de Carnaval. Por toda a minha vida fui de ir assistir desfiles, bailes infantis, depois bailes juvenis e por fim bailes de adultos. 
Até desfilar em Escola de Samba já desfilei.
Já fui ver o Carnaval do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Carnaval no interior de Minas também teve sua fase.
Fui piolho da Banda Mole em BH nos seus áureos tempos das décadas de 80 e 90.
Tudo passa e tudo acaba.
Hoje não suporto mais nada relativo a Carnaval que perdeu e se desfigurou por completo de suas origens.
Hoje só abro exceção para o Bloco Padecendo no Paraíso [as Padês]. 
Um bloco criado, organizado e comandado por mulheres, mães, voltado para o público infantil mas onde a galera adulta se esbalda com segurança, respeito, sem bebedeiras, drogas, confusão e no meio de um público nota dez.
Primas e seus filhos [as] participam ativamente da agremiação, fato que anima o Bratz ainda mais.
Este ano, no Domingo de pré-carnaval, pela terceira vez consecutiva, fui dar o ar de minha graça no desfile e não me arrependi. Foi ótimo, e o tema do bloco foram os 60 anos da Diva Madona. 
Entre sambas antigos, marchinhas tradicionais, músicas infantis da Turma do Balão Mágico, também tivemos os hits da Diva no ritmo frenético e contagiante da Charanga das Padês.
Já neste sábado de Carnaval, a mesma charanga animou o Bloco da Vovó Gatinha que, este ano, com a minha presença, passará a se chamar Bloco da Vovó Gatinha e do Vovô Gatão! 

Deixo aqui um pequeno registro desta alegria: 
Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Minas Gerais!



Minas Gerais, o berço do Movimento de Independência do Brasil, possui suas particularidade que nenhum outro estado brasileiro tem.
Por sua estratégica posição geopolítica, não foi contemplada com uma saída para o mar, mas suas montanhas com suas reservas minerais, aliadas à agro-indústria e todo o seu potencial para o turismo histórico, balneário, campestre e gastronômico, o colocam como o segundo PIB do Brasil, perdendo apenas para São Paulo.
Aqui uma pequena mostra de seus encantos e belezas típicas:
 
Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ... 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Autocomiseração!



Nunca vi algo selvagem
tendo pena de si mesmo.
Cai um pássaro morto de frio de um galho
sem nunca ter tido pena de si mesmo.

D. H. Lawrence . The complete poems





Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Desistir nunca! Lutar sempre! A vida só é completa quando aceitamos seus desafios!

Parte do corpo de anjos que me acompanharam nesta luta. 

Construí amigos, enfrentei derrotas, venci obstáculos, bati na porta da vida e disse-lhe: 
Não tenho medo de vivê-la.

Oito anos de luta, 9 cirurgias,  chego ao começo de 2019 com o desafio maior: Enfrentar por  seis semanas os difíceis processos de Quimioterapia e Radioterapia.
Quem ama a vida tem que se expor e aceitar seus desafios sem medos. Assim decidi encarar mais este.
Foram dias difíceis mas, hoje recebo os termos de alta do tratamento. 
A alegria e a emoção estão à flor da pele.
O que dizer nesta hora? 
Agradecer. Agradecer à vida, agradecer à Deus, agradecer aos Médicos que me acompanham, agradecer aos anjos enfermeiros com quem convivi, agradecer à minha família, agradecer aos amigos, agradecer ao meu amor.
Obrigado a todos.
Sei que a luta ainda não acabou, ainda resta a recuperação, os exames e acompanhamentos, os resultados finais. Mas alegria de hoje é a força e a motivação para encarar o futuro com determinação e confiança.
Amo a vida e tudo o que ela nos concede. Vida plena exige superação de obstáculos e isto nunca me faltará.
Continuo minha caminhada, vivendo cada dia em plenitude.

Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

A vida em stand by!




