segunda-feira, 10 de março de 2014

E o Bratz vai revendo Valores e Convicções!



Sempre tive uma sólida formação moral alicerçada em valores inquestionáveis. Ainda os tenho, mas a cada dia que se passa, nesta já longa caminhada pela vida, me sinto coagido a refletir muito sobre certas convicções e valores, principalmente o que vem a ser o "bem" e o "mal"..
Certa vez, conversando com o Blogueiro Douglas Marques (Blog Tempestade), não me lembro mais sobre o que, ele, ainda um garoto, me solta esta pérola. "Não acredito no altruísmo. Nem Madre Tereza de Calcutá escapa! Ela, convicta de sua ideologia religiosa, fazia o bem para ganhar a "Vida Eterna"! Onde está então seu altruísmo?"
Guardei isto para mim e me coloquei a refletir sobre isto e ver o quanto isto tinha de verdade, e eu, velho e experiente, aprendi isto de um garoto. Obrigado Douglas.
Outro dia, eu e Elian divagávamos sobre este país, suas mazelas, sua violência, a hipocrisia humana e outros temas que configurava uma verdadeira "Babilônia de Ideias". Ao final falei para ele que hoje, eu me sentia perdido com certos valores tão arraigados em mim e me sentia forçado a rever muitos deles.
Coincidentemente, recebo um comentário por aqui de uma leitora nova, a Marli Terezinha do Blog Naco de Prosa. Fui ao seu blog e me deparei com duas postagens com questionamento idênticos aos meus naquele momento. Deixo aqui os links destas postagens para quem se interessar: "Todos merecem Perdão(?)" e "Polícia para quem precisa".
Revisitando meu passado, lembrei-me de um fato ocorrido a há muitos e muitos anos atrás que muito me abalou, mas que, com o tempo, tudo caiu no quase esquecimento.
Uma pessoa de minha família, muito jovem, foi vítima de estupro coletivo. Uma coisa hedionda! Para mim ainda pior, pois foi quem foi socorrê-la e buscá-la na casa de uma pessoa que lhe prestou ajuda. 
Um período de ódio, de sofrimento, de preocupação. Tínhamos um grande amigo, cujo pai era da Polícia Civil. Quando soube nos procurou para prestar solidariedade (na época não fizemos "BO" para poupar a vítima de mais sofrimento) e ele nos afirmou que iria investigar a fundo tudo de forma informal. Passados alguns dias, coincidentemente véspera de Natal, nosso amigo e seu pai foram à minha e nos informaram que havia pego os marginais e que eles confessaram este e outros casos. Disse que se desejássemos poderíamos ir à Delegacia que ele nos apresentaria os delinquentes com toda a segurança. Veríamos mas não seríamos vistos. Claro que não fui. Meu irmão foi. O pai do amigo afirmou: Não se preocupem estes nunca mais atacam novamente. Passados mais alguns dias vimos no jornal estampado. "Estupradores encontrados mortos em um matagal com as marcas do Esquadrão da Morte". 
Confesso que nunca me senti tão feliz e vingado com tudo isto. Mas os meus valores logo vieram me atormentar e a forma que encontrei foi tentar esquecer e apagar esta tragédia, o que, de certa forma, consegui. 
Vivemos hoje no mundo, em particular no Brasil, uma escalada absurda da violência, onde os marginais ficam impunes e nós acuados e com medo de tudo e de todos. 
Aí surgem aqui e ali os novos "Justiceiros" que, à margem da lei, buscam fazer justiça com as próprias mãos. Não faço apologia disto, isto me incomoda e muito ainda, mas me questiono cada vez mais em meus valores. 
Governos omissos, polícia despreparada e mal aparelhada, ONGs que adoram defender os "Direitos Humanos" de marginais mas que não levantam a voz para defender os Direitos do cidadão vítima e obrigado a viver acuado, com sua liberdade comprometida.
Complicado sim! Muito complicado mesmo. Sei bem que muitos que me leem aqui e agora devem estar estarrecidos com estas minhas questões, mas afirmo com convicção, os que ainda discursão achando que é um absurdo a justiça pelas próprias mãos, o fazem de forma idealista e ingênua. Que a vida não lhes conceda a oportunidade de ter uma mãe assassinada, uma irmã estuprada, um irmão morto por conta de cem reais, pois aí eu quero ver a persistência arraigada destas convicções.
Bem, isto é só um desabafo de ideias, mas são questões que estão me martirizando, e muito, atualmente, rever ou não valores. O meu lado moral me empurra para uma convicção, enquanto o meu lado racional e emocional me empurra para o outro. Definitivamente não sei qual o lado sairá vencedor e sobre este tênue trilho sigo o meu caminho.

