sexta-feira, 18 de julho de 2008

O céu não é o limite


O céu da minha manhã, que o olhar capta em ligeiro azul, se prolonga e percebo meu equívoco.
Nessa infinitude, meus olhos não alcançam o limite, e céu significa todo o espaço acima de mim.
Não posso abordá-lo, na minha restrita capacidade. Mas, por isso mesmo me consola porque o penso como um invólucro de todas as coisas abaixo dele.
Ele não é o céu, é o telhado aberto, e ao mesmo tempo abrangente, que me aconchega ao mundo, como se eu fizesse um acampamento de férias e o céu fosse a imensa barraca de lona que nos adicionaria em companheirismo.
Meu céu é de todos e quando eu o contemplo realizo um gesto tão largamente amistoso de comunhão. Efetuo um encontro de olhares, como pipas coloridas que se entrelaçam, lá no alto, numa festa de congraçamento, onde raios de todos os tempos e lugares, provindos dos infinitos olhos do mundo, se tocam e se reconhecem na sua perplexidade.
O céu da minha manhã parece agora se estender majestoso e, ao fitá-lo, meu olhar o transforma em um sagrado dossel do templo da visão humana.
Aí revisito todos os meus amigos que estão longe... e que, de repente, ficam perto.

Aos meus amigos
Paulo Braccini
enfim, é o que tem pra hoje...

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