É foda quando, de uma hora para outra, você percebe o quanto sua vida está uma merda. Isso mesmo, você desatento na zona de conforto e de repente ...
... de repente aparece uma pessoa.
E você inconscientemente torce para ele entrar no chat do facebook, quer rir junto, marca para fumar um cigarro, diz não saber o motivo - mas que ele te faz bem, só dorme depois de dar “boa noite”, e acorda com o primeiro pensamento nele. Assim, como num estalar de dedos, esta pessoa entra na sua rotina e aquele outro amor (o que não frutifica, mas te acompanha. Enfim...) ele começa a esmaecer.
Eis o tapa na cara, dado pela vaidosa e às vezes ruidosa e apressada vida, e então o click: “Que merda eu estou fazendo da minha vida ou melhor, não fazendo?”
A percepção evidente de que a vida estava passando sem ao menos você perceber os movimentos mais básicos, vivendo em stand by.
O que fazer? Não dá para correr de si mesmo. A dicotomia entre o novo brilho nos olhos que ele te traz ou a luz habitual que o outro ainda fornece é a grande questão que a vida jogou no seu colo a fim de que você, e só você resolva.
Aos poucos o novo cara toma conta dos espaços, e você percebe que a sua vida pode não ser aquela que você merece, mas está melhor. E o outro amor, aquele morno, esfria e rodopia pelo ralo da pia. A rotina silenciosa e os desencantos ainda estão aqui, mas agora há motivos para ao menos questionar esta vida mal vivida e sufocada pela mesmice e falta de horizonte – horizonte este que ele insiste em apontar e lá está.


Giuliano Nascimento

Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje .
..

domingo, 3 de fevereiro de 2019

O Quarteto da Orgia!



Início de madrugada, de uma quinta-feira qualquer, telefonemas breves, passagem rápida para encontrar um dos amigos e saímos com o objetivo de beber uma cerveja – uma só – somos quatro, todos com mais de “trinta”: Um no início, outro no meio, e um representante do finzinho dos 30; o mais experiente contabiliza 41 anos (há pelo menos 04 anos o conheço e sempre a mesma idade, enfim...). Rasgamos a rua, caminhando lado a lado com passos sincronizados bem no meio da via, rindo alto e comentando o noticiário particular em comum.
Vindo na direção contrária um homem, que ostenta o epíteto “Chacal”. Ele olha o grupo, sorri maliciosamente, balança seu corpo e afirma com uma voz deliciosamente lasciva: Vocês hein, o Quarteto da Orgia.
Confesso que ao ouvir a designação me senti como uma prostituta barata, de bota cano longo, minissaia e cigarro na boca coberta de batom vermelho.
Estou seguro de que nunca integrarei uma orgia, sou careta e até um tanto “conservador” – mas o curioso é a percepção do Chacal à lascívia do grupo, que é verbalmente sexual.
Chegando ao “Zueira” (boteco que fica aberto a madrugada toda, todos os dias da semana), o que era a percepção de um notívago se materializa fisicamente.
Ao cumprimentar um amigo, este me abraça forte e me suspende pelas pernas até a altura de sua cintura, de forma violenta e ao mesmo tempo casual.
Os próximos minutos, enquanto a cerveja não acabava, foram sucessões de pequenas perversões:
Expulsão de uma bêbada (mal vista por alguns do grupo), o rapaz preferiu ficar com o Quarteto da Orgia, e falava isso em tom debochado para a rejeitada e inconformada mulher.
Vídeo pornô caseiro exibido para todos. Simulações de brigas por ciúmes, um pênis fora das calças em frente à mesa e todos, e a garrafa de cerveja ainda com conteúdo gelado.
Comentários maliciosos diversos, mordida no queixo, tapas nas coxas, brincadeiras de duplo sentido e olhares, olhares diretos nos olhos, sorrisos tímidos e as vozes dos homens a cada momento mais presentes e embaralhadas, graves e estridentes.
Na primeira sugestão em ir embora me levanto da cadeira e me despeço de longe – com o clássico tchauzinho de miss. Na segurança da minha casa, respirei aliviado pela não realização da profética frase dionisíaca. Perdoem-me as bacantes, mas de dissoluto só tenho a imagem.