Bratz Elian
enfim! é o que tem pra hoje ...

39 comentários:

  1. Não acho a sua constatação tão aterradora assim! Sabemos que a algum tempo o culto ao individualismo tem se sobreposto aos valores morais( Valores MORAIS e NÃO MORALISTAS). Esses valores foram construidos para garantir a sobrevivência tanto do grupo quanto do indivíduo que faz parte desse grupo e estão cada dia mais débeis. O planejamento a longo prazo parece ter deixado de existir em detrimento a uma busca hedonista típica do espírito individualista moderno, assim como o bom senso, esquecido a algumas décadas. Sou um esperançoso obsessivo, mas confesso que vejo o desenvolvimento do individualismo como uma grande doença moderna com consequências perturbadoras.
    bjs

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    1. Sábias considerações amigo ... tb sou um eterno esperançoso, mas hoje tentando ser mais realista ... q bom o fato de não ter chocado muito às pessoas ...

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  2. Bom dia, Paulo. rever valores é muito importante. Ninguém deve morrer com os mesmos valores de sempre. Eu espero que eu tenha mudado de ideia várias vezes antes de morrer, e que a última tenha sido melhor que as primeiras ideias. Essa coisa de justiceiro é retrato dos tempos de guerra em que vivemos. As pessoas estão inseguras, e nada ou quase nada é feito. Não sou a favor de responder com amor, bondade e compreensão alguém que nos faz o mal, nos rouba, estupra, maldiz, machuca. Para eles, a justiça, seja ela qual for. Mas como podemos saber se a justiça não excedeu seus limites? Aí é que o bicho pega...

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    1. sim querida Ana ... para eles a justiça, embora neste país a tal "justiça" não nos garanta nada mais ... lamentável mesmo ...

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  3. Pensando aqui, rapidamente, num paralelo: na vida em condomínio nos espantamos quando o Síndico aparece com um rateio "absurdo" porque "tá tudo caindo aos pedaços". Como assim? Quem deixou? Nós, que não prestamos atenção até a água bater na bunda (ou faltar nos reservatórios). Não sabemos votar (não pesquisamos e não cobramos, muito menos nos envolvemos mais de perto), e deixamos a educação dos nossos por conta das escolas (e da tv/internet). Daí chegamos nesse ponto, em que a solução mais violenta parece a única saída (por ser mais rápida).

    Isto não é uma crítica a você nem a ninguém, porque também me vejo questionando da mesmíssima forma os meus valores. E também me pergunto: que farei?

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    1. Edu, super feliz em não ter sido agressivo ou mesmo não ter me expressado bem ao transmitir minhas emoções e sentimentos a ponto de escandalizar aos amigos ... suas considerações são totalmente pertinentes mas creio tb em algo mais ... na índole má de certas pessoas ... isto não é uma visão determinista, mas qtos têm a mesma falta de formação e não se entregam ao mal ... a grande maioria ... não é mesmo?

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  4. Bratz, vc mexeu em uma ferida bem recente. Ainda não consegui organizar dentro de mim essas questões, mas seu texto com certeza me ajudou a ficar mais lúcida.

    Bêjo

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    1. Patrícia! Que bom q algo tão meu e tão íntimo possa ter sido de valia para alguém como vc ... Obrigado pelo depoimento ... isto me aliemta ...

      Beijão

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  5. Paulo, interessante como a vida é realmente feita de reviver o passado e de preferência aprender com ele. Este caso estava debaixo de todas as fitas das minhas lembranças, com um plástico envolto, para dificultar o acesso. Como sabe escrevo para um site sobre futebol, mas na primeira parta da crônica, coloco algo da minha vida e da nossa vida em família. tudo que coloco já havia sido devidamente exorcizado. Nunca tive coragem de tocar neste assunto, sempre usava uma desculpa que não saberia como abordar.
    Quis a vida, que você de maneira mágica, tocasse no assunto, revivesse o passado e te falo, que me ajudou a exorcizar esta questão. Nunca tive coragem de conversar este assunto em família e pouquíssimas pessoas sabem. Outro dia encontrei com nosso amigo e ele perguntou de todos e do caso. A vida e suas coincidências.
    Saiba que mais do que você e o Derley, todos vivemos este dilema e esta dualidade.

    Obrigado meu irmão, esta valeu. E olha nunca tive remorso, pelo contrário nunca tinha me sentido tão plenamente justiçado e feliz com o fim de problema.

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    1. João! Exorcizar nossos demônios é uma necessidade. Já não me permito mais viver com os meus ... não é uma tarefa fácil mas é necessária ... Tb, por muito tempo fugi de muitas coisas e isto não foi bom ... ainda bem q tive tempo nesta vida para questionar e rever muita coisa ... Não digo q abandonei meus valores, mas a cada dia q passa, acho q estou menos covarde, menos hipócrita e cada vez mais longe do antigo discurso ... aquele discurso falso e hipócrita de acreditar no amor incondicional, do de dar o outro lado da face a quem nos maltrata ... não olho por olho ... não é dente por dente ... mas perdão só para quem o merece ... cansado de ser "bom" e viver preso como se é q fosse o marginal, enquanto os marginais gozam de tudo ... Feliz tb por ter sido útil para vc este meu desabafo ...

      Beijão

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  6. Paulo...

    Uma bela reflexão e só quem passou por algo sabe como é um assunto delicado e até mesmo conflitante... Eu já passei por duas experiências ruins, em uma delas, eu e toda a minha familia na mira de uma arma... ninguém foi ferido. Mas posso sentir até hoje a revolta no meu pai e seu desejo de "retribuir"...

    Em linhas gerais, eu tendo a achar que não se paga o mal com o mal... ainda depois disso tudo tenho essa "tendência". Também não concordo muito com a ideia de que Direitos HUmanos são apenas para bandidos, o problema é que na ânsia por justiça, coisas até piores são muitas vezes feitas... e numa dessas, um inocente paga o pato.

    O que eu acho que de verdade deveria haver, e não há no Brasil, é uma coerência entre as coisas, entre as instituições.... deveríamos poder confiar que a justiça vai ser feita. (Os caras que invadiram minha casa na época, era do regime semi-aberto para você ter noção).

    Isso é um assunto que dá uma longa conversa... muito legal tua reflexão!

    Um grande abraço e uma ótima semana!

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    1. Amigo Léo ... com certeza ainda teremos a oportunidade de uma conversa mais direta e próxima sobre muitos temas ... vc é uma das pessoas de BlogsVille q tenho muita vontade de conhecer ... sua sensibilidade, sua agudez no ser, sua lucidez e sabedoria sempre me encantam.

      Obrigado querido

      Beijão

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  7. Entendo perfeitamente o que você escreveu. De certa forma é a expressão do lado emocional/instintivo de todo ser humano. Porém, se não queremos abdicar de toda uma organização civilizatória de vida, há que se agir com a razão. Então vem a moral, a ética, a política, todo esse arcabouço que, bem ou mal (no nosso caso aqui no Brasil, mais mal, né) tem que dar conta disso tudo. A opção é a barbárie...

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    1. Caro Luiz! Vc como eu é um grande filósofo e isto é muito bom ... Longe de mim negar a moral, a ética, a política e tudo o mais. Tudo isto tem o dever de dar conta de toda este absurdo em que vivemos mas não tem dado ... aliado a isto ainda vivemos uma nova idade média onde tudo se coloca na questão da "Fé" e das religiões ... tudo hoje está contaminado pela baixa moral, pela baixa ética, pela baixa política, pela hipocrisia das fés. E nós? Como ficamos? Como completamos nosso ciclo nesta vida? Só questiono isto ...