Giuliano Nascimento

Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

domingo, 27 de janeiro de 2019

Sensualidade!





Quando não se está tão bem como gostaríamos de estar, resta-nos aliviar com algum colírio para os olhos. A vida volta logo a fazer sentido, se é que vocês me entendem né? 
Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

O que isso significa?




– Por que não faz nada?
– Como assim?
– Sei lá.
– O que quer dizer?
– Não tem nada que queira fazer?
– Nada? Tipo o quê?
– Não sei. Você é bom em tantas coisas, poderia fazer o que quisesse. É bom em tudo que faz, não prefere fazer outra coisa? 
– Do que o quê? Ser marido? O pai da Frankie? O que quer que eu faça? Nos seus sonhos o que eu faço? 
– Não sei. Você é tão bom em tantas coisas. Consegue fazer tantas coisas. Tem tanta capacidade. 
– Para fazer o quê? 
– Pode cantar, desenhar…dançar. 
– Ouça, eu não queria ser o marido de ninguém. E nem queria ser pai. Não era meu objetivo. Deve ser de algum cara. Não era o meu. Mas de algum jeito era o que eu queria. Eu não sabia disso e só isso que quero. Não quero fazer mais nada. É o que eu quero. Eu trabalho para fazer isso. 
– Queria que trabalhasse em algo que não precisasse beber às 8h. 
– Tenho um trabalho que posso beber às 8h. É um luxo. Vou para o trabalho, bebo, pinto a casa de alguém. Eles ficam felizes, eu vou para casa, posso ficar com você. É um sonho. 
– Você nunca fica desapontado? 
– Por quê? Por que me desapontaria? Faço o que quero. 
– Tem potencial. 
– E daí? Por que tem que tirar dinheiro do seu potencial? 
– Não estou dizendo isso. 
– O que é potencial? O que é potencial? O que isso significa? Potencial de quê? Para virar o quê? 

Do filme Blue Valentine 

Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Se nega a dizer não!



Há uma solidão neste mundo tão grande
que você pode ver em câmera lenta,
nas mãos de um relógio
Pessoas tão cansadas, mutiladas por amor,
ou pelo não amor.
As pessoas não são boas com as outras 
Os ricos não são bons com outros ricos 
E os pobres não são bons com outros pobres 
Nós estamos com medo. 
Nosso sistema educacional nos mostra que todos 
nós podemos ser malditos vencedores. 
Não nos foi dito sobre os 
marginais ou os suicidas 
Ou o terror de uma pessoa 
que agoniza sozinha. 
Mais odiadores que amantes 
As pessoas não são boas umas com as outras 
Talvez se elas fossem, nossas 
mortes não seriam tão tristes 
Deve haver um jeito que 
nós ainda não pensamos 
Quem colocou esse cérebro em mim? 
Ele chora, exige 
Diz que há chance 
Se nega a dizer não 

Charles Bukowski

Bratz Elian 
enfim! é o que tem pra hoje ...

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

A vida, segundo Mario Benedetti!