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  8. O problema é que o seu texto gasta somente duas palavras para discutir o real problema: governo omisso. Toda sua discussão torna-se inútil porque vc olha para as repercussões do problema, mas não se detém de forma alguma na origem da questão. A palavra "marginal" que vc usa com tanta veemencia pode te dar uma pista de onde está realmente a origem do problema, Paulo.

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    1. O governo omisso não é privilégio nosso Foxx e mais, o governo omisso é aquele q nós escolhemos, q nós aplaudimos, pq nos é conveniente aos interesses mesquinhos de todos ... pura hipocrisia. Mais, o SER do "mal" existe sem nenhuma conotação determinista nisto. A maioria das pessoas desafortunadas e marginalizadas no contexto social não são do mal e vivem sob as mesmas condições de penúria e de omissão dos poderes e, nem por isto se rendem ao mal. Marginal é marginal e para eles não concedo mesmo o meu perdão. Marginal aqui incluo tb muitos poderosos e engravatados. Não abdico dos meus valores apenas escrevi o q vem me incomodando e me levando à reflexão.

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  9. Genteee... eu ainda nem curei a ressaca do carnaval e por aqui o papo já anda nesse nível de seriedade - e sobriedade. Vou precisar de um tempinho pra digerir tua postagem... eu te entendo, mas não sei se penso da mesma forma... Certo é que rever valores é sempre bom. BeijAAAs caro mio! Saudades de tu!

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    1. Pois é querido, mas gostaria imensamente saber o fruto de sua reflexão sobre isto tudo ... acredite: Super Relevante seu ponto de vista.

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    2. Então vamos lá!!! Já me recuperei das birinights, já reli o teu texto e agora vou arriscar dar meu pitaco. Mas que fique claro: é apenas a minha opinião e de maneira alguma pretende se sobrepor a nenhuma das outras opiniões deixadas aqui, tzá?!

      Primeiro de tudo: somos todos feitos de "bem" e "mal". Óbvio! Ninguém (nem Madre Teresa, nem Bratz, nem eu, nem ninguém) é dotado apenas de virtudes e nem somente de defeitos. "Bem e mal" assim como "certo e errado" são conceitos abstratos, elásticos e sujeitos a interpretações e entendimentos que variam em relação a inúmeros fatores (família, classe social, escolaridade, cultura, crenças, religiosidade, filosofias, etc, etc, etc...).

      Todos nós - blogueiros, políticos, marginais, justiceiros, policiais, freiras, vovózinhas que bordam trilhos de mesa, etc - somos "bons" e "maus". Bondade e maldade coabitam dentro de todo ser humano. A nossa "bondade" é "mãe" dos nossos gestos bonitos, amorosos e delicados. E a nossa "maldade"?! Bem... ela é "mãe" (ou nesse caso "madrasta"... hehe) dos nosso gestos feios... da nossa intolerância, da nossa má vontade e da nossa violência, nzé?

      Só que a violência (tema do teu post) não nasce apenas da simples "maldade", não! Ela também é filha do desespero, da miséria, da falta de oportunidades, do vício, do desamor, do abuso familiar, do prato vazio, do descaso. Calma, Braccini. Não vou engatar o clichê do discurso socialista pra justificar e amenizar a culpa (ou a maldade) dos que roubam, matam, estupram... Todos esses atos (crescentes) hediondos precisam ser coibidos, impedidos e punidos. Mas dentro das formas legais!

      Teu argumento do "até que aconteça com a sua mãe ou irmã" é forte - admito. Com certeza o "olho por olho" seduz e talvez prometa saciar a fome por justiça (ou seria vingança?). Mas ainda assim - pelo menos em tese - eu quero acreditar que a justiça não deva ser feita com minhas próprias mãos. Como eu poderei me chocar, me horrorizar e bradar contra crimes de ódio cometidos contra homossexuais - por exemplo - se eu mesmo considerar a hipótese de investir contra e ferir alguém - que além de "marginal, bandido ou contraventor" é também um ser humano?!

      Pode ser minha moral (ou meu moralismo) falando mais alto mas o papel de executor (seja em que ponta da história for) não serve pra mim. Não por altruísmo nem por ser "bom" ou "mau"... mas por continuar "humano" mesmo... hehe!

      Adorei a discussão, queridão e acho que ela - nessa Blogsville de brincadeiras e arriações - abriu espaço pra gente falar de coisa séria e relevante. Muito bom!!! BjAAAs!!!

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    3. Fred, muito legal sua presença e seu registo ... reitero q não estou aqui fazendo nenhuma apologia da violência nem da lei do cão ... até agora refletindo e trazendo à roda esta questão ... só discordo de uma coisa ... "a violência (tema do teu post) não nasce apenas da simples "maldade", não! Ela também é filha do desespero, da miséria, da falta de oportunidades, do vício, do desamor, do abuso familiar, do prato vazio, do descaso" ... existem milhares de seres q passam por tudo isto e nem por isto se tornam tão marginais ... e tem tb os marginais de paletó e gravata q, na minha opinião bem q mereciam ser acorrentados a um post ... estes não passaram por um monte destes problemas ... ao contrário ... estimulam as condições para q tudo isto persista ...

      Obrigado querido

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  10. Olá meu querido Bratz, meu rei...sempre fui moderninho e a favor do aborto, até que uma irmã engravidou contra a vontade da família, e aí já viu, aborto ou não aborto. Venceu o não aborto, é muito arriscado, enfim...nasceu minha linda sobrinha, então, aquela idéia de aborto foi por água, minha convicção é contra o aborto, após este fato...disse isso para que saibas o quanto te entendo, e o quanto hoje em dia é difícil de manter uma palavra absoluta, como a verdade suprema, como muitos fazem.
    Existe um inversão de valores, não nós nessa situação, mas o próprio andar da história, estas gerações que chegam chegando...adorei este post, tu sempre me surpreendeu, e continua me surpreendendo, o que só aumenta minha admiração por ti. Muita reflexão, muita mesma, pois trazes à tona coisas e situações que não paramos para ver porque estão longe da gente, daí um dia a gente acorda e estamos no olho do furacão, e quem irá nos socorrer ? Obrigado meu amigo Bratz por tanta lucidez e coerência, neste tênue trilho em que seguimos...
    ps. Meu carinho meu respeito e meu abraço.

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    1. Esta é a questão amigo Jair ... o discurso qdo somos apenas expectadores é um, qdo estamos no olho do furacão, com toda certeza será outro. Reitero a questão ... não mudei meus conceitos nem meus valores mas, ando refletindo muito sobre tudo isto ...

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  11. Penso exatamente como você, não sei mais até quando vamos continuar tolerando esse desrespeito com a vida humana, é todo mundo com medo de todo mundo, os bandidos ganhando cada vez mais poderes e nós nos tornando cada vez mais reféns deles, não tive em minha família casos dramático como o que você relatou, graças a Deus, mas cada vez que vejo na televisão, ou alguém que contando algo assim, eu fico revoltado, recentemente, por causa declaração da Jornalista Raquel Sheherazade. Eu fiz um poste em defesa dela, pronto foi o suficiente pra arrumar brigas, pessoas deixarem de curtir, comentar minhas postagens. A impressão que tenho que algumas pessoas não veem televisão, não leem jornais, não são Alices mas vivem no país das maravilhas. Quanto mim, cada vez eu fico mais feliz quando ouço que um ou dois bandidos foram mortos em confronto com a polícia minha reação é sempre. Oba menos uns!!! Fico puto quando vejo pessoas no facebook, transformando bandidos em mocinhos e mocinhos em bandidos. Como fazem com a nossa policiai, eu sei que existem maus policiais, mais dai à colocarem como se todos os fossem é um absurdo!

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    1. Dih, ainda estou na fase da reflexão, ainda não defendo a lei de Talião. Mas tb não critico, com tanta veemência, aqueles q aqui ou ali, por vezes o fazem. As pessoas sabem muito bem onde é q o calo aperta. Cansado de discurso teórico. Como alguns falaram aqui e eu tb, quero ver a persistência deste discurso qdo o estas coisas acontecerem dentro da casa de cada um....