O tempo passa. Às vezes penso que teria que andar de pressa, aproveitar o máximo possível estes anos que me restam. Hoje em dia, qualquer um pode me dizer, depois de escrutinar minhas rugas: “Ora, mas você ainda é um homem jovem”. Ainda. Quantos anos me restam desse “ainda”? Penso nisso e me aflijo, tenho a angustiante sensação de que a vida está me escapando, como se minhas veias tivessem se aberto e eu não pudesse estancar o sangue. Porque a vida é muitas coisas (trabalho, dinheiro, sorte, amizade, saúde, complicações), mas ninguém vai me negar que, quando pensamos nessa palavra Vida, quando dizemos, por exemplo, que “nos apegamos à vida”, estamos fazendo com que seja assimilada por outra palavra mais concreta, mais atraente, mais seguramente importante: estamos fazendo que seja assimilada pelo Prazer. Penso no prazer (qualquer forma de prazer) e estou certo de que isso é a vida. Daí vem a aflição (…). Ainda me restam, assim espero, uns quantos anos de amizade, de saúde aceitável, de ocupações rotineiras, de expectativa diante da sorte, mas quantos me restam de prazer? (…) “Ainda” quer dizer: está no fim.
E este é o lado absurdo de nosso acordo: dissemos que levaríamos tudo com calma, que deixaríamos o tempo correr, que depois reveríamos a situação. Mas o tempo corre, deixemos ou não (…) A experiência é boa quando vem junto com o vigor; depois, quando o vigor se vai, resta apenas uma peça de museu, decorativa, cujo único valor reside em ser uma recordação daquilo que já se foi. A experiência e o vigor são simultâneos por muito pouco tempo. Estou agora nesse pouco tempo. Não se trata, porém, de uma sorte invejável.

Mario Benedetti, no livro “A Trégua“ 

ps: De volta para um novo ano. Um ano que começa tenso, mas com garra, luta e confiança superarei bem. Nova batalha de uma guerra de 8 anos. 
Muitas felicidades aos amigos durante este 2019. 

Bratz Elian 
enfim! é o que tem pra hoje ... 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Feliz Natal e um 2019 incrível para todos!


Amanhã indo para São Paulo, a cidade mais linda do Brasil, para minhas férias de fim de ano.
Um Feliz Natal e um 2019 repleto de coisas boas para todos os amigos do "enfim! é o que tem pra hoje..."
Volto dia 02 de Janeiro.

Deixo aqui para vocês, imagens do Parque do Ibirapuera, em SP, com suas magníficas luzes natalinas deste ano de 2018. 




Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...


domingo, 9 de dezembro de 2018

Uma Noite Povoada!



“Aceito mal o que em arte se designa por inovador. Deverá uma obra ser entendida pelas gerações futuras? Porquê? Que quererá isto dizer? Que elas poderão utilizá-la? Em quê? Não vejo bem. Já vejo melhor – ainda que muito obscuramente – toda a obra de arte que pretenda atingir os mais altos desígnios deve, com paciência e uma infinita aplicação desde início, recuar milênios e juntar-se, se possível, à imemorial noite povoada pelos mortos que irão reconhecer-se nessa obra. Nunca, nunca, a obra de arte se destina às novas gerações. Ela é oferenda ao inúmero povo dos mortos.” 

Jean Genet . O Estúdio de Alberto Giacometti 

ps: E minhas férias estão aí. Dia 15 próximo indo para São Paulo. Volto em Janeiro.
A todos os amigos um Feliz Natal.

Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

domingo, 2 de dezembro de 2018

Sua melhor arte!




Há suficiente traição, ódio, violência,
Absurdos no ser humano mediano
Para abastecer qualquer
exército em qualquer dia
E os melhores em matar
são aqueles que pregam contra
E os melhores em odiar
são aqueles que pregam o amor
E os melhores na guerra – finalmente –
são aqueles que pregam a paz
Cuidado com o homem mediano, a
mulher mediana, cuidado com o amor deles
Esse amor é mediano, procuram o mediano,
mas há genialidade em seu ódio
Há suficiente genialidade em seu
ódio para matá-lo, para matar qualquer um.
Não querendo a solidão
Não entendendo a solidão
Tentarão destruir qualquer coisa
que seja diferente de si mesmos
Não sendo capazes de criar arte,
eles não entenderão a arte
Considerarão as próprias falhas, como criadores,
Apenas como uma falha do mundo
Não sendo capazes de amar plenamente,
acreditarão
que seu amor é incompleto e então te odiarão
E seu ódio será perfeito como um brilhante diamante,
como uma faca, como uma montanha, como um tigre, como cicuta.
Sua melhor arte

Charles Bukowski

Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

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