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    2. Me cansa esse discurso hipócrita de que bandidos são os que vivem à "margem da sociedade", que são os injustiçados, não é verdade. Todos os dias se ver noticias de crimes, cometidos por indivíduos de classe média alta. A impressão que tenho é que muitos por ai, praticam crimes por mero prazer, O que dizer dos filhinhos de papai que saem das casas noturnas, com o rabo cheio bebidas alcoólicas e outras drogas, pegam seus carros caros e saem dirigindo loucamente, atropelando e matando gente sem a menor responsabilidade? E os que apesar de terem tudo que querem, se lançam nas drogas muitas vezes destruindo suas próprias famílias, roubando-as e matando para alimentar seus vícios? Não é raro se ver filhos matando os pais por causa de herança, se vivessem à margem da sociedade não haveria herança nenhuma. Esses são uns poucos dos muitos crimes cometidos por esses "marginais", que não vivem a margem de coisa nenhuma,,, matam, estupram, corrompem justamente porque têm dinheiro pra pagar bons advogados que ajudam à acoberta-los em seus crimes. Cada um tem o direito de pensar o que quer, mas a mim esse discurso de relacionar pobreza a crimes não me convence! Pobres de nós, que ainda conta com esse tipo de argumento inconsciente e inconsequente defesa de bandidos. DESCULPE VOLTAR AQUI PRA CONTINUAR, MAS ESSE ASSUNTO ME INCOMODA PROFUNDAMENTE!

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    3. imagina ... eu ando assim tb ... saco cheio ... rs

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  12. Amore,eu já te contei que cursei Direito,né?Pois é,esses questionamentos éticos e morais eu sempre me fiz,desde q saí da faculdade,e não foi por acaso que desisti de advogar..vi tanta sujeira,tanta podridão,tanta falta de ética, de caráter, e isso das pessoas q deveriam promover a justiça...fiquei bem descrente da raça humana, e isso acontece em todos os setores da sociedade,pq tem o corrupto rico mas tb tem o corrupto pobre,cada um na sua escala-não nos esqueçamos que bons valores podem ser ensinados independente da classe social, e que todos têm o livre arbítrio para dizer não ao banditismo.Conheço muitos pobres q vivem com dificuldade mas estão lutando e têm uma boa formação,não querem ser bandidos e abominam quem pratica esses crimes "em nome da miséria"..nada justifica esse banditismo,essa maldade,essa aridez de valores que vemos nessa sociedade doente..tb me pego em dúvida sobre o q vai acontecer-tenho tantas-mas sei q não existe mágica pra resolver tudo isso..a única certeza q eu tenho é q a Lei de Talião não soluciona,embora eu até a entenda em alguns casos,assim como vc...

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    1. Madi ... tb passei pela possibilidade de me formar em Direito ... felizmente desbanquei esta possibilidade. Sei q são normas legais, q faz parte do ordenamento jurídico, mas ver profissionais do direito defenderem réus confesso e transformando-os em inocentes a custa de dinheiro, isto me enoja tb, Sim marginal é marginal ... e não só os desprovidos da sorte não tem aqueles de paletó e gravata q são tão ou mais marginais ,,,

      Obrigado pela presença ...

      Beijão

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  13. Olá, Boa tarde, Bratz
    Muito boa a postagem....séria e relevante!
    Definitivamente há uma certa lógica em questionar seus conceitos, valores e convicções... Para começar, estão desgastados, esquecidos dentro de uma gaveta, uma vez que isso deve acontecer num ambiente propício, o melhor para o que representa ser um cidadão, cumpridor , ônus e bônus, deveres e direitos. Conhecemos a realidade brasileira e sabemos das nossas deficiências. São exigências, cada vez mais urgentes, que necessitam ser sanadas. Em face dos acontecimentos , há possíveis distorções ou ausência dos valores, pois vamos incorporando novas atitudes e sentimentos, à cada ocorrência... tentando manter, na medida do possível, a integridade, porém não nos garantem a alteridade,o se colocar no lugar do outro. Assim,haverá sempre muito que se ponderar, até para assumir uma postura mais comprometida com o que julgamos como bons valores e convicções... um indivíduo que siga em direção ao bem comum...sair do plano individual e olhar para o coletivo...
    Obrigado pelo carinho, belos dias, abraços!

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    1. Pois então Felisberto! Conscientes, sábias e relevantes as suas palavras.Obrigado e saiba saberei absorver cada uma delas ...

      Beijão

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  14. Compreendo a sua frustação, mas repare que não é só no Brasil. É no mundo inteiro. A sociedade está a mudar e os valores dela também, por aqui em Portugal, a classe política corrupta nunca é julgada levando a que vença o sentimento de impunidade. O pobre é sempre julgado e condenado, mas quem tenha posses e algum dinheiro, através de arrastamento do processo em tribunal, consegue, muitas vezes, que o caso prescreva e assim consegui fugir da prisão. Já fui a favor da justiça pelas próprias mãos, mas sabendo que pode acertar na pessoa errada, e basta acertar num caso, que acho que não compensa. Não podemos começar todos a querer vingança e a fazer com que cada ofensa seja paga à margem de um sistema de justiça eficaz, caso contrário entraremos numa anarquia completa.

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    1. Claro amigo ... não é privilégio nosso estes desmandos ... coisas do SER humano mesmo, em qualquer lugar. Tb não sou a favor da violência como resposta à violência, apenas refletindo ...

      Beijão

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  15. Não apetece o cardápio oriental?!? Ah... jurei que ainda iríamos comer dividindo nossos "pauzinhos"... #decepcionadoagora... hahaha! BjAAAs!

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    1. #decepcionadoagora? #ôdógente! rs ... #pauzinhonãodivido ...#nempauzão

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    2. E pauzãoZÃO?!? Rola?! ;)

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  16. Fosse outro dia eu tentaria dizer o que penso sobre isso, mas hoje estou num dia muito cheio de reflexões intensas e este post só embaralhou ainda mais o que estava pensando. Obrigado, lindo amigo. Gosto de crises assim, que me façam repensar a existência.

    Beijão!

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    1. Refletir pode até ser doído mas é algo q gosto e não abro mão na vida ...

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  17. Bom dia Paulo.
    Sua postagem vem de encontro a questionamentos de muita gente,
    inclusive os meus. Vivemos em uma terra linda, com gente linda e os valores
    cada dia se distorcem mais. Muitas vezes me pergunto a causa disso tudo:seria
    o aumento da população, mas ai seria mundial. Seria eu que não consigo acompanhar
    tudo de perto? E então voce cita uma fato parecido com o algo de minha vida pessoal.
    Em 2007, minha familia foi assaltada em frente nossa casa no RJ, meu marido nasceu
    naquele bairro, viveu ali, tivemos nossos 2 filhos ali também. Apos os filhos voltarem de uma viagem de 3 meses a trabalho com circo na Arabia Saudita, o jornal JB fez uma matéria alegando que a família enriquecera. Alguém acreditou e montou o assalto.
    Foi com grande susto que recebemos a noticia 3 dias depois que um dos assaltantes fora encontrado morto perto dali. Porem o que mais no chocou foi exatamente o recado que recebemos por boca de vizinhos: " Esse não vai mais agir com gente boa como vcs". Na hora nos sentimos como vc cita ter se sentido, mas depois ficamos estarrecidos em como acham ser justiça simplesmente eliminar seres. Resolvemos juntos que deixaríamos nossa casa, nossas coisas e nos mudamos do RJ para longe no ES onde chamo hoje d minha Pasargada. Parei de questionar e abracei minha vida
    tentando dar conta dela. Muito boa sua postagem e teno muita coisa pra refletir ainda.
    Bjins e lindo dia.
    Catiaho Alc.

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    1. Pois então amiga ... só quem passou por algo assim sabe avaliar o q é ... o resto é só discurso demagógico e hipócrita ...

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então! obrigado pela visita e apareça mais, sempre teremos emoções para partilhar.

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